Tem muito malandro neste mundo que gosta de chegar em Brasília e dizer que está "na sua cidade".
Quanta inocência.
sexta-feira, 6 de junho de 2008
#200 - Lúcio Costa
quinta-feira, 5 de junho de 2008
#199 - Excelsior!

É difícil escolher uma foto de Stan Lee. O MAIOR HOMEM VIVO tem dezenas de imagens sensacionais na internet. Além de ter criado personagens que se tornaram ícones do século XX, Lee também é conhecido pela irreverência e bom humor.
Para comprovar isso, basta assistir ao INACREDITÁVEL "Who wants to Be a Superhero", programa no qual Stan escolhe entre uma trupe de gringos retardados de meia idade quem soma mais qualidades para estrelar uma revista em quadrinhos só sua.
O MAIOR HOMEM VIVO é responsável pela criação dos personagens que garantem 90% do lucro de Hollywood neste século XXI. Claro que tudo isso começou no milênio passado, em humildes histórias em quadrinhos.
Ao lado de grandes figuras como Jack Kirby e Steve Ditko, Lee criou (segura aí): o Homem-Aranha, o Quarteto Fantástico, os X-Men (pronuncia-se xismein, criançada), o Incrível Hulk, o Demolidor (Jamais, JAMAIS vejam o filme!), Thor, o Homem de Ferro, entre outros.
Custa nada dizer que, na década de 50, ele revolucionou o mundo das revistas em quadrinhos com o conceito dos Gibis 2.0, que se baseavam numa maior interação entre os heróis e seus leitores (pré)adolescentes. Bom... não foi bem isso, mas quase. Os personagens dele não eram ETs indestrutíveis nem bilionários entediados, mas sim jovens que nasceram com deformidades ou se meteram em experiências científicas com resultados terríveis. Muito mais "dia-a-dia", né não?
Vale dar uma visitada no verbete na Wikipedia e ver as aparições dele nos filmes da Marvel. A melhor, na minha humilde opinião, é no Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado, quando ele tenta entrar no exclusivíssimo casamento de Richard Reeds e Susan Storm se apresentando como... Stan Lee!
terça-feira, 20 de maio de 2008
Mustache Interviews - Tim Maia
Entrevista com Tim Maia no Jô Soares 11 e 1/2, em 1989.
Parte 1
Parte 2
Parte 3 (aqui ele canta)
sexta-feira, 16 de maio de 2008
#193 - Enciclopédia do Futebol
83 anos de Nilton Santos Eterno! Aqui, ele aparece à esquerda da foto, acompanhado pelo também ídolo Nílson, nos gloriosos anos do Alvinegro de General.
Quem quiser conferir a galeria de fotos históricas de Nilton Santos, pode ver na parte de esportes da edição de hoje do globo online.
Abaixo, um compacto de um dos mais difíceis jogos da copa de 62: a partida contra a Espanha. É imortal o lance em que Nílton Santos comete um pênalti, num momento em que a Espanha ganhava de 1 x 0, e inteligentemente dá um passo sutil até a linha da área, fazendo com que o juiz marque falta fora da área:
Parabéns, Nilton!
domingo, 11 de maio de 2008
#188 - PIMP MY FACE II
John Cleese, gênio do humor de Monty Python e How to Irritate People, não poderia morrer sem usar bigode alguma vez. Aí está ele, em um raro momento bigodudo de sua vida:
Aqui em um dos muitos momentos em que faltou uma merecida pimpada facial.
sábado, 9 de fevereiro de 2008
#163 - Cacildis forévis!
Antônio Carlos Bernardes Gomes foi músico, cantor dos Originais do Samba, mangueirense lendário, cachaceiro convicto e humorista da fina estirpe. Antônio Carlos, sobre todas as coisas, foi Mussum.
Mais que ídolo de bigode, Muça é exemplo pra toda uma geração do poder de um carisma. Convidado a integrar a trupe humorística dos Trapalhões no início dos anos 70, Mussum era o vertente negro do quadrilátero que também contava com um cearense matreiro, um gringo metido a espertalhão e um mineirinho enrustido.
Músico por formação, o Mumu da Mangueira era diretor da ala das baianas de sua escola de samba adorada e gravou um disco de samba em 78 (Água Benta). Sua fama se fez no programa dos Trapalhões onde protagonizou durante duas décadas tiradas muito divertidas. É dele o eterno "Cacildis!" e o imortal "Forévis".
Reza a lenda que seu apelido imortal lhe foi dado por Grande Otelo. Grande Otelo!
Abaixo, um pouco do talento do rapaz para as massas. Mussum eternis!
