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quinta-feira, 5 de junho de 2008

#199 - Excelsior!


É difícil escolher uma foto de Stan Lee. O MAIOR HOMEM VIVO tem dezenas de imagens sensacionais na internet. Além de ter criado personagens que se tornaram ícones do século XX, Lee também é conhecido pela irreverência e bom humor.

Para comprovar isso, basta assistir ao INACREDITÁVEL "Who wants to Be a Superhero", programa no qual Stan escolhe entre uma trupe de gringos retardados de meia idade quem soma mais qualidades para estrelar uma revista em quadrinhos só sua.

O MAIOR HOMEM VIVO é responsável pela criação dos personagens que garantem 90% do lucro de Hollywood neste século XXI. Claro que tudo isso começou no milênio passado, em humildes histórias em quadrinhos.

Ao lado de grandes figuras como Jack Kirby e Steve Ditko, Lee criou (segura aí): o Homem-Aranha, o Quarteto Fantástico, os X-Men (pronuncia-se xismein, criançada), o Incrível Hulk, o Demolidor (Jamais, JAMAIS vejam o filme!), Thor, o Homem de Ferro, entre outros.

Custa nada dizer que, na década de 50, ele revolucionou o mundo das revistas em quadrinhos com o conceito dos Gibis 2.0, que se baseavam numa maior interação entre os heróis e seus leitores (pré)adolescentes. Bom... não foi bem isso, mas quase. Os personagens dele não eram ETs indestrutíveis nem bilionários entediados, mas sim jovens que nasceram com deformidades ou se meteram em experiências científicas com resultados terríveis. Muito mais "dia-a-dia", né não?

Vale dar uma visitada no verbete na Wikipedia e ver as aparições dele nos filmes da Marvel. A melhor, na minha humilde opinião, é no Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado, quando ele tenta entrar no exclusivíssimo casamento de Richard Reeds e Susan Storm se apresentando como... Stan Lee!

sábado, 9 de fevereiro de 2008

#163 - Cacildis forévis!

Antônio Carlos Bernardes Gomes foi músico, cantor dos Originais do Samba, mangueirense lendário, cachaceiro convicto e humorista da fina estirpe. Antônio Carlos, sobre todas as coisas, foi Mussum.

Mais que ídolo de bigode, Muça é exemplo pra toda uma geração do poder de um carisma. Convidado a integrar a trupe humorística dos Trapalhões no início dos anos 70, Mussum era o vertente negro do quadrilátero que também contava com um cearense matreiro, um gringo metido a espertalhão e um mineirinho enrustido.

Músico por formação, o Mumu da Mangueira era diretor da ala das baianas de sua escola de samba adorada e gravou um disco de samba em 78 (Água Benta). Sua fama se fez no programa dos Trapalhões onde protagonizou durante duas décadas tiradas muito divertidas. É dele o eterno "Cacildis!" e o imortal "Forévis".

Reza a lenda que seu apelido imortal lhe foi dado por Grande Otelo. Grande Otelo!

Abaixo, um pouco do talento do rapaz para as massas. Mussum eternis!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

#161 - Michael Jordan

Há muito o que se dizer de Michael Jordan. Mas basta dizer que o comercial abaixo é baseado em fatos reais.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

# 159 - Jece Valadão

Já faz mais de um ano, mas, para seus seguidores, ainda é difícil tocar no assunto. Jece Valadão, o cara mais durão do cinema nacional, entrou pelo cano eterno em 27 de novembro de 2006, aos 76 anos, deixando o mundo órfão da encarnação triunfal e fundamental do poder do bigode.

Ele morreu sem saber fazer café, acender um fogão ou arrumar a casa. “Minhas mulheres sempre fizeram isso pra mim”, contava o homem que, com mais de cem filmes e 50 peças de teatro nas costas, ficou marcado pelo estigma de cafajeste. Sexista confesso, chauvinista convicto, foi o irascível paradigma do macho brasileiro.

Começou como radioator em emissoras do interior do Espírito Santo e fez epquenos papéis até se consagrar na pele do malandro Miro em "Rio 40 graus"- catapultado por seu escrotérrimo bigode. Ajudou a fundar o Cinema Novo e lançou as bases do mito do cafajeste, que encarnaria pelo resto da vida.

