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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Nosso garoto propaganda!

Após intensas negociações na surdina, o IdB apresenta seu novo Embaixador! Georgie dispensa maiores apresentações, meninas.

A dica foi dela.

George Clooney jogando basquete em Porto Rico de bigode é o tipo de imagem que mostra que essa crise financeira está com os dias contados.

O Ego, site favorito da Liv, diz que o galã adotou o bigode para gravar o filme "Men Who Stare at The Goats", título que em português se traduz por "Cabra macho da gota!"

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

#204 - Bond, James Bond

O cara ainda por cima é um mestre da fotogenia

Quando se fala de 007, é consenso entre os fãs do espião que apenas um ator foi o responsável pela sua imortalidade nas telas. Sean Connery foi o primeiro homem a ensinar à humanidade que a Guerra Fria poderia ser vencida entre goles de Dry Martini. O espião com licença para matar fez do ator escocês um verdadeiro mito cinematográfico.

Connery atuou em seis filmes da série, o que lhe valeu para o resto da vida a garantia de mulheres mundo afora suspirando com a simples menção de seu nome numa conversa informal. Em seguidas enquetes, por mais velho que fique, o Bond original é sempre lembrado por suas fãs como símbolo sexual, homem charmosos, galã, genro que eu pedi a Deus, homem de verdade, etc.

Connery é à prova do tempo. Seu bigode é um exercício de elegância.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

#200 - Lúcio Costa

Tem muito malandro neste mundo que gosta de chegar em Brasília e dizer que está "na sua cidade".

Quanta inocência.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

#176 - Cunhado não é parente!

Brizola, o caudilho-sexy dos pampas. Para certos caras, a gente não bota link pra Wikipedia não. Bota pra Enciclopédia Britânica, parceiro.

Leonel abraça seu cunhado que foi presidente, mas não ficou mais famoso.

E pra quem não sabe o quanto o homem foi fodão, segue abaixo um vídeo que eu não me canso de ver. Brizola ganha direito de resposta no Jornal Nacional, lido por Cid Moreira, que vejam bem, não usa bigode.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

#175 - Lupicínio

"Agora você vai ouvir aquilo que merece
As coisas ficam muito boas quando a gente esquece
Mas acontece que eu não esqueci a sua covardia, a sua ingratidão
A judiaria que você um dia fez pro coitadinho do meu coração

Estas palavras que eu estou lhe falando
Têm uma verdade pura, nua e crua
Eu estou lhe mostrando a porta da rua
Pra que você saia sem eu lhe bater"

Lupicínio Rodrigues, nascido em Porto Alegre, cunhou o termo "dor-de-cotovelo". Dizia respeito ao hábito de homens e mulheres boêmios se apoiarem com o cotovelo num balcão a fim de encher a cara para combater - mais uma - desilusão amorosa. Como a desilusão era grande e assim a grande também o tempo que se levava bebendo apoiado nos cotovelos, estes acabavam doloridos.

Lupicínio cultivou em sua vida o bigode, a música, a boemia e as mulheres, essas ingratas. Os versos ali em cima em itálico são de sua autoria, da famosa canção "Judiaria".



Sentiram o drama?

segunda-feira, 17 de março de 2008

#168 - Colin Chapman

Colin Chapman não inventou a chuvisco, gente boa, mas ele tratou de arrumar o maior guarda-chuvas. Sir Chapman foi o cara que transformou a fórmula um dos anos 60/70. Antes dele, as máquinas voadoras eram os famosos "charutinhos", mas Chapman, um inventivo por natureza, inventou o chamado "efeito solo". Ele achatou seus carros e passou a aproveitar não apenas o ar que passava por sobre eles, mas também aquele que passava entre seus carros e o chão. Suas máquinas literalmente voavam baixo.

O modelo inovador dessa filosofia foi o campeão Lotus 72, que além de ser bonito até dizer chega, era o terror do asfalto e deixava geral comendo poeira. Esse modelo deu ao fabuloso Fittipaldi seu primeiro campeonato mundial e o narigudo Emerson dizia que o carro deslizava nas curvas, pura emoção.

Colin, pai da Lotus, fez carros que deram títulos e lendas a nomes do naipe de Jochen Rindt, Jim Clark, Mario Andretti e Ronnie Peterson, numa época em que a categoria era coisa de morte. Sua assinatura pessoal, além do charmoso bigode, era o gesto de acompanhar a chegada de seus carros vencedores junto a linha de bandeirada e atirar seu boné para o ar.

