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quarta-feira, 29 de abril de 2009

#213 - Francisco Cuoco


Um dos maiores galãs de novela e da música brasileira dos anos 70 não poderia se furtar à ostentação de um glorioso bigode. Terror das menininhas de família, empregadas domésticas e frangas de teatro, Francisco Cuoco era O garoto-propaganda que toda companhia de cigarros gostaria de estampar em seus anúncios. O Charlton Heston brasileiro. Poucos sabem, mas ele é pai de Renato Gaúcho.
Quando meu pai começou a trabalhar no cartório, em 1978, era confundido com Francisco Cuoco. Meu pai parou de fumar nessa época e hoje é confundido com o vôvô-garoto Nuno Leal Maia. Nesse tempo:

Francisco sempre foi o nosso Casanova. Desde a parceria com o Imperador D. Pedro I, aos 25 anos, na mítica expedição do "caminho do ouro", que culminou na população de Minas Gerais, até hoje, quando mesmo aos 297 anos de idade, sua beleza fóssil ainda proporciona suspiros nas senhoras de família.

Desde os tempos mais primórdios... Francisco Cuoco tá aí.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

#105 - Diga a Domitília que eu fico, ó pá!

Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon é o nome deste rapaz, mas ele deixava você tratá-lo por Dom Pedro I.

Dom Pedro I, proclamador da independência do Brasil, possui inúmeras razões para ser aclamado no IdB! Para começar, amigo leitor, amiga leitora, hoje, 7 de setembro, você só pôde sair da cama tarde após encher a cara ontem sem culpa graças a ele! Seu brado por independência ou morte às margens do Ipiranga nos garantiu esse feriadão, gente bronzeada.

Pedro, porém, antes de tudo, era um amante de seu bigode e das mulheres. O homem deixou 18 herdeiros sobre a terra, de quatro mulheres diferentes! Se Pedro II, seu filho mais famoso, fez tudo pelo Brasil, o I viveu para as mulheres e o prazer. Não à toa aparece em todas as fotos muito mais jovem que o próprio filho, um barbado acabadão.

O nosso primeiro Imperador foi figura ímpar no mundo lusófono. Considerado Libertador nos dois lados do Atlântico, livrou a nós, brasileiros, dos portugueses, e a eles, portugueses, do Absolutismo. Desapegado dessa chatice de poder, abdicou das duas coroas. Em Portugal deixou no trono a filha Maria da Glória. No Brasil, passou o bastão para Pedro II. Vale notar que Maria da Glória, rainha de Portugal e loirinha, nasceu ali ó, em São Cristóvão, bairro que abriga vocês sabem o que.

Detalhe de quadro a óleo sobre a Independência do Brasil, de François-René Moreaux, um pintor francês então residente no Rio, que hoje é conservado no Museu Imperial de Petrópolis/RJ. Foi executado em 1844, a pedido do Senado imperial.<br />Este quadro é anterior ao de Pedro Américo e pode ter lhe servido de inspiração.O artigo da wikipédia, claramente escrito por imperialistas portugueses, relaciona a posição de d Pedro I na independência do Brasil à 'superficialidade da sua instrução'. Os verdadeiros motivos do "Fico", no entanto, só foram entendidos séculos depois, pelo poeta Marcelo Maldonado Gomes Peixoto.

"O gringo subiu o morro e bebeu cachaça
fumou maconha e obteve a graça
depois do samba sua vida
nunca mais foi a mesma"

quinta-feira, 26 de julho de 2007

#74 - This fire is out of control, i'm gonna burn this city, burn this city


Antes de ser uma banda indie escocesa, Francisco Ferdinando, nascido Franz Ferdinand Karl Ludwig Josef von Habsburg-Lothringen, foi o pivô do início da Primeira Guerra Mundial. Como bem se sabe, os objetos de desejo da sociedade de consumo mudam de acordo com a época. Se hoje a molecada do morro mata e morre por um tênis Nike, nos arredores de 1914 a melhor forma de impressionar as cocotinhas era cultivando um belo bigodão.

Pois Francisco não só cultivava, como exibia o seu de forma ostensiva, como pode-se ver na foto, tão impressionante quanto a do Barão do verbete anterior. Não sem motivo, esse bigode se tornou alvo de disputas envolvendo o trono austro-húngaro. Mas foi a pura inveja que causou a morte de Franz.


No verão de 1914, quando passeava pela pacata Sarajevo, Ferdinando foi assassinado pelo sérvio-bósnio Gavrilo Princip, dono de um bigodinho que só perdia em inexpressividade para o olhar do militante extremista. Alguns sugerem ainda que Gavrilo estivesse a serviço de outro célebre schnurrbart, do Kaiser Guilherme II, um dos principais adversários de Francisco nos Mundiais de Bigodes de outrora. Mas o Kaiser, assim como Otto von Bismarck, é assunto para outro post...

Não deixem de visitar este site FANTÁSTICO: http://www.petmoustache.com/ Cheguei lá graças a um comentário deste blog: http://belowthenose.blogspot.com/, que também presta grande serviço aa humanidade.

Na foto, Francisco Ferdinando e família, num momento fofo