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quarta-feira, 29 de abril de 2009

#213 - Francisco Cuoco


Um dos maiores galãs de novela e da música brasileira dos anos 70 não poderia se furtar à ostentação de um glorioso bigode. Terror das menininhas de família, empregadas domésticas e frangas de teatro, Francisco Cuoco era O garoto-propaganda que toda companhia de cigarros gostaria de estampar em seus anúncios. O Charlton Heston brasileiro. Poucos sabem, mas ele é pai de Renato Gaúcho.
Quando meu pai começou a trabalhar no cartório, em 1978, era confundido com Francisco Cuoco. Meu pai parou de fumar nessa época e hoje é confundido com o vôvô-garoto Nuno Leal Maia. Nesse tempo:

Francisco sempre foi o nosso Casanova. Desde a parceria com o Imperador D. Pedro I, aos 25 anos, na mítica expedição do "caminho do ouro", que culminou na população de Minas Gerais, até hoje, quando mesmo aos 297 anos de idade, sua beleza fóssil ainda proporciona suspiros nas senhoras de família.

Desde os tempos mais primórdios... Francisco Cuoco tá aí.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

#198 - Haikai


"Como diria
José Lewgoy
Filhadaputa
é quem mora em Niterói"

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

#156 - Mééééérciaaaa!!!

Um bigode sedutor, bruto, másculo, daqueles que prendem a espuma da cerveja só pra soltar na hora em que se esbraveja, acentuando as emoções nos momentos de raiva ou de gargalhada. Um bigode que roça na nuca das mulheres acompanhado de um susurro meio afobado na respiração mas confiante nas palavras, sempre perguntando pequenas coisas cujas respostas são sempre "SIM". Somente alguém com o potencial de um Humberto Martins pode usar tal palavreado que na boca de qualquer desbigodado soaria ridículo.

"Eu não consigo esquecer suas carnes firmes, teu cheiro de menina levada quando vai dormir depois de brincar de médico... isso me deixa louco... E eu sei que eu também te deixo louca, né né...?? Uhn, uhn??"

Acontece que com Humberto Martins, por incrível que pareça, isso funciona não só na ficção como na vida real, quando pegava a gostosona da Solange Frazão. Ele é o clássico exemplo de ator que sempre interpreta ele mesmo e por isso quando falamos dele profissionalmente a coisa pode ser aplicada à sua vida privada.

Nascido em 14 de abril de 1961 em New Iguaçu, ficou famoso por interpretar o médico Bruno na novela Quatro por Quatro. A sinopse eu copio e colo de um site de novelas em espanhol que fica mais a ver com o jeito Latin Lover dele

"Ángela sueña con conocer a su verdadero padre, Bruno, el médico que no logró salvar a su amada Mércia en el momento del parto. Traumatizado por la pérdida, entregó a la bebé a su primo Gustavo para que la criara y decidió alejarse de todos y radicarse en la Amazonia. Pero el pasado retorna en la figura de Suzana, la hermana gemela de Mércia, que enloquece a Bruno con un juego de seducción. Y él decide retornar a Río de Janeiro y recuperar a su hija Ángela, que ha crecido en el seno de una familia singular"

O cara ainda interpretou o Cigano Iago, o Cowboy Alaor, o aventureiro Baldock (um bradock brasileiro) e um ditador latino chamado Carlos Camacho, além de outros tipos.

Entretanto, nosso Antônio Bandeirola, deve se cuidar... Se exagerar no seu próprio tipo e desenvolver estilinho careca oleosa, barriguinha de chope de quem um dia foi sarado, camisa de botao meio aberta com manchas de suor no suvaco, o cara vai virar o clássico Titio... daqueles que ficam babando nas amigas dos sobrinhos ou dos proprios filhos. Fica lá só esperando a oportunidade pra encostar a visita de 15 aninhos na parede e fazer perguntas ja alisando o bracinho da presa.

