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quarta-feira, 29 de abril de 2009

#213 - Francisco Cuoco


Um dos maiores galãs de novela e da música brasileira dos anos 70 não poderia se furtar à ostentação de um glorioso bigode. Terror das menininhas de família, empregadas domésticas e frangas de teatro, Francisco Cuoco era O garoto-propaganda que toda companhia de cigarros gostaria de estampar em seus anúncios. O Charlton Heston brasileiro. Poucos sabem, mas ele é pai de Renato Gaúcho.
Quando meu pai começou a trabalhar no cartório, em 1978, era confundido com Francisco Cuoco. Meu pai parou de fumar nessa época e hoje é confundido com o vôvô-garoto Nuno Leal Maia. Nesse tempo:

Francisco sempre foi o nosso Casanova. Desde a parceria com o Imperador D. Pedro I, aos 25 anos, na mítica expedição do "caminho do ouro", que culminou na população de Minas Gerais, até hoje, quando mesmo aos 297 anos de idade, sua beleza fóssil ainda proporciona suspiros nas senhoras de família.

Desde os tempos mais primórdios... Francisco Cuoco tá aí.

sexta-feira, 20 de março de 2009

#212 - Donnie Brasco


No final dos anos 90, Al Pacino juntou-se Johnny Depp e Michael Madsen no thriller mafioso "Donnie Brasco", que retratava a história do mais bem-sucedido X9 da polícia novaiorquina a se infiltrar na popular e querida Cosanostra, Joe Pistone. Joe, disfarçado de Donnie, se aprochegou dos meliantes e melou o esquema todo, dedurando as falcatruas de mais 100 caras sinistrões.

No filme, Depp faz as vezes de Joe/Donnie que conquista a confiança de um mafioso velhão e na pior, Lefty Ruggiero (Pacino), para ter acesso aos mafiosos. Malandro, Donnie consegue ganhar a confiança do chefe do bando, Sonny Black, interpretado pelo mafioso-mór de hollywood, Michael Madsen. O resto vocês, por favor, vejam o filme pra descobrir.

Um detalhe peculiar: Donnie ao entrar pro bando de Ruggiero teve que tirar seu imponente mustache, que fazia a alegria de sua esposa, porque os italianos não curtem essa ideia de bigodes. Quero ver falar isso pra Vincenzo Corleone!

Trairagem da grossa.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Nosso garoto propaganda!

Após intensas negociações na surdina, o IdB apresenta seu novo Embaixador! Georgie dispensa maiores apresentações, meninas.

A dica foi dela.

George Clooney jogando basquete em Porto Rico de bigode é o tipo de imagem que mostra que essa crise financeira está com os dias contados.

O Ego, site favorito da Liv, diz que o galã adotou o bigode para gravar o filme "Men Who Stare at The Goats", título que em português se traduz por "Cabra macho da gota!"

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

#204 - Bond, James Bond

O cara ainda por cima é um mestre da fotogenia

Quando se fala de 007, é consenso entre os fãs do espião que apenas um ator foi o responsável pela sua imortalidade nas telas. Sean Connery foi o primeiro homem a ensinar à humanidade que a Guerra Fria poderia ser vencida entre goles de Dry Martini. O espião com licença para matar fez do ator escocês um verdadeiro mito cinematográfico.

Connery atuou em seis filmes da série, o que lhe valeu para o resto da vida a garantia de mulheres mundo afora suspirando com a simples menção de seu nome numa conversa informal. Em seguidas enquetes, por mais velho que fique, o Bond original é sempre lembrado por suas fãs como símbolo sexual, homem charmosos, galã, genro que eu pedi a Deus, homem de verdade, etc.

Connery é à prova do tempo. Seu bigode é um exercício de elegância.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

#189 - Tha Doggfather

Snoop Dogg (uma tirada em inglês com o cãozinho Snoopy, que fofo) é o nome artístico de Calvin Broadus Jr., rapper norte-americano. Snoop, que em juventude flertou com a música da igreja batista (o gospel) também logo se viu nas brigas de gangues. Não é por acaso nem merchan que Snoop sempre se destacou pelo seu gangsta rap (a versão ianque do Proibidão).