Daí em diante, atuou em uma porrada de filmes e peças e - honra máxima - foi jurado do programa de calouros do Chacrinha. Pedro de Lara com sex appeal. Também encarou sem reclamar uma boa dezena de pornochanchadas – ou “comédias urbanas eróticas inspiradas na literatura”, como preferia chamá-las.

Nesse período, Jece se casou cinco vezes e teve um belo punhado de aventuras extraconjugais. Vivia num apartamento com a esposa da vez, encontrava em outro a amante oficial e mantinha uma garçonnière de emergência para “atender às aflitas”. Em suas múltiplas e movimentadas alcovas, fez nove filhos, dos quais reconheceu apenas cinco; os demais foram criados por outros homens. Mesmo dos herdeiros que considerava legítimos, Jece foi pai ausente e tornou-se célebre o episódio em que presenteou um filho de 7 anos com um fusca para compensar a falta de carinho.

Ao fim do casamento com a atriz Vera Gimenez - o quarto do currículo - Jece se deu conta de que nunca havia estado plenamente solteiro, apesar da alta rotatividade de amantes. Foi quando decidiu montar a Garçonnière Fundamental num apartamento duplex em Copacabana. Ao entrar no recinto, a moça da vez - "uma por dia" - não deveria ter dúvidas sobre o que aconteceria momentos depois. A porta da frente, ao se abrir, disparava sensores que acionavam uma cama que se desdobrava milagrosamente da parede, a água da piscina térmica do segundo andar começava a esquentar, um armário se transformava em bar e acendia-se uma luz tênue. "Mandei fazer tudo de propósito", dizia, “a menina tinha que entrar e pensar: vou ter que dar”. Na portaria, um leão de chácara impedia que mulheres que carregassem pasta de dente na bolsa entrassem no recinto. "Aí já era mudança. Eu não queria mulher se mudando pra lá", contava Jece, um verdadeiro ídolo de bigode.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

#158 - Há 79 anos...


A genuine leader is not a searcher for consensus but a mustache of consensus

Martin Luther King, Jr. (15/01/1929, Atlanta, Geórgia – 4/4/1968, Memphis, Tennessee)

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

#156 - Mééééérciaaaa!!!

Um bigode sedutor, bruto, másculo, daqueles que prendem a espuma da cerveja só pra soltar na hora em que se esbraveja, acentuando as emoções nos momentos de raiva ou de gargalhada. Um bigode que roça na nuca das mulheres acompanhado de um susurro meio afobado na respiração mas confiante nas palavras, sempre perguntando pequenas coisas cujas respostas são sempre "SIM". Somente alguém com o potencial de um Humberto Martins pode usar tal palavreado que na boca de qualquer desbigodado soaria ridículo.

"Eu não consigo esquecer suas carnes firmes, teu cheiro de menina levada quando vai dormir depois de brincar de médico... isso me deixa louco... E eu sei que eu também te deixo louca, né né...?? Uhn, uhn??"

Acontece que com Humberto Martins, por incrível que pareça, isso funciona não só na ficção como na vida real, quando pegava a gostosona da Solange Frazão. Ele é o clássico exemplo de ator que sempre interpreta ele mesmo e por isso quando falamos dele profissionalmente a coisa pode ser aplicada à sua vida privada.

Nascido em 14 de abril de 1961 em New Iguaçu, ficou famoso por interpretar o médico Bruno na novela Quatro por Quatro. A sinopse eu copio e colo de um site de novelas em espanhol que fica mais a ver com o jeito Latin Lover dele

"Ángela sueña con conocer a su verdadero padre, Bruno, el médico que no logró salvar a su amada Mércia en el momento del parto. Traumatizado por la pérdida, entregó a la bebé a su primo Gustavo para que la criara y decidió alejarse de todos y radicarse en la Amazonia. Pero el pasado retorna en la figura de Suzana, la hermana gemela de Mércia, que enloquece a Bruno con un juego de seducción. Y él decide retornar a Río de Janeiro y recuperar a su hija Ángela, que ha crecido en el seno de una familia singular"

O cara ainda interpretou o Cigano Iago, o Cowboy Alaor, o aventureiro Baldock (um bradock brasileiro) e um ditador latino chamado Carlos Camacho, além de outros tipos.