"Então vocé é amiga do Junior, né? Nunca tinha te visto aqui... Ta calor hoje né? quer um suquinho, quer? Eu pego pra você. O Júnior tá terminando o banho mas você pode esperar ele no meu quarto, se quiser. Lá é mais confortável"

No momento ele está acertando a versão brasileira do filme Beleza Americana, cujo nome não é surpresa alguma será Beleza Brasileira, sendo Humbertão no papel interpretado por Kevin Spacey na versão original. Sonia Braga será a esposa em crise, Edson Celulari o corretor de imóveis e para o papel da teenager virgem sedutora alguma atriz escolhida num concurso do Faustão.
Texto do leitor e ídolo Hagen.

sábado, 1 de dezembro de 2007

#145 - Earl Hickey, bigodón Californian estaile

Nosso herói Earl Hickey (Jason Lee), da série My Name Is Earl, que passa no FX, é o típico vagabundo gerado nas famílias WASP (white-anglo-saxan-protestant), dos EUA. Exemplar do white trash americano, ele tem um irmão disfuncional, é brigado com o pai e, nenhum cdf, claro, muito menos com disposição para se tornar jornalista, colecionador de gibis ou de discos, virou um ladrãozinho barato de lojinhas de conveniência, postos de gasolina e quetais.

Parêntese - Jason Lee, o ator, era um campeão juvenil de skate que pendeu para o cinemão hollywoodiano. Ele aparece em quase todos os filmes do diretor e quadrinista Kevin Smith. Fecha parêntese.

Apesar de todo o rigor usado na descrição acima, Earl é um cara muito bacana e de bom coração, o típico ladrão de galinhas, metido a esperto. Nos morros do Rio, não passaria de mais um otário ou um papa-bíblia. Mas, o cara curte Rock´n´Roll e nasceu na Califórnia!!! Fã de AC/DC e outras coisas boas da vida, como carros velhos, ostenta seu bigodón em busca de amor sob o sol e a poeira num buraco qualquer perto da fronteira com o México. Prova de sua gana de pegador é que Earl é pai, pelo menos no papel, de dois filhos com a gostosa da Joy (Jaime Pressly).

Um belo dia todo otário se dá bem, já diria alguma frase de algum filme perdido da fase gloriosa do nosso cinema nacional, nos anos 70, e Earl ganha 100 mil doletas na raspadinha. Na comemoração, ele é atropelado e perde o bilhete. Quando ainda estava hospitalizado, o bilhete reaparece e Earl é influenciado pela entrevista de um ex-jogador de futebol (americano!!!) na TV, contando sobre como descobriu o karma (aquele lance que diz todo o mal e todo o bem que você faz volta para você).

Mesmo rico, Earl não abandona o bigode e inicia sua saga, com as mesmas camisas de flanela vagabundas do Wal-Mart... Faz uma lista com todas as coisas más que fez ao longo de seus trinta e poucos anos e tenta remediar cada situação, fazendo as pessoas chiques como nós que temos TV a cabo, dar risadas boas semanalmente há três temporadas.

Mas foi no episódio 20 “Boogeyman” (“Bicho Papão”), que Earl ganhou seu lugar no panteão do Ídolos de Bigode. Um garoto que Earl tenta fazer perder o medo do escuro pergunta: “Earl, como é ter um bigode?”. Nosso herói olha sério para o garoto e dispara: “Vou lhe dar um conselho: quando seu corpo estiver pronto, deixe crescer um”. Nunca um homem poderia dar melhor conselho a um garoto.

Escrito pelo leitor Zoyd, o alter-ego do jornalista MO, que tem o blog de memórias sentimento-musicais http://resenhassemjornal.blogspot.com/ e que, pela graça de Deus, é um paulista flamenguista até morrer.

O charme do bigode maroto de Earl.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

#100 - Thomas Sullivan Magnum IV

Magnum é o típico caso da personagem que marca a vida de um ator. Certo? Errado. Magnum, o alter-ego pelo qual Thomas William Selleck virou ídolo de multidões, marcou toda uma era durante os anos 80, foi maior que a vida. As aventuras de Thomas Sullivan Magnum IV deram o tempero que conduzia a salada de diversão educativa que guiou a televisão enquanto o havaiano detetive particular trucidava geral e acabava com a moleza dos desprovidos de caráter e bigode.

A presença máscula e peluda de Magnum nas tardes praticamente obrigava a programação televisiva a manter um outro nível de espetáculo, um superior. Lula & Juba, Um Príncipe em Nova Iorque, Ferris Bueller, Molly Ringwald, Tom Cruise bancando o cafetão pra pagar uma dívida no submundo... todos ali na grade para sustentar a ausência do defensor da lei e dos bons costumes e das camisas estampadas.