Snoop, que apareceu para o mundo musical como protegido de Dr. Dre, logo afirmou seu nome próprio - seja gravando hits ou marcando presença em delegacias e inquéritos policiais! Snoop e seu bigode não costumam falar da realidade das ruas do crime e da pilantragem apenas de fachada, nosso ídolo da vez é um entusiasta da cafetinagem, sendo sua presença constante no famoso Player's Ball, um evento tipicamente voltado para o bem-estar do homem norte-americano.

O homem, porém, não se basta. Ele fez de si próprio um personagem único e cativante no star system e Hollywood volta e meia o convoca para trabalhar nas telas, onde Snoop costuma geralmente roubar a cena encarnando tipos como ele: malandros, matreiros e maconheiros. Snoop é como seu mustache, não dá pontos sem nó. E melhor que falar sobre ele, é vê-lo em ação.



Snoop Dogg, em "Sensual Seduction". Oh, behave, baby!

sexta-feira, 11 de abril de 2008

#177 - É do bigode que elas gostam mais!

Pode-se dizer muita coisa sobre Marcelo Faria, o garotão que herdou os melhores genes do papai Reginaldo, mas deve-se sobretudo dizer o quanto é sagaz esse rapaz - tão sagaz que sua última artimanha para conquistar novos e reluzentes papéis dramáticos no teatro e na tv foi adotar um imponente bigodão!

Marcelão percebeu a necessidade de reforçar seu lado másculo e viril quando foi escalado para o papel imortal de Vadinho, o marido ativo de Dona Flor, a gostosa mais gostosa da obra de Jorge Amado. Os produtores da peça atualmente em cartaz acharam por bem manter a idéia que estava presente no filme (recordista de bilheteria no Brasil) e apresentar os dois maridos de Flor com seus devidos mustaches.

Se no original o Vadinho de José Wilker - dono de algumas das melhores falas do cinema nacional, imperdível - tinha a graça de Sônia Braga a seu lado, o jovem Faria tira essa onda com a espetacularmente gostosa Carol Castro!

Pois bem, armado de seu mustache, o glorioso Marcelo se viu escalado para viver um galã suburbano e maroto na atual novela das sete da Vênus Platinada, Beleza Pura. O papel dele? Simples: ele encarna Robson, rapaz de origem humilde, caráter honesto e irresistível bigode que tem como árdua tarefa na trama servir de paixão, desejo, obsessão, crush e pegador titular da inolvidável Rakelli, uma totosinha de deixar qualquer bigode decente em estado de Nirvana.

Assim se completa a saga atual do grande bigode de Marcelo Faria que tem a graça de chegar mais perto de Ísis Valverde, a sensacional mineirinha que interpreta Rakelli, do que qualquer outro zé ruela na trama global! É, amigo, não tem essa de bigode bobo na Copa, não!

Na imagem, Marcelo abraça seu irmão menor, Régis.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Mustache Update #20 - Em nome da Lei!

Tom Taylor, oficial de polícia na simpática Nova Zelândia, dormia em sua casa quando foi avisado pela esposa que um meliante - certamente imberbe - lhe tentava afanar o carro. Taylor não teve dúvidas: alcançou sua lanterna e saiu à busca do infrator, completamente nu.

Completamente? Decerto que não! Em sua face, lá estava ele, o terror do crime em Balclutha, o terrível bigodaço de Tom!

Armado de seu bigode e de uma lanterna, Tom cooperou a mandar o ladrão para as grades!

"It was a hot, hot, night"

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

- Mustache update 10

FELIZ ANIVERSÁRIO, MESTRE!



Hoje, Tom completa 63 de serviços prestados ao bigodismo!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

#157 - Cinderelos Baianos


O IdB não poderia deixar passar em branco os seminais bigodes responsáveis pela descoberta e apoteose dos enormes talentos de Carla Perez.

Beto Jamaica e Cumpádi Washington, ainda que a música deles tenha dado mais dor de cabeça do que a Cintra quente que se bebia nos diversos carnavais baianos Brasil afora (com menção-mais-do-que-honrosa para a boa e velha Ouro Preto-MG), conheço muita gente que tem sua cota de agradecimentos a acertar com essa dupla.