Entretanto, nosso Antônio Bandeirola, deve se cuidar... Se exagerar no seu próprio tipo e desenvolver estilinho careca oleosa, barriguinha de chope de quem um dia foi sarado, camisa de botao meio aberta com manchas de suor no suvaco, o cara vai virar o clássico Titio... daqueles que ficam babando nas amigas dos sobrinhos ou dos proprios filhos. Fica lá só esperando a oportunidade pra encostar a visita de 15 aninhos na parede e fazer perguntas ja alisando o bracinho da presa.

"Então vocé é amiga do Junior, né? Nunca tinha te visto aqui... Ta calor hoje né? quer um suquinho, quer? Eu pego pra você. O Júnior tá terminando o banho mas você pode esperar ele no meu quarto, se quiser. Lá é mais confortável"

No momento ele está acertando a versão brasileira do filme Beleza Americana, cujo nome não é surpresa alguma será Beleza Brasileira, sendo Humbertão no papel interpretado por Kevin Spacey na versão original. Sonia Braga será a esposa em crise, Edson Celulari o corretor de imóveis e para o papel da teenager virgem sedutora alguma atriz escolhida num concurso do Faustão.
Texto do leitor e ídolo Hagen.

sábado, 15 de dezembro de 2007

#152 - V de Vingança! Britney Spears panties off

Talvez você não saiba quem é Luis Hagen, mas se você possuir irmãs ou primas, a chance delas saberem de quem estamos falando é enorme!

Nosso homem da vez é a resposta do bigode a essa provocação barata de Humberto Gessinger. Hagen é um dos mais fiéis seguidores petropolitanos da escola Humberto Martins de vida e saber, um exemplo de vida que marcou as areias e calçadas de Copacabana e lá deixou inúmeras contas a pagar para se mandar rumo ao Velho Continente em busca de novas fronteiras, novas misturas etílicas, novas fragâncias femininas e novas dívidas!

Uma vez instalado em Dublin, Hagen tratou de mostrar pra quela gente branca que o bigode bronzeado e maroto dos trópicos tem o seu valor. Hagen também utiliza os poderes de sua monocelha para seduzir as irlandesinhas que acham que brasileiro só entende de samba, futebol e macumba.

O homem mal pôs seus pêlos em terras européias e já produziu um clássico do cinema de resultados!

sábado, 1 de dezembro de 2007

#145 - Earl Hickey, bigodón Californian estaile

Nosso herói Earl Hickey (Jason Lee), da série My Name Is Earl, que passa no FX, é o típico vagabundo gerado nas famílias WASP (white-anglo-saxan-protestant), dos EUA. Exemplar do white trash americano, ele tem um irmão disfuncional, é brigado com o pai e, nenhum cdf, claro, muito menos com disposição para se tornar jornalista, colecionador de gibis ou de discos, virou um ladrãozinho barato de lojinhas de conveniência, postos de gasolina e quetais.

Parêntese - Jason Lee, o ator, era um campeão juvenil de skate que pendeu para o cinemão hollywoodiano. Ele aparece em quase todos os filmes do diretor e quadrinista Kevin Smith. Fecha parêntese.

Apesar de todo o rigor usado na descrição acima, Earl é um cara muito bacana e de bom coração, o típico ladrão de galinhas, metido a esperto. Nos morros do Rio, não passaria de mais um otário ou um papa-bíblia. Mas, o cara curte Rock´n´Roll e nasceu na Califórnia!!! Fã de AC/DC e outras coisas boas da vida, como carros velhos, ostenta seu bigodón em busca de amor sob o sol e a poeira num buraco qualquer perto da fronteira com o México. Prova de sua gana de pegador é que Earl é pai, pelo menos no papel, de dois filhos com a gostosa da Joy (Jaime Pressly).

Um belo dia todo otário se dá bem, já diria alguma frase de algum filme perdido da fase gloriosa do nosso cinema nacional, nos anos 70, e Earl ganha 100 mil doletas na raspadinha. Na comemoração, ele é atropelado e perde o bilhete. Quando ainda estava hospitalizado, o bilhete reaparece e Earl é influenciado pela entrevista de um ex-jogador de futebol (americano!!!) na TV, contando sobre como descobriu o karma (aquele lance que diz todo o mal e todo o bem que você faz volta para você).