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
#161 - Michael Jordan
Há muito o que se dizer de Michael Jordan. Mas basta dizer que o comercial abaixo é baseado em fatos reais.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
#154 - Alberto Santos Dumont
Sua primeira façanha nos ares foi a construção e pilotagem duma aeronave capaz de percorrer 11 km em 1/2 hora, contornando a Torre Eiffel. Mas ele não se deixou seduzir pela glória banal de ganhar o reconhecimento do Aeroclube da França, ser considerado o Pelé dos aeronautas e ter inventado o dirigível. Ele continuou suas pesquisas até que no dia 23 de outubro de 1906 o masta-pimp dos céus levantou no ar o 14-Bis, primeira aeronave a sair do chão por seu próprio esforço e ainda por cima sendo mais pesado que o ar!
sábado, 15 de dezembro de 2007
#152 - V de Vingança! Britney Spears panties off
Talvez você não saiba quem é Luis Hagen, mas se você possuir irmãs ou primas, a chance delas saberem de quem estamos falando é enorme!
Nosso homem da vez é a resposta do bigode a essa provocação barata de Humberto Gessinger. Hagen é um dos mais fiéis seguidores petropolitanos da escola Humberto Martins de vida e saber, um exemplo de vida que marcou as areias e calçadas de Copacabana e lá deixou inúmeras contas a pagar para se mandar rumo ao Velho Continente em busca de novas fronteiras, novas misturas etílicas, novas fragâncias femininas e novas dívidas!
Uma vez instalado em Dublin, Hagen tratou de mostrar pra quela gente branca que o bigode bronzeado e maroto dos trópicos tem o seu valor. Hagen também utiliza os poderes de sua monocelha para seduzir as irlandesinhas que acham que brasileiro só entende de samba, futebol e macumba.
O homem mal pôs seus pêlos em terras européias e já produziu um clássico do cinema de resultados!
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
#148 - Tony da Gatorra

Esse mito riograndense dedicou sua vida a lapidar um instrumento que pudesse protestar contra a miséria, a impunidade, a indiferença desse país. Não se conformaria com a estética pronta de um hippie e, em lugar da barba desgrenhada, lançou um bigodão no meio do rosto. Sua música é de protesto! E o protesto, é pela PAZ!
(Sugestão: abra o myspace de Tony em outra janela e deixe rolando "Droga Fatal")
Depois de anos vivendo um vida humilde, dividindo seu tempo entre a música e o conserto de eletrodomésticos (Tony é engenheiro eletrônico), o mundo começa a descobri-lo, a partir de sua lendária apresentação num acampamento comuna em Porto Alegre, em 2002. A lembrança de Tony se apresentando debaixo da chuva será para sempre guardada no coração dos 5 fãs cariocas que puderam presenciar o momento.
Recentemente, Tony embarcou numa parceria internacional com o também construtor de instrumentos exóticos e atonais, Gruff Rhys, do Super Furry Animals. Confira uma apresentação da banda deles em Liverpool, tocando a gatôrrica House Full of Mirrors, nesse ano:
De lá para cá, vem experimentando o doce sabor do sucesso. Famoso, Tony agora produz gatorras em série e as vende, o que deve garantir um rendimento maior do que consertar tevês, mas vai saber. Já está na número 10 e, segundo informa seu blog, por apenas R$2,000,00, ela pode ser sua.
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
#143 - As reinações de Narizinho
Contista, ensaísta e tradutor, mas também editor e pintor. Além de toda essa sua inclinação pelas letras e pelas belas-artes, ele se formou em Direito e atuou como promotor público, até se tornar fazendeiro, após receber uma herança deixada pelo avô. De quem estamos falando? De Monteiro Lobato, oras, José Bento Monteiro Lobato, o atual responsável por fazer os carros da equipe Williams de fórmula um voarem baixo mundo afora.
Nascido em Taubaté, SP, em 1882, esse verdadeiro multi-homem agitou o Brasil durante sua existência, na esperança de fazer de sua terra um lugar à sua altura. Um homem de caráter empreendedor e com talento para contar histórias e criar personagens, como o Jeca Tatu, que figura em seu romance Urupês.
O homem que criou "O Sítio do Picapau Amarelo" teve uma vida bastante atribulada: lutou pela indústria editorial brasileira, pela implantação do capitalismo industrial no país, lutou pela descoberta do petróleo em nossas terras, enfrentou a ditadura de Vargas, tentou a sorte capitalista nos EUA e se deu mal com a crise de 29. E com tanto a ser feito, Lobatão não negava fogo e teve uma trinca de herdeiros.