Abaixo, para matar saudades de dois dos maiores sucessos do É o Tchan!, uma letra daquelas que, na primeira audição, você já sabe que nunca mais sairá de sua cabeça; e, em seguida, uma apresentação cheia de genuíno axé-roots-brazil.

Pau que nasce torto
Nunca se endireita
Menina que requebra
A mãe pega na cabeça
Pau que nasce torto nunca se endireita
Menina que requebra
A mãe pega na cabeça

Domingo ela não vai
Vai, vai
Domingo ela não vai não
Vai, vai, vai

Segure o tchan
Amarre o tchan
Segure o tchan tchan tchan

Tudo que é perfeito agente pega pelo braço
Joga ela no meio
Mete em cima
Mete em baixo

Depois de nove meses
Você vê o resultado
Depos de nove meses
Você vê o resultado

Segure o tchan...

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

#156 - Mééééérciaaaa!!!

Um bigode sedutor, bruto, másculo, daqueles que prendem a espuma da cerveja só pra soltar na hora em que se esbraveja, acentuando as emoções nos momentos de raiva ou de gargalhada. Um bigode que roça na nuca das mulheres acompanhado de um susurro meio afobado na respiração mas confiante nas palavras, sempre perguntando pequenas coisas cujas respostas são sempre "SIM". Somente alguém com o potencial de um Humberto Martins pode usar tal palavreado que na boca de qualquer desbigodado soaria ridículo.

"Eu não consigo esquecer suas carnes firmes, teu cheiro de menina levada quando vai dormir depois de brincar de médico... isso me deixa louco... E eu sei que eu também te deixo louca, né né...?? Uhn, uhn??"

Acontece que com Humberto Martins, por incrível que pareça, isso funciona não só na ficção como na vida real, quando pegava a gostosona da Solange Frazão. Ele é o clássico exemplo de ator que sempre interpreta ele mesmo e por isso quando falamos dele profissionalmente a coisa pode ser aplicada à sua vida privada.

Nascido em 14 de abril de 1961 em New Iguaçu, ficou famoso por interpretar o médico Bruno na novela Quatro por Quatro. A sinopse eu copio e colo de um site de novelas em espanhol que fica mais a ver com o jeito Latin Lover dele

"Ángela sueña con conocer a su verdadero padre, Bruno, el médico que no logró salvar a su amada Mércia en el momento del parto. Traumatizado por la pérdida, entregó a la bebé a su primo Gustavo para que la criara y decidió alejarse de todos y radicarse en la Amazonia. Pero el pasado retorna en la figura de Suzana, la hermana gemela de Mércia, que enloquece a Bruno con un juego de seducción. Y él decide retornar a Río de Janeiro y recuperar a su hija Ángela, que ha crecido en el seno de una familia singular"

O cara ainda interpretou o Cigano Iago, o Cowboy Alaor, o aventureiro Baldock (um bradock brasileiro) e um ditador latino chamado Carlos Camacho, além de outros tipos.

Entretanto, nosso Antônio Bandeirola, deve se cuidar... Se exagerar no seu próprio tipo e desenvolver estilinho careca oleosa, barriguinha de chope de quem um dia foi sarado, camisa de botao meio aberta com manchas de suor no suvaco, o cara vai virar o clássico Titio... daqueles que ficam babando nas amigas dos sobrinhos ou dos proprios filhos. Fica lá só esperando a oportunidade pra encostar a visita de 15 aninhos na parede e fazer perguntas ja alisando o bracinho da presa.

"Então vocé é amiga do Junior, né? Nunca tinha te visto aqui... Ta calor hoje né? quer um suquinho, quer? Eu pego pra você. O Júnior tá terminando o banho mas você pode esperar ele no meu quarto, se quiser. Lá é mais confortável"

No momento ele está acertando a versão brasileira do filme Beleza Americana, cujo nome não é surpresa alguma será Beleza Brasileira, sendo Humbertão no papel interpretado por Kevin Spacey na versão original. Sonia Braga será a esposa em crise, Edson Celulari o corretor de imóveis e para o papel da teenager virgem sedutora alguma atriz escolhida num concurso do Faustão.
Texto do leitor e ídolo Hagen.

sábado, 15 de dezembro de 2007

#152 - V de Vingança! Britney Spears panties off

Talvez você não saiba quem é Luis Hagen, mas se você possuir irmãs ou primas, a chance delas saberem de quem estamos falando é enorme!