Mesmo rico, Earl não abandona o bigode e inicia sua saga, com as mesmas camisas de flanela vagabundas do Wal-Mart... Faz uma lista com todas as coisas más que fez ao longo de seus trinta e poucos anos e tenta remediar cada situação, fazendo as pessoas chiques como nós que temos TV a cabo, dar risadas boas semanalmente há três temporadas.

Mas foi no episódio 20 “Boogeyman” (“Bicho Papão”), que Earl ganhou seu lugar no panteão do Ídolos de Bigode. Um garoto que Earl tenta fazer perder o medo do escuro pergunta: “Earl, como é ter um bigode?”. Nosso herói olha sério para o garoto e dispara: “Vou lhe dar um conselho: quando seu corpo estiver pronto, deixe crescer um”. Nunca um homem poderia dar melhor conselho a um garoto.

Escrito pelo leitor Zoyd, o alter-ego do jornalista MO, que tem o blog de memórias sentimento-musicais http://resenhassemjornal.blogspot.com/ e que, pela graça de Deus, é um paulista flamenguista até morrer.

O charme do bigode maroto de Earl.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

#143 - As reinações de Narizinho

Contista, ensaísta e tradutor, mas também editor e pintor. Além de toda essa sua inclinação pelas letras e pelas belas-artes, ele se formou em Direito e atuou como promotor público, até se tornar fazendeiro, após receber uma herança deixada pelo avô. De quem estamos falando? De Monteiro Lobato, oras, José Bento Monteiro Lobato, o atual responsável por fazer os carros da equipe Williams de fórmula um voarem baixo mundo afora.

Nascido em Taubaté, SP, em 1882, esse verdadeiro multi-homem agitou o Brasil durante sua existência, na esperança de fazer de sua terra um lugar à sua altura. Um homem de caráter empreendedor e com talento para contar histórias e criar personagens, como o Jeca Tatu, que figura em seu romance Urupês.

O homem que criou "O Sítio do Picapau Amarelo" teve uma vida bastante atribulada: lutou pela indústria editorial brasileira, pela implantação do capitalismo industrial no país, lutou pela descoberta do petróleo em nossas terras, enfrentou a ditadura de Vargas, tentou a sorte capitalista nos EUA e se deu mal com a crise de 29. E com tanto a ser feito, Lobatão não negava fogo e teve uma trinca de herdeiros.

Contudo, o mais impressionante no homem é sua avassaladora monocelha, um verdadeiro bigode acima dos olhos capitais de Monteiraço.

sábado, 17 de novembro de 2007

#137 - O cara que botou a Natalie Portman nua

Senhores, foi lançado recentemente um curta-metragem chamado Hotel Chevalier. Aí vocês perguntam: "Curta-metragem, ora, quem vê curta-metragem?!" Pois bem, nesse filme a musa eterna Natalie Portman aparece nua. Ela chama nossa atenção desde o infanto-juvenil O Profissinal, quando ela tinha 12 anos e era protegida por um matador magistralmente interpretado por Jean Reno.

Quem gosta de pornô com história e quer ver o filme desde o início, clique aqui.
Agora, se você é daqueles que dão FF até as cenas que importam, pule logo para a parte 3:



Ah, sim, Hotel Chevalier - de acordo com o Imdb - é dirigido por Wes Anderson e o nosso homem em Paris é o simpático Jason Schwartzman.

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Devido aos problemas autorais, os vídeos foram removidos dos maiores sites hospedeiros. Aqui vai o link alternativo:
http://dv.ouou.com/swf/ouou.swf?id=38d7f45c90123

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

#100 - Thomas Sullivan Magnum IV

Magnum é o típico caso da personagem que marca a vida de um ator. Certo? Errado. Magnum, o alter-ego pelo qual Thomas William Selleck virou ídolo de multidões, marcou toda uma era durante os anos 80, foi maior que a vida. As aventuras de Thomas Sullivan Magnum IV deram o tempero que conduzia a salada de diversão educativa que guiou a televisão enquanto o havaiano detetive particular trucidava geral e acabava com a moleza dos desprovidos de caráter e bigode.