Reza a divertida lenda que após sua súbita morte em 1982 (ataque do coração), circularam boatos de que Chapman na verdade continuava vivo, tendo forjado a mesma para escapar das dívidas. E que estaria inclusive morando no Brasil, o que nunca foi confirmado.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

#165 - La historia me absolverá!

Antes da farda, da Sierra Maestra, de Camilo Cienfuegos, de Ernesto Guevara de la Serna, de Guantánamo, da Baía dos Porcos, da Crise dos Mísseis,de André Miranda, dos miolos de Kennedy no vestido de Jackie, de Oscar Niemeyer, da careca de Kruschev, de Ronald Reagan, dos Bush, de Hugo Chávez, de Osama, de Obama, do Bloqueio, de Tony Montana, de Pedro Juan Gutiérrez, de Michael Corleone, de Mikhail Gorbachev, de Diego Maradona, de Zé Dirceu, de Victor Paschoal, de Paula e Hortência, de Luís Inácio, de Compay Segundo, de Ibrahim Férrer, de Javier Sotomayor, de Guillermo Rigondeaux, da queda do Muro, do Paredón, do Malecón e de Miami, Fidel Castro Ruz já mostrava em tenra face que não estava no mundo a passeio.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

#164 - Clapton is God

Eric Clapton é um filho da puta. Lá entre os anos 60 e 70, Clapton, abarrotado de grana, cheio de mulher e cercado de neuras pessoais resolveu gastar tudo em loló. O guitarrista mais sinistro em ação depois do Divino entrou numa onda errada de misturar groupies com bebedeiras e tudo que era tipo de droga que se achasse na Swingin' London - e creiam-me, achava-se muita doideira naquele local.

Clapton, Eric Patrick Clapton, filho de um romance casual da 2ª Guerra Mundial, só queria tocar o melhor blues possível. Em sua busca pelo acorde definitivo, ele acabou achando outras paragens - a mais famosa delas loira e casada com um parceirão dele, Pattie Boyd, excelentíssima de George Harrison!

Em sua sagaz autobiografia, o bonitão conta como Harrison fazia de tudo para tirá-lo daquela bad trip constante e ele retribuía com um belo par de chifres e eventuais solos de guitarra. Aquela guitarra que você já deve ter ouvido em "While My Guitar Gently Weeps" é dele.

Harrison não só o convidou para tocar numa das faixas mais populares do White Album como mais tarde, o convidou para tomar parte de sua mega-banda no Concerto para Bangladesh, para que Clapton e seu maroto mustache voltassem a lembrar que eram os fodões diante de seis cordas.

Pois bem, durante todo esse tempo, Clapton dava em cima da mulher de Georgie na maior cara-dura, o verdadeiro sufocador! Fissurado na mulher do próximo, Clapton gravou junto de sua banda Derek and The Dominoes o lendário álbum Layla And Other Assorted Love Songs, onde figura a sua mais famosa composição - Layla. Pois Layla e seus versos do naipe de "You've been running and hiding much too long. You know it's just your foolish pride." (Você já fugiu e se escondeu demais. E você sabe que é apenas o seu orgulho tolo.) foi feita pra mulher de Harrison!

Após anos de idéia errada, Pattie Boyd finalmente largou Harrison e foi para os braços de Eric. Conta-se que o beatle corneado e abandonado ficou péssimo, mas jamais largou a amizade de Clapton.

Abaixo, a famosa pixação que apareceu nos subúrbios londrinos após Clapton se juntar a John Mayall e seus Bluesbreakers, lá por 64/65.

sábado, 19 de janeiro de 2008

#160 - José Bové

José Bové poderia apenas ser mais um fazendeiro pacífico e bucólico no interior da França onde tem suas ovelhinhas, em Roquefort - sim, aquela do queijo. Mas o homem nasceu com aquela chama dentro dentro de si que o impele a lutar pelas causas em que acredita e a manter na face um sólido e contestador bigodão! Porta-voz e homem-multimídia da Via Campesina, Bové jamais hesitou em emprestar seu bigode a diversas lutas!