Nosso homem da vez é a resposta do bigode a essa provocação barata de Humberto Gessinger. Hagen é um dos mais fiéis seguidores petropolitanos da escola Humberto Martins de vida e saber, um exemplo de vida que marcou as areias e calçadas de Copacabana e lá deixou inúmeras contas a pagar para se mandar rumo ao Velho Continente em busca de novas fronteiras, novas misturas etílicas, novas fragâncias femininas e novas dívidas!

Uma vez instalado em Dublin, Hagen tratou de mostrar pra quela gente branca que o bigode bronzeado e maroto dos trópicos tem o seu valor. Hagen também utiliza os poderes de sua monocelha para seduzir as irlandesinhas que acham que brasileiro só entende de samba, futebol e macumba.

O homem mal pôs seus pêlos em terras européias e já produziu um clássico do cinema de resultados!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

#149 - Tommy Seebach

O Pajé do Rock, o Lemmy da Disco Music, o Cãozinho dos Teclados da Dinamarca...

E VOCÊ, como tentaria definir Tommy Seebach depois de assistir ao vídeo da música Apache, aí abaixo? Do Metal Nórdico, ele herdou a voz de monstro e as risadas horripilantes; do disco music, os tecladinhos; do Brasil, o cenário, as roupas e o swing.

Sem mais delongas, com vocês, o mestre, o único cacique da única tribo indígena de louras gostosas da Dinamarca...

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

#148 - Tony da Gatorra


Esse mito riograndense dedicou sua vida a lapidar um instrumento que pudesse protestar contra a miséria, a impunidade, a indiferença desse país. Não se conformaria com a estética pronta de um hippie e, em lugar da barba desgrenhada, lançou um bigodão no meio do rosto. Sua música é de protesto! E o protesto, é pela PAZ!

(Sugestão: abra o myspace de Tony em outra janela e deixe rolando "Droga Fatal")

Depois de anos vivendo um vida humilde, dividindo seu tempo entre a música e o conserto de eletrodomésticos (Tony é engenheiro eletrônico), o mundo começa a descobri-lo, a partir de sua lendária apresentação num acampamento comuna em Porto Alegre, em 2002. A lembrança de Tony se apresentando debaixo da chuva será para sempre guardada no coração dos 5 fãs cariocas que puderam presenciar o momento.

Recentemente, Tony embarcou numa parceria internacional com o também construtor de instrumentos exóticos e atonais, Gruff Rhys, do Super Furry Animals. Confira uma apresentação da banda deles em Liverpool, tocando a gatôrrica House Full of Mirrors, nesse ano:



De lá para cá, vem experimentando o doce sabor do sucesso. Famoso, Tony agora produz gatorras em série e as vende, o que deve garantir um rendimento maior do que consertar tevês, mas vai saber. Já está na número 10 e, segundo informa seu blog, por apenas R$2,000,00, ela pode ser sua.

Gatorra número 10, à venda pelo
http://www.tonydagatorra.blogspot.com/

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

#110 - We are the champions, my friend

Entre os dias 31 de agosto e 2 setembro, a Terra parou em Brighton. Por quê? Porque tivemos a edição do inolvidável CAMPEONATO MUNDIAL DE BIGODES E BARBAS, o popular World Beard and Moustache Championships! O evento reuniu entusiastas da causa maior do homem viril capitaneados pelo "The Handlebar Club", sediado num pub lodrino chamado Windsor Castle.

O Handlebar Club aceita associados de todo o mundo desde que estes cultivem uma bela bigoda mui hirsuta sobre os lábios que se extenda orgulhosamente pelas pontas. Barbas não serão aceitas como membros! Felizmente, pode-se filiar como parceiro do Handlebar caso você não possua o bigode necessário para ser um dos eleitos.

Membros do Handlebar Club comemorando 50 anos de muita sagacidade.


