No último sábado estive no Nova Capela pra tomar uns chopes antes dum show no Circo Voador e foi lá que reencontrei essa grande figura da noite carioca. Gaúcho, o fotógrafo das madrugadas da Lapa. Não há avanço tecnológico ou de costumes que mude esse homem que nasceu para defender a fotografia como arte, e o conjunto 'terno-gravata borboleta-bigode' como expressão máxima da elegância masculina.
O mais belo texto sobre a figura já foi escrito, há exatos dois anos, por Juarez Becoza, o Paladino dos Botecos. Leiam o posto da época.
sábado, 17 de maio de 2008
#194 - Polaroides urbanas
sexta-feira, 24 de agosto de 2007
#97 - Marcel Duchamp
Nota editorial:
Já foram citados aqui alguns ídolos que, apesar de não usarem bigode, eram capazes de enfrentar as adversidades com exuberância e brios de um genuíno bigodudo. Bigodes de preconceito, do tipo invisível. Porém, como no IdB temos um rígido critério de seleção, mesmo caras sagazes do calibre de Gérson, Chuck Norris e Rod Stewart não puderam ascender a um post só deles. Eles foram grandiosos mas, lamentavelmente, não nos deixaram alternativas a não ser a mera citação en passant. A regra é clara e não pode ser relativizada: bigode no buço e no coração.
Entretanto, HÁ bigodes além do horizonte e, para conhecê-los, é preciso ver, em vez de apenas olhar, como ensina um papa de auto-ajuda empresarial. Dizia o mestre que o incipiente olho humano só reconhece o que está iluminado, dentro do campo de visão e bem na sua frente. Por isso, se queremos ser líderes na vida, devemos sempre buscar ver, adquirindo em módicas prestações uma tocha primitiva, ou binóculos, ou talvez um raio-x. Só assim, bigodes ocultos como o de hoje serão conhecidos.
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De Marcel Duchamp, pode-se afirmar que realmente usou bigode. Apesar de nunca tê-lo usado sob o nariz, usou a força do bigode para romper o pedestal e o paradigma, revolucionar e renovar as artes, num momento de crise.
Esse é o bigode de Marcel Duchamp. Depois dessa façanha, o que menos definiria sua persona seria seu rosto.
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Abaixo, temos uma reprodução de um de seus mais intrigantes trabalhos, curiosamente entitulado "o urinol".
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ps: para que não pensem que cometemos injustiças, vale lembrar que alguns antibigodes são publicados em repúdio aos desserviços que seus donos prestaram à penugem infra-nasal, para servirem de doloroso exemplo.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
#38 - Frida Kahlo
Esqueça a imagem de Salma Hayek siempre muy guapa y caliente ao pensar no nome de Frida Kahlo. A renomada pintora rebelde mexicana detinha um poderoso bigode (chamar de buço é ofensa) - aliás, detinha dois, o segundo acima dos olhos - e nenhuma daquelas curvas revolucionárias de Salmita.
Vitimada por uma poliomelite quando apenas criança e mais tarde envolvida em um acidente automobilístico digno dos hermanos Rodríguez, Frida começou a pintar enquanto se recuperava das lesões do acidente. Ao ganhar fama com quadros que exaltavam seu mustache, se filiou ao Partido Comunista Mexicano, o partido comunista mais comunista do mundo ocidental.
Mesmo manca, a rebelde pintora conquista o coração obeso de Diego Rivera, o Romário das telas mexicanas, e ainda faz o russo-tequileno-tomador-de-vódka León Trótski perder sua cabeça pelo impossível charme peludo de seu rosto. O velho Trótski e a alquebrada Kahlo tramam a Revolução com poemas e quadros de amor em pleno México entre 1937 e 1939, quando, a mando do Camarada Stálin, sempre boladão, o companheiro de Frida foi trucidado.
Fontes duvidosas garantem aos editores deste blog que a atriz brasileira Malu Mader guardaria traços do DNA rebelde e mexicano de Frida em seus pêlos.