Contudo, o mais impressionante no homem é sua avassaladora monocelha, um verdadeiro bigode acima dos olhos capitais de Monteiraço.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
#142 - Papai Joel
Há homens que são forjados na dificuldade para que alcancem a glória. Assim o é Joel Santana, o nosso querido Papai Joel - Joel Cachaça, para seus detratores.Joel, atual herói do panteão Rubro-Negro, já teve seus dias de carrasco do Mais Querido, quando comandava a trupe tricolor de 95 capitaneada por Renato Gaúcho e que contava com cracaços do naipe de Wellerson, Superézio e Cadu que derrotaram o "melhor ataque do mundo", na final desgraçada do Cariocão daquele ano.
Dono de notório bigode naqueles anos, joel ainda viu seu tricolor perecer nas semi-finais do brasileirão do mesmo ano vitimado pela atuação desastrosa de seu zagueiro e afilhado Alê.
O tempo passou e Joel chegou à Gávea com a missão de salvar um combalido Flamengo na penúltima colocação do Brasileirão de 2007. Quase todos acreditaram que seria o fim, a derrocada, o último ato de um técnico e de um time. Pior, nem mais seu bigodinho exibia Joel, que agora possui um avantajado nariz de batata.
Joel, entretanto, fora forjado na dificuldade. Não deu trela para os que não acreditavam na sua prancheta e, olho no olho de cada um de seus comandados, fez com que todos deixassem de ser garotos assustados para se tornarem legítimos homens, dignos de portarem bigodes se assim o desejassem, como o Maestro Júnior. Eis que o Flamengo, numa atuação épica, se lança de um extremo a outro da tabela de classificação e mostra a todos o significado da palavra raça.
Diante do desafio de uma Copa Libertadores da América no ano que vem, o IdB clama pela volta do bigode à face de Joel, para mostrar ao técnico do arqui-rival tricolor e aos bambis de São Paulo que o Mais Querido não está para lero-lero!
Joel, com o bigode a solução vem mais rápido!
terça-feira, 2 de outubro de 2007
#121 - O melhor goleiro de todos os tempos
Sobre Barbosa foram escritas algumas das mais belas linhas da crônica esportiva brasileira. A injustiça normalmente gera mártires, e Barbosa foi o grande mártir da Copa de 50. Em 82 novamente um time infinitamente superior a todos os outros perderia o título - sem sequer chegar à final -, mas o trauma seria muito menor. O ódio gerado pela derrota no Maracanã só só se compara ao ocorrido 57 anos depois, no Monumental. Mas o caso de 2007 foi muito mais engraçado.
Perseguido durante toda a vida pelo fantasma de uma derrota que não foi culpa sua, em 1993 Barbosa diria uma das frases mais fortes e tristes da história do país: "No Brasil, a pena maior por um crime é de 30 anos. Há 43 pago por um crime que não cometi".
Morreu pobre e amargurado, ídolo reconhecido apenas pelos verdadeiros amantes do bom futebol.
"Certamente, a criatura mais injustiçada na história do futebol brasileiro. Era um goleiro magistral. Fazia milagres, desviando de mão trocada bolas envenenadas. O gol de Gighia, na final da Copa de 50, caiu-lhe como uma maldição. E quanto mais vejo o lance, mais o absolvo. Aquele jogo o Brasil perdeu na véspera."Armando Nogueira

Este é o time do Vasco campeão carioca invicto em 1949. Uma infinidade de bigodes. Na primeira fila estão: o massagista Mário Américo, um integrante da comissão técnica, Sampaio, Augusto, Barbosa, Wílson, Laerte e dois membros da comissão técnica. Na segunda fila estão: Jorge, Alfredo II, Amílcar Giffoni (comissão técnica), o técnico Flávio Costa, Oto Glória (comissão técnica), Danilo e Eli. Na terceira fila: Nestor, Maneca, Ademir de Menezes, Lima, Ipojucan, Heleno de Freitas, Chico e Mário.
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
#97 - Marcel Duchamp
Nota editorial:
Já foram citados aqui alguns ídolos que, apesar de não usarem bigode, eram capazes de enfrentar as adversidades com exuberância e brios de um genuíno bigodudo. Bigodes de preconceito, do tipo invisível. Porém, como no IdB temos um rígido critério de seleção, mesmo caras sagazes do calibre de Gérson, Chuck Norris e Rod Stewart não puderam ascender a um post só deles. Eles foram grandiosos mas, lamentavelmente, não nos deixaram alternativas a não ser a mera citação en passant. A regra é clara e não pode ser relativizada: bigode no buço e no coração.