Magnum, ex-fuzileiro naval, vive na propriedade havaiana de Robin Masters, um autor de romances biliardário que mal dava as caras no seriado e deixava tudo ali na mão do mais confiável dos homens americanos vivos - inclusive uma pusta Ferrari conversível. Com seu mini-frigobar sempre bem-disposto de cervas e várias mulheres demarcando território a seu redor, o detetive deitava e rolava.

Magnum rendeu a seu intérprete um Emmy em 1984 e fama e respeito mundiais. Selleck é reconhecido para todo o sempre como um ícone das telas e um eterno bon vivant e galã por natureza. O carisma que seu bigode lhe rendeu até hoje jamais conseguiu ser superado por nenhum outro artefato sexual no Universo - inclusos aqui as tranças de Dalila, a pélvis do Rei, a pinta de Marilyn Monroe, a espada de Conan e os shorts de Renato Gaúcho.


Selleck, que é melhor descrito como "um homem alto (1.93m) que sempre está de bigode" carrega na vida real a solidez de seu mustache. Ele foi o ator original escolhido para viver a saga de Indiana Jones, o que não aconteceu porque os produtores de Magnum não o liberaram. Selleck viveu nas telonas o papel de um dos 3 solteirões que se vêem com um bebê na porta de seu apartamento, um clássico do cinema-família-calhorda. Recentemente, Selleck foi convidado a participar da série "Friends", onde aparecia sorrateiramente como Richard, um grande amigo do pai de uma das mocinhas que era chegada nas investidas de seu bigode. Conta-se que nas gravações em que Selleck participou, o entudiasmo da platéia era tal que ficava inviável gravar com o público presente, tendo a produção necessidade de inserir aquelas risadas artificiais para plano de fundo das gags.

A prova cabal do como o bigode de Selleck o tornou o verdadeiro Magnum pode ser vista nesse flagrante obsceno de autêntico nu frontal do cinema americano. A cena é forte e nós não recomendamos a fracos de espírito!

segunda-feira, 25 de junho de 2007

#48 Professor Raimundo


O salário podia ser pequeno, mas era certamente compensado pela alegria de viver que uma bigoda daquelas proporciona ao cristão que a cultiva, a ostenta e tem a moral de arcar com as responsabilidades que ela acarreta. Assim - alegremente - viveu o Professor Raimundo Nonato. Não apenas na intangível esfera da ficção, mas também no calor dos corações e mentes ligados na telinhada Grobo durante os 11 anos em que sua Escolinha alegrou o fim de tarde da garotada.

Melhor escada não poderia haver para Rolando Lero, Bertoldo Brecha, Costinha, Baltazar da Rocha e, é claro, também para a Dona Capitu, que não tinha a menor graça, mas deixava todo mundo meladão antes do toddynho das 18h.

Em tempo: é inacreditável a escassez de fotos do filho ilustre de Maranguape na rede mundial de computadores. Qualquer foto melhor do que essa porcaria aí em cima será de imenso valor para a equipe de Ídolos de Bigode. Não espere nada em troca, a não ser nossos bons pensamentos.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

#23 - Soup Nazi



Provavelmente o personagem mais emblemático de todas as nove temporadas da série "Seinfeld", Soup Nazi era um mal-humoradíssimo chef que fazia questão de ordem e rapidez na fila para comprar sua sopa. Senão: "NO SOUP FOR YOU!"


Aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

domingo, 27 de maio de 2007

#20 - Bino

"Eu sei...
Tô correndo ao encontro dela
Coração tá disparado
Mas eu ando com cuidado
Não me arrisco na banguela
"

antesdepois

Se Pedro é o galã, o cara simpático, agradável, que perde seu tempo com bobagens; Bino é a consciência da dupla de Carga Pesada, a série de maior sucesso da história da tevê brasileira. E sendo assim, passa pelas diferentes fases da vida tranqüilo, sem sofrer influências estéticas transitórias, mantendo o bigode que lhe garante a posição de porta-voz da ética brasileira.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

#9 - Jerry Seinfeld


Talvez o bigode mais efêmero de todos os tempos. No prólogo de um dos episódios da série, Jerry e George Constaza aparecem - como em muitos outros episódios - conversando na tradicional cafeteria. Porém nesse episódio em especial, os dois ostentam bigodes. Após a abertura, no entanto, os dois já estão barbeados. Fico devendo a foto do Constanza.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Ao contrário do que vem falando por aí o Mr Manson, nós não temos nada a ver com isso.