A presença máscula e peluda de Magnum nas tardes praticamente obrigava a programação televisiva a manter um outro nível de espetáculo, um superior. Lula & Juba, Um Príncipe em Nova Iorque, Ferris Bueller, Molly Ringwald, Tom Cruise bancando o cafetão pra pagar uma dívida no submundo... todos ali na grade para sustentar a ausência do defensor da lei e dos bons costumes e das camisas estampadas.

Magnum, ex-fuzileiro naval, vive na propriedade havaiana de Robin Masters, um autor de romances biliardário que mal dava as caras no seriado e deixava tudo ali na mão do mais confiável dos homens americanos vivos - inclusive uma pusta Ferrari conversível. Com seu mini-frigobar sempre bem-disposto de cervas e várias mulheres demarcando território a seu redor, o detetive deitava e rolava.

Magnum rendeu a seu intérprete um Emmy em 1984 e fama e respeito mundiais. Selleck é reconhecido para todo o sempre como um ícone das telas e um eterno bon vivant e galã por natureza. O carisma que seu bigode lhe rendeu até hoje jamais conseguiu ser superado por nenhum outro artefato sexual no Universo - inclusos aqui as tranças de Dalila, a pélvis do Rei, a pinta de Marilyn Monroe, a espada de Conan e os shorts de Renato Gaúcho.


Selleck, que é melhor descrito como "um homem alto (1.93m) que sempre está de bigode" carrega na vida real a solidez de seu mustache. Ele foi o ator original escolhido para viver a saga de Indiana Jones, o que não aconteceu porque os produtores de Magnum não o liberaram. Selleck viveu nas telonas o papel de um dos 3 solteirões que se vêem com um bebê na porta de seu apartamento, um clássico do cinema-família-calhorda. Recentemente, Selleck foi convidado a participar da série "Friends", onde aparecia sorrateiramente como Richard, um grande amigo do pai de uma das mocinhas que era chegada nas investidas de seu bigode. Conta-se que nas gravações em que Selleck participou, o entudiasmo da platéia era tal que ficava inviável gravar com o público presente, tendo a produção necessidade de inserir aquelas risadas artificiais para plano de fundo das gags.

A prova cabal do como o bigode de Selleck o tornou o verdadeiro Magnum pode ser vista nesse flagrante obsceno de autêntico nu frontal do cinema americano. A cena é forte e nós não recomendamos a fracos de espírito!

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

#95 - O poeta da violência

Nesses tempos imberbes em que nós vivemos é bem possível que alguns dos mais jovens e efeminados - diz-se que temos por aqui até mesmo mulheres - leitores deste blog não conheça Sam Peckinpah. A culpa na verdade não é de vocês, mas sim da TV Globo, que irresponsavelmente parou de exibir a sessão faroeste de sábado a tarde.

Aqueles filmes sim, formavam o caráter de nossos jovens. O maior deles possivelmente era "Meu Ódio Será Sua Herança", que rendeu um Oscar de roteiro original a Peckinpah em 1969. Aliás, naquela época os tradutores de títulos de cinema também usavam bigode. No original, o filme se chamava "The Wild Bunch". Nosso título é MUITO MELHOR. Ah, pesquisa rápida na internet mostra que em Portugal o título foi "A Quadrilha Selvagem". bleh

A garotada que acha que o Tarantino abusa da violência estilizada em seus filmes menores precisa ver as câmeras lentas de Sam. Se ele tivesse filmado "Cães de Aluguel", tenham certeza que a cena da orelha apareceria. Pelo menos na versão do diretor.

Quem tem alguma dúvida, assista ao filme "Traga-me a cabeça de Alfredo Garcia", a tradução desse é literal. O filme foi lançado depois do fracasso de Pat Garret & Billy Kid, que foi retalhado pelo estúdio. O próprio Peckinpah considerava esse o único que ficou exatamente como ele queria.

Resumindo, se alguém fosse fazer uma cinebiografia do bom Emir, esse homem teria que ser Sam Peckinpah.

PS nada a ver.: Hoje tem o julgamento do mensalão. Alguém conhece um bar que tenha pay-per-view? Com o Plebeu em obras fiquei sem pai nem mãe :( Se bem que com Zé e Bob Jeff no banco de reservas, tem tudo pra ser um fracasso...

