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terça-feira, 26 de agosto de 2008

#205 - Daniel Dantas


Jornalistas italianos estavam cobrindo um bafafá no Brasil que dava conta de um suposto banqueiro tupiniquim que tinha como advogado de defesa o presidente do mais picão tribunal judiciário do país. O nome do homem? Daniel Dantas. Foram lá os intrépidos repórteres no Google procurar uma imagem do homem... figuram dois rostos distintos, mas num deles, por vezes, temos um ameaçador mustache.

Adivinha qual foi publicado?

sábado, 1 de dezembro de 2007

#145 - Earl Hickey, bigodón Californian estaile

Nosso herói Earl Hickey (Jason Lee), da série My Name Is Earl, que passa no FX, é o típico vagabundo gerado nas famílias WASP (white-anglo-saxan-protestant), dos EUA. Exemplar do white trash americano, ele tem um irmão disfuncional, é brigado com o pai e, nenhum cdf, claro, muito menos com disposição para se tornar jornalista, colecionador de gibis ou de discos, virou um ladrãozinho barato de lojinhas de conveniência, postos de gasolina e quetais.

Parêntese - Jason Lee, o ator, era um campeão juvenil de skate que pendeu para o cinemão hollywoodiano. Ele aparece em quase todos os filmes do diretor e quadrinista Kevin Smith. Fecha parêntese.

Apesar de todo o rigor usado na descrição acima, Earl é um cara muito bacana e de bom coração, o típico ladrão de galinhas, metido a esperto. Nos morros do Rio, não passaria de mais um otário ou um papa-bíblia. Mas, o cara curte Rock´n´Roll e nasceu na Califórnia!!! Fã de AC/DC e outras coisas boas da vida, como carros velhos, ostenta seu bigodón em busca de amor sob o sol e a poeira num buraco qualquer perto da fronteira com o México. Prova de sua gana de pegador é que Earl é pai, pelo menos no papel, de dois filhos com a gostosa da Joy (Jaime Pressly).

Um belo dia todo otário se dá bem, já diria alguma frase de algum filme perdido da fase gloriosa do nosso cinema nacional, nos anos 70, e Earl ganha 100 mil doletas na raspadinha. Na comemoração, ele é atropelado e perde o bilhete. Quando ainda estava hospitalizado, o bilhete reaparece e Earl é influenciado pela entrevista de um ex-jogador de futebol (americano!!!) na TV, contando sobre como descobriu o karma (aquele lance que diz todo o mal e todo o bem que você faz volta para você).

Mesmo rico, Earl não abandona o bigode e inicia sua saga, com as mesmas camisas de flanela vagabundas do Wal-Mart... Faz uma lista com todas as coisas más que fez ao longo de seus trinta e poucos anos e tenta remediar cada situação, fazendo as pessoas chiques como nós que temos TV a cabo, dar risadas boas semanalmente há três temporadas.

Mas foi no episódio 20 “Boogeyman” (“Bicho Papão”), que Earl ganhou seu lugar no panteão do Ídolos de Bigode. Um garoto que Earl tenta fazer perder o medo do escuro pergunta: “Earl, como é ter um bigode?”. Nosso herói olha sério para o garoto e dispara: “Vou lhe dar um conselho: quando seu corpo estiver pronto, deixe crescer um”. Nunca um homem poderia dar melhor conselho a um garoto.

Escrito pelo leitor Zoyd, o alter-ego do jornalista MO, que tem o blog de memórias sentimento-musicais http://resenhassemjornal.blogspot.com/ e que, pela graça de Deus, é um paulista flamenguista até morrer.

O charme do bigode maroto de Earl.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

#109 - Pastor Silas Malafaia


O Missionário RR Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus, ocupa, pregando, mais de 100 horas semanais da programação da televisão brasileira. Ainda assim, aposto, se você não é um aficcionado em tele-evangelistas, não se lembrará das feições plácidas desse homem de Deus.

Era exatamente nisso que o pastor e bacharel em psicologia Silas Malafaia, da rival Assembléia de Deus, estava pensando quando começou a deixar seu divino bigodão crescer. Na disputa audiovisual pelas almas dos espectadores travada por dezenas de caciques protestantes, Malafaia larga na frente porque tem pelo na cara.

Há mais de 25 anos, ele apresenta, impávido e performático, um programa que já se chamou IMPACTO (em maiúsculas mesmo), Renascer e hoje tem o nome de Vitória em Cristo. O show mexe com os brios do crente, a quem Malafaia seduz com sua sólida teologia da prosperidade e as passagens mais sinistras do Velho Testamento.

Com um bigode desses, qualquer fiel de bem abre a carteira. E, se não abrir, tem mais é que dormir abraçadinho com o Maligno mesmo.
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Testemunhe uma performance clássica do enfurecido Silas:

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

#97 - Marcel Duchamp

Nota editorial:
Já foram citados aqui alguns ídolos que, apesar de não usarem bigode, eram capazes de enfrentar as adversidades com exuberância e brios de um genuíno bigodudo. Bigodes de preconceito, do tipo invisível. Porém, como no IdB temos um rígido critério de seleção, mesmo caras sagazes do calibre de Gérson, Chuck Norris e Rod Stewart não puderam ascender a um post só deles. Eles foram grandiosos mas, lamentavelmente, não nos deixaram alternativas a não ser a mera citação en passant. A regra é clara e não pode ser relativizada: bigode no buço e no coração.

Entretanto, HÁ bigodes além do horizonte e, para conhecê-los, é preciso ver, em vez de apenas olhar, como ensina um papa de auto-ajuda empresarial. Dizia o mestre que o incipiente olho humano só reconhece o que está iluminado, dentro do campo de visão e bem na sua frente. Por isso, se queremos ser líderes na vida, devemos sempre buscar ver, adquirindo em módicas prestações uma tocha primitiva, ou binóculos, ou talvez um raio-x. Só assim, bigodes ocultos como o de hoje serão conhecidos.

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De Marcel Duchamp, pode-se afirmar que realmente usou bigode. Apesar de nunca tê-lo usado sob o nariz, usou a força do bigode para romper o pedestal e o paradigma, revolucionar e renovar as artes, num momento de crise.


Esse é o bigode de Marcel Duchamp. Depois dessa façanha, o que menos definiria sua persona seria seu rosto.

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Abaixo, temos uma reprodução de um de seus mais intrigantes trabalhos, curiosamente entitulado "o urinol".


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ps: para que não pensem que cometemos injustiças, vale lembrar que alguns antibigodes são publicados em repúdio aos desserviços que seus donos prestaram à penugem infra-nasal, para servirem de doloroso exemplo.