Entretanto, HÁ bigodes além do horizonte e, para conhecê-los, é preciso ver, em vez de apenas olhar, como ensina um papa de auto-ajuda empresarial. Dizia o mestre que o incipiente olho humano só reconhece o que está iluminado, dentro do campo de visão e bem na sua frente. Por isso, se queremos ser líderes na vida, devemos sempre buscar ver, adquirindo em módicas prestações uma tocha primitiva, ou binóculos, ou talvez um raio-x. Só assim, bigodes ocultos como o de hoje serão conhecidos.
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De Marcel Duchamp, pode-se afirmar que realmente usou bigode. Apesar de nunca tê-lo usado sob o nariz, usou a força do bigode para romper o pedestal e o paradigma, revolucionar e renovar as artes, num momento de crise.
Esse é o bigode de Marcel Duchamp. Depois dessa façanha, o que menos definiria sua persona seria seu rosto.
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Abaixo, temos uma reprodução de um de seus mais intrigantes trabalhos, curiosamente entitulado "o urinol".
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ps: para que não pensem que cometemos injustiças, vale lembrar que alguns antibigodes são publicados em repúdio aos desserviços que seus donos prestaram à penugem infra-nasal, para servirem de doloroso exemplo.
segunda-feira, 30 de julho de 2007
#76 - Oswaldo Cruz

Houve uma época em que todos os homens usavam bigodes. Ela compreende o fim do século XIX e pelo menos as três primeiras décadas do XX. A moda peluda demandava pessoal de barbearia altamente especializado e o nível dos bigodes subiu significativamente. Por isso, podemos dizer que não era onda ter um bigode maneiro. O que diferenciava os homens das crianças era, isso sim, o uso que cada um fazia de seus pelos faciais meticulosamente aparados, engomados e penteados entre o nariz e a boca.
É aí que entra Oswaldo Cruz, maior sanitarista da história do país. Ao lado do engenheiro Pereira Passos, então prefeito carioca, e do presidente Rodrigues Alves (ambos de bigode e cavanhaque), promoveu o maior AUÊ na cidade, no início do século XX. Mais um bigode que mexeu profundamente com a vida da nação. A capital da recente República era um notório foco de doenças e epidemias, evitado pela nata da sociedade européia, que passava ao largo da Guanabara e partia direto para veranear e fazer negócios na portentosa Buenos Aires.
Passos e Alves pretendiam transformar o Rio na Paris Tropical e, para isso, propunham a demolição dos cortiços do centro da cidade e a remoção de seus moradores. Recém-formado no Instituto Louis Pasteur e nomeado o sanitarista oficial do Estado, Oswaldo Cruz baixou nessa conjuntura a lei da vacina obrigatória. A decisão gerou, de imediato, a maior revolta popular da história de cidade, no ano de 1904. O populacho carioca, ainda em descompasso com o Século das Luzes, não acreditava nessa história de "vida microbiótica" e, insuflado pela oposição, achava que as reformas de Cruz eram mais uma desculpa para botar abaixo seus insalubres muquifos. O saldo final da revolta foi de 30 mortos, 110 feridos e 900 presos deportados para o Acre.
Usando o bigode como uma barricada moral, o sanitarista resistiu às críticas e entrou para a História como um modernizador, redimido diante da opinião pública tupiniquim.
Este post foi escrito em colaboração com Victor.
sábado, 30 de junho de 2007
#51 - Albert Einstein

Em 1905, com apenas 26 anos, o alemão Albert Einstein publicou uma série de artigos que revolucionaram a física clássica, entre eles o que é considerado o fundamento da relatividade, reproduzido na revista “Annalen der Physik” no dia 30 de junho daquele “annus mirabilis” (ano miraculoso, em latim).
No artigo, o físico estabeleceu a relatividade especial, unificando duas áreas da física: a mecânica e a eletrodinâmica. Meses depois, como conseqüência da nova teoria, deduziu a expressão E = mc2. Com essa fórmula ‐ talvez a mais famosa da ciência ‐, fundiu as leis da conservação da massa e da energia. Ou seja, botou pra quebrar.
Os cinco artigos de 1905 deram origem à teoria da relatividade, que destruiu o caráter absoluto atribuído, durante séculos, ao tempo e ao espaço (graças a isso, por exemplo, Marty McFly pôde viver tantas aventuras em "De volta para o futuro").
Já naquela época, claro, Einstein ostentava seu portentoso bigode, devidamente cultivado ao longo da vida.
Segundo a Wikipédia, “após a formulação da teoria da relatividade, Einstein tornou-se famoso mundialmente, na época algo pouco comum para um cientista. Nos seus últimos anos, sua fama excedeu a de qualquer outro cientista na história, e na cultura popular, Einstein tornou-se um sinônimo de alguém com uma grande inteligência e um grande gênio. A sua face é uma das mais conhecidas em todo o mundo”.
