quinta-feira, 30 de agosto de 2007

#100 - Thomas Sullivan Magnum IV

Magnum é o típico caso da personagem que marca a vida de um ator. Certo? Errado. Magnum, o alter-ego pelo qual Thomas William Selleck virou ídolo de multidões, marcou toda uma era durante os anos 80, foi maior que a vida. As aventuras de Thomas Sullivan Magnum IV deram o tempero que conduzia a salada de diversão educativa que guiou a televisão enquanto o havaiano detetive particular trucidava geral e acabava com a moleza dos desprovidos de caráter e bigode.

A presença máscula e peluda de Magnum nas tardes praticamente obrigava a programação televisiva a manter um outro nível de espetáculo, um superior. Lula & Juba, Um Príncipe em Nova Iorque, Ferris Bueller, Molly Ringwald, Tom Cruise bancando o cafetão pra pagar uma dívida no submundo... todos ali na grade para sustentar a ausência do defensor da lei e dos bons costumes e das camisas estampadas.

Magnum, ex-fuzileiro naval, vive na propriedade havaiana de Robin Masters, um autor de romances biliardário que mal dava as caras no seriado e deixava tudo ali na mão do mais confiável dos homens americanos vivos - inclusive uma pusta Ferrari conversível. Com seu mini-frigobar sempre bem-disposto de cervas e várias mulheres demarcando território a seu redor, o detetive deitava e rolava.

Magnum rendeu a seu intérprete um Emmy em 1984 e fama e respeito mundiais. Selleck é reconhecido para todo o sempre como um ícone das telas e um eterno bon vivant e galã por natureza. O carisma que seu bigode lhe rendeu até hoje jamais conseguiu ser superado por nenhum outro artefato sexual no Universo - inclusos aqui as tranças de Dalila, a pélvis do Rei, a pinta de Marilyn Monroe, a espada de Conan e os shorts de Renato Gaúcho.


Selleck, que é melhor descrito como "um homem alto (1.93m) que sempre está de bigode" carrega na vida real a solidez de seu mustache. Ele foi o ator original escolhido para viver a saga de Indiana Jones, o que não aconteceu porque os produtores de Magnum não o liberaram. Selleck viveu nas telonas o papel de um dos 3 solteirões que se vêem com um bebê na porta de seu apartamento, um clássico do cinema-família-calhorda. Recentemente, Selleck foi convidado a participar da série "Friends", onde aparecia sorrateiramente como Richard, um grande amigo do pai de uma das mocinhas que era chegada nas investidas de seu bigode. Conta-se que nas gravações em que Selleck participou, o entudiasmo da platéia era tal que ficava inviável gravar com o público presente, tendo a produção necessidade de inserir aquelas risadas artificiais para plano de fundo das gags.

A prova cabal do como o bigode de Selleck o tornou o verdadeiro Magnum pode ser vista nesse flagrante obsceno de autêntico nu frontal do cinema americano. A cena é forte e nós não recomendamos a fracos de espírito!

4 comentários:

Anônimo disse...

de todos os citados, o bigode é o único atributo sexual que a cirurgia plástica não ousa implantar artificialmente nos seres humanos.

afinal, não se poderia prever as conseqüências da fúria de Deus.

victor

natália disse...

agora sim, este blog está completo.

Defunto Autor disse...

Verdadeiro paladino da justiça.

João disse...

Esqueceu de dixer que o bigode não é a única característica comum entre Tom Selleck e Fred Mercury