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

#93 - Homem do ano

Nas retrospectivas de fim ano um candidato sai com muita vantagem na briga pelo prêmio de Personalidade do Ano. Seu Renato Moreira, pai de Sirlei, a doméstica agredida por uma quadrilha de idiotas de classe média da Barra, demonstrou desde o início sobriedade e dignidade impressionantes.

Desde a primeira reação, "Que pai não fica revoltado ao ver a filha num estado daqueles?", até a declaração mais pensada, momentos depois: "Isso já passou. Estou compadecido com a dor dos pais desses meninos. Eles cometeram um erro. Vão ficar marcados na sociedade, mas não tenho raiva. Estou preocupado. Eles poderiam ser filhos de um Brasil melhor". Seu Renato não quer vingança, não quer sangue, não quer a destruição da elite do Brasil. Ele só quer Justiça. Na semana em que voltou ao noticiário o caso do mensalão, dá o que pensar.

Toda a dignidade que falta à nossa elite, ao nosso presidente, ao Lula e ao Dunga, seu Renato demonstrou durante o absurdo caso de violência que viveu.

PS.: Um 20 de agosto de 1951 nascia Phil Lynott, em Dublin. Vale uma revisitada.

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

#86 - Pedro Infante

Quando se fala em cinema mexicano, a primeira pessoa em quem se pensa é naquele pirralho imberbe do Gael García Bernal. Quando muito, lembra-se do nome bizarro do diretor igualmente bizarro (e igualmente imberbe) Alejandro Gonzáles Iñárritu. Em situações extremas, chega-se até o finalmente bigodudo Cantinflas (que merece post próprio). O que nós, brasileiros isolados do resto da Latinoamérica, não sabíamos era que o maior ídolo da história do cinema mexicano foi e segue sendo, É LÓGICO, o ídolo de bigode Pedro Infante.

Nascido no significativo ano de 1917, no qual deu-se à luz, entre outros, a Revolução que fez famoso o amiguinho que ilustra o título deste blog maroto, além da Constituição mexicana, a primeira carta magna a contemplar os direitos sociais e o bigode como instituições constituicionais, José Pedro Infante Cruz atuou, entre 1939 e 1957, ano que, de significativo, só teve a morte dele mesmo, em nada menos que 59 filmes, e gravou nada mais que 366 canções.

Compulsivo e vitaminado, teve cerca de 20 filhos, não somente com as três esposas oficiais, mas também com a camareira, com a costureira, com a cozinheira, com a gerente do banco, com a mulher barbada e com a tia que vendia burritos na porta do estúdio. Foi, sem sombra de dúvidas, o Ultimate Garanhas da terra dos churros.

Mais do que sagaz, Pedro Infante era um cara arrojado. Se ligava numa adrenalina, e foi tal vício que o fez ir prematuramente desta para a melhor. Acontece que ele curtia pilotar aviões, mas era extremamente ruim de asa. Resultado: derrubou o avião que pilotava. DUAS VEZES. Na primeira, se estropiou todo, mas conseguiu se recuperar, tendo como singela seqüela uma placa de metal que substituiu seu osso frontal do crânio (vulgo testa). O que valeu ao latin lover um toque de Frankenstein.

Da segunda vez que ele derrubou o avião, se deu mal. Seu corpo carbonizado só foi reconhecido pela placa na testa. Após o anúncio da morte do ídolo de bigode, dezenas de mulheres desesperadas suicidaram, só para mostrar que el hombre era fueda.

Em guisa de conclusão, e para arrefecer o ânimo dos incautos que ainda ousam duvidar do poder do bigode, segue o trecho de um filme de Pedro Infante. Reparem bem, hereges, QUEM faz uma mera ponta no filme do caboclo, aprendendo a arte do bigode com o mestre absoluto da sedução pilosa-facial:



Texto enviado pelo leitor Leonardo Fazito.

terça-feira, 31 de julho de 2007

#77 - And what about escalation?



Das mãos do gênio Alan Moore saiu a melhor história da história do Batman: A Piada Mortal. Talvez o bruxo de Northampton tenha sido o autor que conseguiu chegar mais próximo da loucura do arquiinimigo do morcegão. Moore entendeu que a única maneira de vencer Batman seria tirando seu resto de sanidade. E para isso, era preciso destruir o homem que servia como consciência e costas-quentes de Bruce Wayne, o Comissário Gordon.