Bové se notabilizou mundialmente ao liderar um protesto contra o McDonald's em seu país natal, em função da política da cadeia de lanchonetes de usar produtos transgênicos em seus deliciosos e malignos sandubas, batatinhas e sundaes. Ele acabou sendo preso e passando 20 dias vendo o sol nascer quadrado ao se recusar a pagar uma fiança de 17 mil doletas, o que ele achava um achaque! Por causa da pressão exercida pela França, a União Européia aprovou uma resolução para que todo produto contendo mais do que 1% de Organismos Geneticamente Modificados recebesse um selo de advertência aos consumidores. Bravo, José!

Em fruto da comoção gerada e da coragem de seu bigode, o ativista foi convidado ao Brasil para participar do Fórum Social Mundial em 2002, na cidade de Porto Alegre, onde trocou dois dedos de prosa com o presidente Lula e tomou parte numa invasão a uma fazenda que cultivava soja transgênica!

Em sua empreitada mais recente, Bové iniciou uma greve de fome com outros ativistas na França para impedir a comercialização de uma espécie transgênica de milho da Monsanto. O governo francês baniu a espécie de seu mercado. Agora nos resta torcer para que tudo termine bem e o bigode de Bové continue em sua luta!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

#153 - Across the universe

Bono é um chato politicamente correto que viaja o mundo defendendo causas perdidas para aumentar sua popularidade, certo?

Errado! Uma audição até superficial das músicas do U2 mostram que muitas delas são bastante provocativas. O sujeito já compôs com Bob Dylan e tocou com B.B. King e torce pra única seleção que mantém a beleza rústica do futebol, numa era em que se perde tempo com o balé enfadonho de gente como Kaká.

Pois mesmo com uma carreira estabelecida, Bono sabia que algo ainda faltava. E ganhou de presente o melhor papel do excelente Across the Universe.

Certos filmes podiam durar pra sempre. Música pra isso tem.

PS.: Notável também a participação de Joe Cocker.

sábado, 15 de dezembro de 2007

#152 - V de Vingança! Britney Spears panties off

Talvez você não saiba quem é Luis Hagen, mas se você possuir irmãs ou primas, a chance delas saberem de quem estamos falando é enorme!

Nosso homem da vez é a resposta do bigode a essa provocação barata de Humberto Gessinger. Hagen é um dos mais fiéis seguidores petropolitanos da escola Humberto Martins de vida e saber, um exemplo de vida que marcou as areias e calçadas de Copacabana e lá deixou inúmeras contas a pagar para se mandar rumo ao Velho Continente em busca de novas fronteiras, novas misturas etílicas, novas fragâncias femininas e novas dívidas!

Uma vez instalado em Dublin, Hagen tratou de mostrar pra quela gente branca que o bigode bronzeado e maroto dos trópicos tem o seu valor. Hagen também utiliza os poderes de sua monocelha para seduzir as irlandesinhas que acham que brasileiro só entende de samba, futebol e macumba.

O homem mal pôs seus pêlos em terras européias e já produziu um clássico do cinema de resultados!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

#148 - Tony da Gatorra


Esse mito riograndense dedicou sua vida a lapidar um instrumento que pudesse protestar contra a miséria, a impunidade, a indiferença desse país. Não se conformaria com a estética pronta de um hippie e, em lugar da barba desgrenhada, lançou um bigodão no meio do rosto. Sua música é de protesto! E o protesto, é pela PAZ!

(Sugestão: abra o myspace de Tony em outra janela e deixe rolando "Droga Fatal")

Depois de anos vivendo um vida humilde, dividindo seu tempo entre a música e o conserto de eletrodomésticos (Tony é engenheiro eletrônico), o mundo começa a descobri-lo, a partir de sua lendária apresentação num acampamento comuna em Porto Alegre, em 2002. A lembrança de Tony se apresentando debaixo da chuva será para sempre guardada no coração dos 5 fãs cariocas que puderam presenciar o momento.

Recentemente, Tony embarcou numa parceria internacional com o também construtor de instrumentos exóticos e atonais, Gruff Rhys, do Super Furry Animals. Confira uma apresentação da banda deles em Liverpool, tocando a gatôrrica House Full of Mirrors, nesse ano:



De lá para cá, vem experimentando o doce sabor do sucesso. Famoso, Tony agora produz gatorras em série e as vende, o que deve garantir um rendimento maior do que consertar tevês, mas vai saber. Já está na número 10 e, segundo informa seu blog, por apenas R$2,000,00, ela pode ser sua.