O Ídolos de Bigode publica abaixo uma amostra dos vencedores de 2007! Caso você queira ver mais grandes homens, clique aqui.

Paul Lewis (Ing), campeão na categoria Bigode Natural.

George Lutz (Ale), campeão na categoria Bigode Inglês.

Karl-Heinz Hille (Ale), campeão na categoria Semi-Barba Imperial.

Max Pankor (Ale), campeão na categoria Bigode Dali.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

#105 - Diga a Domitília que eu fico, ó pá!

Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon é o nome deste rapaz, mas ele deixava você tratá-lo por Dom Pedro I.

Dom Pedro I, proclamador da independência do Brasil, possui inúmeras razões para ser aclamado no IdB! Para começar, amigo leitor, amiga leitora, hoje, 7 de setembro, você só pôde sair da cama tarde após encher a cara ontem sem culpa graças a ele! Seu brado por independência ou morte às margens do Ipiranga nos garantiu esse feriadão, gente bronzeada.

Pedro, porém, antes de tudo, era um amante de seu bigode e das mulheres. O homem deixou 18 herdeiros sobre a terra, de quatro mulheres diferentes! Se Pedro II, seu filho mais famoso, fez tudo pelo Brasil, o I viveu para as mulheres e o prazer. Não à toa aparece em todas as fotos muito mais jovem que o próprio filho, um barbado acabadão.

O nosso primeiro Imperador foi figura ímpar no mundo lusófono. Considerado Libertador nos dois lados do Atlântico, livrou a nós, brasileiros, dos portugueses, e a eles, portugueses, do Absolutismo. Desapegado dessa chatice de poder, abdicou das duas coroas. Em Portugal deixou no trono a filha Maria da Glória. No Brasil, passou o bastão para Pedro II. Vale notar que Maria da Glória, rainha de Portugal e loirinha, nasceu ali ó, em São Cristóvão, bairro que abriga vocês sabem o que.

Detalhe de quadro a óleo sobre a Independência do Brasil, de François-René Moreaux, um pintor francês então residente no Rio, que hoje é conservado no Museu Imperial de Petrópolis/RJ. Foi executado em 1844, a pedido do Senado imperial.<br />Este quadro é anterior ao de Pedro Américo e pode ter lhe servido de inspiração.O artigo da wikipédia, claramente escrito por imperialistas portugueses, relaciona a posição de d Pedro I na independência do Brasil à 'superficialidade da sua instrução'. Os verdadeiros motivos do "Fico", no entanto, só foram entendidos séculos depois, pelo poeta Marcelo Maldonado Gomes Peixoto.

"O gringo subiu o morro e bebeu cachaça
fumou maconha e obteve a graça
depois do samba sua vida
nunca mais foi a mesma"

sábado, 1 de setembro de 2007

# 69 - Ron Jeremy

Houve um tempo em que os atores de filmes pornôs não eram tidos como celebridades ou dignos de programas de auditório, capas de revistas semanais, festas de famílias. Neste tempo, havia o infalível bigode de Ron Jeremy que foi eleito pela AVN, uma espécie de Fifa dos filme de sacanagem, o maior nome do pornô de todos os tempos

Ron e seus 25cm atuaram em cerca de incontáveis 1.500 películas, com ou sem história! Famoso por seu porte físico inusitado - para um pornstar, não para um motorista de ônibus ou um pastor evangélico - Jeremy nunca precisou ser alto, magro ou bonitão: seu bigode estava lá pra garantir a ordem na putaria.


Sua fama é tal que ele foi eleito para o Hall of Fame da respeitabilíssima XRCO (X-Rated Critics Organization). Acha pouco, garanhão? Por acaso você já passou o cerol em tanta gente que acharam boa idéia produzirem um documentário sobre o seu mojo workin'?

Fizeram pra ele.

Confira abaixo a lenda num comercial para entretenimento familiar. Pode clicar sem medo, o bigode de Ron garante.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

#100 - Thomas Sullivan Magnum IV

Magnum é o típico caso da personagem que marca a vida de um ator. Certo? Errado. Magnum, o alter-ego pelo qual Thomas William Selleck virou ídolo de multidões, marcou toda uma era durante os anos 80, foi maior que a vida. As aventuras de Thomas Sullivan Magnum IV deram o tempero que conduzia a salada de diversão educativa que guiou a televisão enquanto o havaiano detetive particular trucidava geral e acabava com a moleza dos desprovidos de caráter e bigode.