No excelente Batman Begins, Gordon finalmente teve uma participação à altura da sua importância no universo decadente de Gotham City. O comissário enverga o bigode que é a base moral da cidade mais amoral da América. Amparado em sua ampla pelagem subnasal, busca reformar a polícia da cidade e controlar o Justiceiro que decidiu resolver tudo por conta própria.

Juro que eu passei o Batman Begins inteiro sem saber quem era o Gary Oldman no filme. Sabia que ele participava, via alguma semelhança quando Gordon aparecia na tela. Mas só consegui ter certeza na hora dos créditos. Isso deve mostrar que o sujeito é bom ator. Ou que eu sou meio mongol...

terça-feira, 24 de julho de 2007

#72 - Burt Reynolds


Um dos maiores astros da história do cinema, Burt Reynolds atuou em mais de 90 filmes. Ao contrário de alguns ídolos retratados neste blog, Burt sempre ostentou um bigode, transformando-o praticamente em uma marca registrada. Não se podia esperar menos de um ator que sempre teve uma queda para papéis de cafajeste. Apesar de ter atingido o auge da carreira entre 78 e 82 quando, por cinco anos seguidos participou dos maiores sucessos de bilheteria desses respectivos anos, Mr. Reynolds foi indicado ao Oscar somente em 97, pelo incrível Boogie Nights.

Assista o trailer:


Já em "Tudo que você queria saber sobre sexo", de Woody Allen, Burt interpreta um papel incomum. Ele faz parte do centro de comando do cérebro de um homem prestes a comer uma mulher no carro. Assista o episódio completo:

quinta-feira, 5 de julho de 2007

#55 - 4 de Julho

Nesta data querida, o famoso 4 de Julho, os americanos lá de cima comemoram sua independência do domínio britânico, independência esta conquistada na base de bala.

Para prestar homenagem à data, o IdB se vale de um caro par de mustaches cinematográficos, ambos inspirados em eventos factuais e históricos.

Aqui ao lado temos Bill "The Butcher" Cutting, do grandioso "Gangues de NY" de Marty Scorsese. Bill, interpretado com maestria por Daniel Day-Lewis, é inspirado em Bill Poole, um legítimo WASP que não era muito chegado nessa história de ser um bom anfitrião. Um retrato legítimo da América.

Bill, the Butcher, disputa com o irlandês rancoroso Amsterdam Vallon vivido por Leonardo Di Caprio o controle não apenas das ruas nova-iorquinas do século XIX, mas também o controle dos quadris de Jenny Everdeane (Cameron Diaz), a gostosa local. Tipo uma THUG life de branco.

Conta-se que Daniel não faturou o Oscar (levou o Bafta e o Guild, muito mais roots) por seu desempenho porque os vovôs da Academia temiam pela ira daquele bigode influenciando gerações de jovens ianques a descolar um facão e uma loira biscate.

Abaixo, temos Day-Lewis aterrorizando os vovôs da Academia.




Tão valioso quanto o Bill Cutting de Daniel é o Ron Kovic de Tom Cruise, personagem biografada em "Nascido em 4 de Julho", do malucão Oliver Stone. Cruise faturou o Globo de Ouro pelo papel e indicações ao Bafta e ao Oscar, interpretando o jovem que vai ao Vietnam defender ideais de liberdade da Águia e se estropia, ficar confinado a uma cadeira de rodas. Ao voltar quebradão para a terra natal, Ron finalmente vê que havia algo de podre dentro de seu país e que muita gente boa estava morrendo em terras distantes para alimentar os Senhores da Guerra.

Ron começa o filme sem bigode, completamente garoto. Ao tomar tenência do bicho estava pegando, adota um peludo digno de David Crosby (aguardem). Não é pra qualquer um, realmente.

terça-feira, 3 de julho de 2007

#54 - Júnior, o Maestro


Grandes bigodes vêm com grandes responsabilidades e grandes responsabilidades diminuem de tamanho frente a um bigode de respeito. Foi o que a vida ensinou a Júnior, o segundo na linha sucessória do coração rubro-negro e dono de régio mustache.