Gatorra número 10, à venda pelo
http://www.tonydagatorra.blogspot.com/

terça-feira, 20 de novembro de 2007

#138 - Muito Louco


Jeremias dispensa apresentações. O mais pródigo filho do Bairro do Salgado, região metropolitana de Caruaru, descoberto pelo intrépido Givanildo, ao contrário de rumores mal-intencionados veiculados pela internet, está vivo, "passa bem" e está voltando, em breve, com força total!

Segundo os boatos, no dia 18 de agosto de 2007, Jeremias teria sofrido um acidente automobilístico enquanto dirigia SÓBRIO. Que irresponsabilidade dele, de dirigir careta. Só podia dar nisso. Mas, como ele é amigo do Cão, apenas parou no Inferno, tomou um monte de cana e retornou, assim como já fizera anos atrás depois de seu famoso duelo com o traficante João de Santo Cristo.

E olha a moto nova do Jeremias aí:

Em 2008, ele concorrerá à Presidência da República pela legenda 51 e atualmente, está em vias de ser eleito Deus pela Desciclopedia. Além disso, já está em fase de finalização o seu filme para a Sessão da Tarde. Abaixo, segue a transcrição do teaser, que já está pronto desde o início dos tempos:

"Esse maluco da pesada vai aprontar altos agitos e muitas confusões para continuar bebendo!"
Recordar é viver:


Se eu pudesse, eu matarra mil!

sábado, 17 de novembro de 2007

#137 - O cara que botou a Natalie Portman nua

Senhores, foi lançado recentemente um curta-metragem chamado Hotel Chevalier. Aí vocês perguntam: "Curta-metragem, ora, quem vê curta-metragem?!" Pois bem, nesse filme a musa eterna Natalie Portman aparece nua. Ela chama nossa atenção desde o infanto-juvenil O Profissinal, quando ela tinha 12 anos e era protegida por um matador magistralmente interpretado por Jean Reno.

Quem gosta de pornô com história e quer ver o filme desde o início, clique aqui.
Agora, se você é daqueles que dão FF até as cenas que importam, pule logo para a parte 3:



Ah, sim, Hotel Chevalier - de acordo com o Imdb - é dirigido por Wes Anderson e o nosso homem em Paris é o simpático Jason Schwartzman.

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Devido aos problemas autorais, os vídeos foram removidos dos maiores sites hospedeiros. Aqui vai o link alternativo:
http://dv.ouou.com/swf/ouou.swf?id=38d7f45c90123

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

#126 - Chiquitaaaa

O senador Caxias é muito mais que ídolo, é ícone. Primeiro por ter feito parte de uma novela marcante, épica mesmo: Rei do Gado. Depois, por ter sido uma voz de defesa do povo entre os poderosos. O país parava toda noite para assistir ao senador, com voz embargada e senil, chamar sua musa-doméstica: "Chiquitááââãã".

Mas o senador não era apenas romantismo. Quem não se lembra do discurso que Caxias fez sobre a reforma agrária, para um plenário vazio? Quem não se lembra do realismo-fantástico no velório do senador, com a antológica presença de Eduardo "Blowin' in the Wind" Suplicy e Benedita "Pecado Capital" da Silva?

Um personagem tão marcante que gerou um anti-Caxias no péssimo trailler "Brasília 18%", de Nelson Pereira dos Santos. (Chegaram a lançar o filme? Só vi o trailler...)


Ainda assim, Caxias continua imageticamente ausente da Internet. Falha que precisamos corrigir. Aceitamos ajuda dos nossos leitores, mas continuaremos buscando essa foto.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

#84 - Manda-Chuva

O único gato animado a merecer o título de vivaldino é o Manda-Chuva, um maroto gato de rua, morador dos becos, conhecedor das marquises, com papo malaco o suficiente para liderar uma trupe de felinos e ainda tirar uma onda com um oficial da lei, o Guarda Belo.

Manda-Chuva segue a filosofia de que "não existe prato de comida ou lambida de gatinha que eu não saiba ganhar". Reza a lenda que o cantor e compositor Francisco Buarque de Hollanda estava passando pelo famoso bloqueio de escritor quando, por obséquio, se deparou com um aparelho televisor mostrando as aventuras do sagaz gato sem botas... não deu outra, ele compôs a Ópera do Malandro inteira numa sentada só!