A presença máscula e peluda de Magnum nas tardes praticamente obrigava a programação televisiva a manter um outro nível de espetáculo, um superior. Lula & Juba, Um Príncipe em Nova Iorque, Ferris Bueller, Molly Ringwald, Tom Cruise bancando o cafetão pra pagar uma dívida no submundo... todos ali na grade para sustentar a ausência do defensor da lei e dos bons costumes e das camisas estampadas.

Magnum, ex-fuzileiro naval, vive na propriedade havaiana de Robin Masters, um autor de romances biliardário que mal dava as caras no seriado e deixava tudo ali na mão do mais confiável dos homens americanos vivos - inclusive uma pusta Ferrari conversível. Com seu mini-frigobar sempre bem-disposto de cervas e várias mulheres demarcando território a seu redor, o detetive deitava e rolava.

Magnum rendeu a seu intérprete um Emmy em 1984 e fama e respeito mundiais. Selleck é reconhecido para todo o sempre como um ícone das telas e um eterno bon vivant e galã por natureza. O carisma que seu bigode lhe rendeu até hoje jamais conseguiu ser superado por nenhum outro artefato sexual no Universo - inclusos aqui as tranças de Dalila, a pélvis do Rei, a pinta de Marilyn Monroe, a espada de Conan e os shorts de Renato Gaúcho.


Selleck, que é melhor descrito como "um homem alto (1.93m) que sempre está de bigode" carrega na vida real a solidez de seu mustache. Ele foi o ator original escolhido para viver a saga de Indiana Jones, o que não aconteceu porque os produtores de Magnum não o liberaram. Selleck viveu nas telonas o papel de um dos 3 solteirões que se vêem com um bebê na porta de seu apartamento, um clássico do cinema-família-calhorda. Recentemente, Selleck foi convidado a participar da série "Friends", onde aparecia sorrateiramente como Richard, um grande amigo do pai de uma das mocinhas que era chegada nas investidas de seu bigode. Conta-se que nas gravações em que Selleck participou, o entudiasmo da platéia era tal que ficava inviável gravar com o público presente, tendo a produção necessidade de inserir aquelas risadas artificiais para plano de fundo das gags.

A prova cabal do como o bigode de Selleck o tornou o verdadeiro Magnum pode ser vista nesse flagrante obsceno de autêntico nu frontal do cinema americano. A cena é forte e nós não recomendamos a fracos de espírito!

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

#86 - Pedro Infante

Quando se fala em cinema mexicano, a primeira pessoa em quem se pensa é naquele pirralho imberbe do Gael García Bernal. Quando muito, lembra-se do nome bizarro do diretor igualmente bizarro (e igualmente imberbe) Alejandro Gonzáles Iñárritu. Em situações extremas, chega-se até o finalmente bigodudo Cantinflas (que merece post próprio). O que nós, brasileiros isolados do resto da Latinoamérica, não sabíamos era que o maior ídolo da história do cinema mexicano foi e segue sendo, É LÓGICO, o ídolo de bigode Pedro Infante.

Nascido no significativo ano de 1917, no qual deu-se à luz, entre outros, a Revolução que fez famoso o amiguinho que ilustra o título deste blog maroto, além da Constituição mexicana, a primeira carta magna a contemplar os direitos sociais e o bigode como instituições constituicionais, José Pedro Infante Cruz atuou, entre 1939 e 1957, ano que, de significativo, só teve a morte dele mesmo, em nada menos que 59 filmes, e gravou nada mais que 366 canções.

Compulsivo e vitaminado, teve cerca de 20 filhos, não somente com as três esposas oficiais, mas também com a camareira, com a costureira, com a cozinheira, com a gerente do banco, com a mulher barbada e com a tia que vendia burritos na porta do estúdio. Foi, sem sombra de dúvidas, o Ultimate Garanhas da terra dos churros.