É ou não é o bigode mais famoso da ciência?
Texto escrito pela leitora Daniela Oliveira, com dados da Revista Ciência Hoje
sexta-feira, 29 de junho de 2007
#50 - Tim Maia Passional
"Quando o inverno chegar...Tim era intenso ao ponto de colocar uma foto de Johnny Depp na capa de seu disco de estréia, "Tim Maia", de 1970, como pode ser conferido acima.
eu quero estar junto a ti"
Apesar do grande alvoroço em cima da "redescoberta" dos dois volumes de Tim Maia Racional, gravados em 76 e 77, sabe-se muito bem que, das duas, a personalidade mais marcante de Tim era, sem sombra de dúvidas, a Passional. Tim Maia era A Paixão em estado de ebulição. Seus dois anos sem fumar, beber e cheirar, pregando o Universo em Desencanto e tentando vender seus próprios discos no sinal da Lagoa com Lagoa-Barra foram algo de totalmente efêmero.
Não se pode negar que a Fase Racional seja válida, pois produziu discos de soul/funk dos mais swingantes e da melhor qualidade técnica, além de nos brindar com a comicidade não-intencional das letras de pregação de uma seita ufóloga bizarra - que era tudo menos racional. No entanto, ainda assim, trata-se de rios fugazes de concentração e abnegação num oceano de emoção incontinda. Logo após sua desilusão, Tim tiraria Racional de circulação e renegaria a seita, declarando: "perdi muito tempo e dinheiro com esta merda."O grande inventor do Soul Brasileiro - o mesmo que dizer "inventor do Amor Brasileiro" - foi um talento precoce. Cantor, compositor e arranjador, ainda na adolescência tocava bateria e ensinava violão para Roberto e Erasmo, que compunham com ele a banda Os Sputniks. Aos 17, se mandou para os Istaite, onde teria se tornado a maior revelação da Motown se não tivesse sido preso e deportado por uso de bagulho. Ao voltar, reza a lenda, teria presenteado todos os funcionários de uma grande gravadora brasileira, do presidente ao ascensorista, com um LSD, prometendo que iam gostar.
Mais tarde, depois do desencanto com a Universo, do final dos anos 70 em diante, resolveria colocar todo mundo para dançar, no melhor climão possível. Com Descobridor de Sete Mares, ensinou Lulu Santos com quantas formas de amor se faz uma festa. No decorrer do tempo, totalmente entregue aos vícios, parou de comparecer aos próprios shows, apesar de ainda trabalhar bastante no estúdio e lançar muitos discos nos anos 90. Em 1998, morreu no Theatro Municipal de Niterói, enquanto gravava um especial.

quinta-feira, 7 de junho de 2007
#5 - I was so much older then, i'm younger than that now

"Yes, I received your letter yesterday
(About the time the door knob broke)
When you asked how I was doing
Was that some kind of joke?
All these people that you mention
Yes, I know them, they're quite lame
I had to rearrange their faces
And give them all another name
Right now I can't read too good
Don't send me no more letters no
Not unless you mail them
From Desolation Row"

"Pointed threats, they bluff with scorn
Suicide remarks are torn
From the fool's gold mouthpiece
The hollow horn plays wasted words
Proves to warn
That he not busy being born
Is busy dying."
terça-feira, 5 de junho de 2007
#30 - Frederico, o Grande
Ele seria capaz de escrever a "Genealogia do Bigode" logo após "Ecce Homo" se não tivesse morrido. Estudantes de filosofia estudam um diário com suas dietas há séculos. Charles Bukowski era fã dele. Zaratustra falou pelas suas mãos. Deus morreu em suas páginas.
Esse homem só pode ser Friederich Nietzsche.
Uma nota curiosa sobre o rapaz: em sua juventude, Nietzsche se apaixonou por uma estudante de filosofia alemã chamada Lou Andreas-Salomé. Loulou fez o nosso velho Fritz ficar ligadão na dela a ponto de pedí-la em casamento. A germana paixão do nosso bigode-mór não só recusou o casório, como ainda por cima trocou Nietzsche por seu melhor amigo - Paul Rée.
Qualquer Zé Ruela diante da situação tomaria um porre, compraria uma arma e faria algum tipo de bobagem. Nietzsche, só de birra, escreveu "Assim Falou Zaratustra". Ui.
Lou Andreas-Salomé, Paul Rée e Friederich Nietzsche, num momento de amizade e ternura.