Malandro é o gato, que já nasce de bigode.

Confira abaixo o fino da bossa que era abertura do desenho animado que deixava a garotada mais sagaz.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

#81 Mentor

Jamais houve mestre-de-armas mais competente do que Mentor, dono de um dos mais respeitáveis bigodes dos desenhos animados. Cientista versátil, excelente mecânico e confiável chefe da guarda real, nosso bigodudo de hoje era um dos poucos habitantes de Etérea a conhecer a verdadeira identidade de He-Man - o alter ego histriônico, violento, bronzeado e envolto em uma tempestade elétrica do príncipe Adam, o filho do patrão.


Apesar de competente, o metódico Duncan era um homem atormentado por seu passado. Como eu, você ou qualquer criança dona de um coeficiente de maldade um pouco maior podia perceber, Mentor era pai solteiro de Teela - ruiva lasciva e guarda-costas do efebo bombadão Adam. A jovem resultara de uma trepada secreta que o chefe da guarda dera com a Feiticeira. Sempre discreto, ele não dava bandeira e raramente tocava no assunto na frente dos telespectadores.

Graças à personalidade discreta de Mentor, pouca gente sabe que ele, entre uma invenção e outra, enchia a cara. Pra esquecer. Esquecer o insuportável Gorpo, as excentricidades de Adam, sua própria incapacidade de expressar carinho por Teela e, principalmente, esquecer a Feiticeira, aquela bruxa escrota vestida de galinha que botou Mentor pra fora do Castelo de Greyskull com uma filha pequena pra criar.

Por gostar da marvada, o engenhoso Duncan acoplou um funcional receptáculo metálico de vômito na altura do peitoral de sua armadura. Dessa maneira, sempre que estivesse em seus dias de trovão, poderia descarregar o conteúdo de seu estômago em chamas na encolha, sem que nenhum fofoqueiro de Etérea metesse o bedelho em sua vida.

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Acompanhe o momento mágico em que a Feiticeira salva Mentor do malévolo Esqueleto, colocando as diferenças de lado e recordando os tempos em que Duncan esmerilhava seu bigode nas mais recônditas penas da bruxa boa de Greyskull. Atenção especial para o genial dublador de Esqueleto:






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Relembre a abertura do desenho:





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ATUALIZAÇÃO: O leitor Sidney Mirandão trouxe à caixa de comentários deste post uma questão que atormentou uma geração inteira: por que diabos o boneco do Mentor não tinha bigode??? A questão é pertinente e bem colocada, meu caro Sidney, e fomos atrás de uma resposta. IdB não deixa o leitor na beiça.

A solução para o enigma só confirma a carga semântica do bigode: os bonecos da Mattel vieram antes do desenho animado que consagrou os personagens - mais ou menos como os Comandos em Ação. Nessa primeira encarnação, Mentor não tinha bigode.


O mustache foi adicionado quando o personagem foi transportado para a tevê. Fora de brincadeira: o bigode foi cientificamente planejado para dar um ar paternal e sóbrio ao cachaceiro mais engenhoso de Etérea. E funcionou, claro.

Depois do lançamento do desenho, a Mattel demorou um tempo pra atualizar o boneco e embigodá-lo de vez. Dizem os especialistas (!!!) que a segunda versão do brinquedo não chegou ao Brasil.
O leitor de IdB, porém, é um privilegiado e pode conferir abaixo o VERDADEIRO BONECO DO MENTOR, pronto para afundar a clava nos cornos de alguém:

quarta-feira, 11 de julho de 2007

#61 - O Tremendão

E segue a Semana do Rock



Eu sei, eu sei. Quase todos os leitores desse blog preferem o John ao Paul, o Keith ao Mick, O Donald ao Mickey Mouse. A comparação entre Darth Vader e Luke Skywalker então é de uma covardia inimaginável. Por isso, falar do Erasmo Carlos é, nesse contexto, jogar pras massas. Mas fazer o quê? Eu sempre gostei muito mais do Erasmo que do Roberto.

Meu hit favorito na infância era "Pega na Mentira". O cara ainda tinha pérolas do bom humor roqueiro do calibre de "Sou uma criança não entendo nada", a Jorge Beniana "O Comilão", e a impagável "Vou ficar nu pra chamar sua atenção".