Mais do que sagaz, Pedro Infante era um cara arrojado. Se ligava numa adrenalina, e foi tal vício que o fez ir prematuramente desta para a melhor. Acontece que ele curtia pilotar aviões, mas era extremamente ruim de asa. Resultado: derrubou o avião que pilotava. DUAS VEZES. Na primeira, se estropiou todo, mas conseguiu se recuperar, tendo como singela seqüela uma placa de metal que substituiu seu osso frontal do crânio (vulgo testa). O que valeu ao latin lover um toque de Frankenstein.

Da segunda vez que ele derrubou o avião, se deu mal. Seu corpo carbonizado só foi reconhecido pela placa na testa. Após o anúncio da morte do ídolo de bigode, dezenas de mulheres desesperadas suicidaram, só para mostrar que el hombre era fueda.

Em guisa de conclusão, e para arrefecer o ânimo dos incautos que ainda ousam duvidar do poder do bigode, segue o trecho de um filme de Pedro Infante. Reparem bem, hereges, QUEM faz uma mera ponta no filme do caboclo, aprendendo a arte do bigode com o mestre absoluto da sedução pilosa-facial:



Texto enviado pelo leitor Leonardo Fazito.

terça-feira, 24 de julho de 2007

#72 - Burt Reynolds


Um dos maiores astros da história do cinema, Burt Reynolds atuou em mais de 90 filmes. Ao contrário de alguns ídolos retratados neste blog, Burt sempre ostentou um bigode, transformando-o praticamente em uma marca registrada. Não se podia esperar menos de um ator que sempre teve uma queda para papéis de cafajeste. Apesar de ter atingido o auge da carreira entre 78 e 82 quando, por cinco anos seguidos participou dos maiores sucessos de bilheteria desses respectivos anos, Mr. Reynolds foi indicado ao Oscar somente em 97, pelo incrível Boogie Nights.

Assista o trailer:


Já em "Tudo que você queria saber sobre sexo", de Woody Allen, Burt interpreta um papel incomum. Ele faz parte do centro de comando do cérebro de um homem prestes a comer uma mulher no carro. Assista o episódio completo:

quinta-feira, 12 de julho de 2007

#62 - A-wop-bop-a-loo-mop-alop-bam-boom

O mundo vinha rolando burocraticamente há alguns bilhões de anos até que uns sujeitos meio caipiras resolveram plugar uma guitarra num alto-falante amplificado. Pronto, era o roquenrou sendo criado. Pode-se dizer que Bill Haley (and his comets) foi um dos "primeiros pioneiros" mas foi prontamente seguido - e ofuscado - por dois topetudos fundamentais, que realmente colocaram as massas para rebolar ao som dos metais rasgados, dos solos de guitarra frenéticos, da bateria acelerada com seus pratos espocantes e - não podemos esquecer - do irresistível pianinho nervoso. Como era no princípio, agora e sempre.

Um deles era ninguém menos do que o inventor da Pelvis - e não podemos menosprezar alguém que seja capaz de redefinir a Anatomia Humana, sozinho, ainda mais nos anos 50, com o fordismo a pleno vapor. Porém, não seria o suficiente para ofuscar O Primeiro Grande Bigode Da História do Rock. Richard Wayne Penniman (Macon, Georgia, 1932) simplesmente abalou a situação mundial com seu grito de guerra - senhoras e senhores, a senha secreta para fazer requebrar o mais rígido quadril:



Carregou a cruz de ser um ídolo de bigode e um corpo fechado. Demais para um ser humano. Pirou. "Todo bigode é trágico", teria dito Nietzsche. Sobreviveu ileso a uma queda de avião, no auge da carreira. Largou tudo para entrar na igreja. Voltou ao showbizz nos anos 60. Seu irmão morreu. Igreja de novo. Quando tudo parecia perdido há décadas, ele volta e nos brinda com um musicão na trilha de "Um Tira da Pesada".



Citado como a maior influência desde James Brown a Bob Dylan, passando por Ray, Jagger, Bowie e Paul, simplesmente, NADA teria acontecido sem ele.

Little Richard's Fact: depois do álcool, Little Richard é a maior causa de ocorrência de sexo entre seres humanos.