Quando garoto, imberbe, foi lateral esquerdo de talento. Um gênio em um time gênios. Era fácil brilhar entre iguais, pelo menos entre iguais como Andrade, Adílio, Leandro e Rei Rei Rei o Zico É Nosso Rei. Nos memoráveis anos 80, Junior abiscoitou uma Libertadores, um Mundial Inteclubes, três dos quatro campeonatos brasileiros conquistados pelo Mengão na década e mais um punhado de Cariocas. Cheio de moral e já dono de um sólido bigode, foi para a Itália.

Mas um dever é um dever é um dever e o Maestro voltou ao Brasil, voltou ao Mengão para seu canto do cisne. Dessa vez, seria mais difícil iluminar corações e mentes com sua categoria: o timaço imbatível dos anos 80 havia sido gradualmente substituído por um escrete de feras feridas do calibre de Wilson Gottardo, Uidemar, Julio Cesar Imperador, Paulo "Sabiá" Nunes, Charles o Guerreiro e que tais. A camisa 6 que fora de Júnior era agora do intrépido Piá, grande batedor de arremessos laterias, pra você ter uma idéia.

Era o Maestro e mais 10.

Difícil? Sim, claro. Mas um bigode é um bigode é um poder.

Se a 6 tinha dono, Leovegildo vestiria a 5. Assim fez e montou sua escrivaninha no meio de campo do Flamengo, de onde despachou durante o ano da graça de 1992, levando o Urubu ao pentacampeonato nacional para em seguida deixar o futebol nos braços da torcida do Mais Querido e entrar para a História e para o futebol de areia.

sábado, 9 de junho de 2007

#33 - Lester Bangs

Quem já viu "Quase Famosos" e se emociona quando o gordinho de bigode cata o disco dos Stooges na rádio durante sua entrevista, exclama "Iggy Pop! Amen!" e logo a seguir põe pra rolar "Search & Destroy", pulando feito um moleque, percebe ali que Lester não era um mané qualquer. Dá pra dividir o mundo entre aqueles que gostam e aqueles que desconhecem (manés, ignorantes, obtusos, virgens, fãs do Sandijúnior, idiotas que acham que Bob Dylan canta mal) os Stooges.


Lester Bangs, morto em 82 após misturar Valium com outras químicas para tratar um resfriado, não é apenas considerado como O Grande Crítico do Rock, mas também um dos grandes escritores norte-americanos do século XX - a despeito de jamais ter publicado livro algum.

Veja aqui seu relato de como começou a escrever para Rolling Stone - de onde foi mandado embora por "desreipeitar os músicos" em suas resenhas. Em tempo, a RS ficou famosa nos 70 por espinafrar o Led Zepellin e o Cream - este último teria se finado após raivosa crítica da revista a seus shows, que tornaram insustentável o frágil equilíbrio do ególatra trio musical.

"How did you get your start writing about rock 'n' roll?

They used to have a little box, believe it or not, in the pages of Rolling Stone in like 1968 that said, "Do you write, draw, take pictures? Send us your stuff." So I started sending them reviews. The first four reviews I sent, let's see, I said that Anthem of the Sun by the Grateful Dead and Sailor by Steve Miller were pieces of shit and White Light/White Heat by the Velvet Underground and Nico's The Marble Index were masterpieces, and White Light/White Heat was the best album of 1968. I couldn't figure out why they weren't printing any of these things. Then this MC5 album, Kick Out the Jams, came out, and they had this big article in there saying the MC5 were the greatest band in the world and all this, so I went out and bought it. Just like anybody, you buy something you don't like and you feel like you bought a hype. And I wrote this really like, blaaah!, scathing sort of review. And I sent a letter with it and said, "Look, fuckheads, I'm as good as any writer you've got in there. You better print this or give me the reason why." And they did, they printed it, and that was the beginning."


E confira o belo mustache que Phillip Seymour Hoffman (o "Capote") adotou para compor o visual de Bangs em "Quase Famosos".


terça-feira, 5 de junho de 2007

#31 - Mark Spitz

Esse inquestionável ídolo de bigode nunca ligou para a conversa fiada dos cientistas do esporte - uns moralistas frustrados, fracos demais para serem atletas - de dizer que pêlos roubam frações preciosas de segundos na natação competitiva. 7 ouros em uma única olimpíada e 7 recordes mundias que duraram décadas estão aí para provar que os fortes usam bigode.