Além daquelas músicas que a gente só alcança depois de mais velho, e o disco de 1971 tem várias delas. "De noite na cama", "Masculino, feminino", "Dois animais na selva suja da rua" e "Maria Joana".

E meus amigos, só Erasmo faria Roberto assinar uma música chamada "Maria Joana".

No vídeo vejam O Rei e o Tremendão, de bigode, cantando um trecho do maior sucesso de Erasmo: "Sentado à beira do caminho"



E esse projeto aqui merece ser conhecido.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

#56 - Pedro de Lara

A categoria dos jurados de televisão atingiu seu ápice em Pedro de Lara, especialmente em sua fase do Show de Calouros, comandado por Silvio Santos. Pedro foi ainda um dos pré-candidatos da Casa dos Artistas 2, aquela que poderia ter sido perfeita, com bigodes do nível de Ratinho e Tiririca. Infelizmente o patrão optou no final por uma configuração mais careta.

É inesquecível também a participação do ídolo como o Salsi Fufu, no programa do Bozo.

Um detalhe que poucos sabem: Pedro de Lara também foi astrólogo nas revistas Amiga e Sétimo Céu. Segundo a wikipedia, "Atualmente Pedro de Lara promove sua obra, o Livro da Sabedoria, que contém pensamentos como 'Todo pai corujão faz do seu filho um bobão' e 'Na vida tem que ter estilo, quem não tem, não é isso nem aquilo'."

Ele é ainda mais um desses grandes ídolos que ainda não foi descoberto pela internet. Uma busca por fotos de Pedro de Lara só nos dá resultados pífios, como os que estão no blog. A melhor das imagens é uma montagem com caráter jocoso, até mesmo privatista, questionando a teoria do design inteligente. A imagem foi retirada deste site.

sexta-feira, 29 de junho de 2007

#50 - Tim Maia Passional


"Quando o inverno chegar...
eu quero estar junto a ti"
Tim era intenso ao ponto de colocar uma foto de Johnny Depp na capa de seu disco de estréia, "Tim Maia", de 1970, como pode ser conferido acima.

Apesar do grande alvoroço em cima da "redescoberta" dos dois volumes de Tim Maia Racional, gravados em 76 e 77, sabe-se muito bem que, das duas, a personalidade mais marcante de Tim era, sem sombra de dúvidas, a Passional. Tim Maia era A Paixão em estado de ebulição. Seus dois anos sem fumar, beber e cheirar, pregando o Universo em Desencanto e tentando vender seus próprios discos no sinal da Lagoa com Lagoa-Barra foram algo de totalmente efêmero.

Não se pode negar que a Fase Racional seja válida, pois produziu discos de soul/funk dos mais swingantes e da melhor qualidade técnica, além de nos brindar com a comicidade não-intencional das letras de pregação de uma seita ufóloga bizarra - que era tudo menos racional. No entanto, ainda assim, trata-se de rios fugazes de concentração e abnegação num oceano de emoção incontinda. Logo após sua desilusão, Tim tiraria Racional de circulação e renegaria a seita, declarando: "perdi muito tempo e dinheiro com esta merda."

O grande inventor do Soul Brasileiro - o mesmo que dizer "inventor do Amor Brasileiro" - foi um talento precoce. Cantor, compositor e arranjador, ainda na adolescência tocava bateria e ensinava violão para Roberto e Erasmo, que compunham com ele a banda Os Sputniks. Aos 17, se mandou para os Istaite, onde teria se tornado a maior revelação da Motown se não tivesse sido preso e deportado por uso de bagulho. Ao voltar, reza a lenda, teria presenteado todos os funcionários de uma grande gravadora brasileira, do presidente ao ascensorista, com um LSD, prometendo que iam gostar.



Mais tarde, depois do desencanto com a Universo, do final dos anos 70 em diante, resolveria colocar todo mundo para dançar, no melhor climão possível. Com Descobridor de Sete Mares, ensinou Lulu Santos com quantas formas de amor se faz uma festa. No decorrer do tempo, totalmente entregue aos vícios, parou de comparecer aos próprios shows, apesar de ainda trabalhar bastante no estúdio e lançar muitos discos nos anos 90. Em 1998, morreu no Theatro Municipal de Niterói, enquanto gravava um especial.