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quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

#165 - La historia me absolverá!

Antes da farda, da Sierra Maestra, de Camilo Cienfuegos, de Ernesto Guevara de la Serna, de Guantánamo, da Baía dos Porcos, da Crise dos Mísseis,de André Miranda, dos miolos de Kennedy no vestido de Jackie, de Oscar Niemeyer, da careca de Kruschev, de Ronald Reagan, dos Bush, de Hugo Chávez, de Osama, de Obama, do Bloqueio, de Tony Montana, de Pedro Juan Gutiérrez, de Michael Corleone, de Mikhail Gorbachev, de Diego Maradona, de Zé Dirceu, de Victor Paschoal, de Paula e Hortência, de Luís Inácio, de Compay Segundo, de Ibrahim Férrer, de Javier Sotomayor, de Guillermo Rigondeaux, da queda do Muro, do Paredón, do Malecón e de Miami, Fidel Castro Ruz já mostrava em tenra face que não estava no mundo a passeio.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

#122 - Há 25 anos...

O mês de dezembro de 1990 foi motivo de alegria e júbilo para muitas pessoas, mas em especial três importantes figuras do Século XX: Eric Hobsbawn, historiador inglês; Luís Inácio, político brasileiro e Lech Walesa, líder sindical polonês.

Hobsbawn, comunista de carteirinha, confessou em sua biografia vibrar com a vitória do bigodudo polonês nas primeiras eleições nacionais pós-Muro de Berlim. Lech, como denota seu bigodaço, vinha de lutas passadas a favor dos trabalhadores e era o grande líder do Solidariedade, sindicato que batia de frente com os mandatários da Polônia obedientes a Moscou. Luís Inácio, ex-líder sindical brasileiro, jamais escondeu sua simpatia e admiração pelo vencedor do Nobel da Paz de 1983.

(A título de curiosidade: Hobsbawn esteve no Brasil durante o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, e circulava pela cidade todo pimpão com um chaveirinho do PT)

Lech tirando uma onda de Senhor dos Anéis. Na época, infelizmente a Polônia passava por mais uma crise econômica e, em vez de charuto, nosso ídolo fuma um biscoitinho da Elam Chips.

Não gostou, vai tomar uma cerveja!

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

#119 - No início, havia o bigode

As imagens são raras. Os registros fotográficos, perdidos. Mas no início da caminhada rumo ao poder do filho pródigo de Caetés, havia lá o impávido e resistente bigode.

Numa época em que as palavras valiam mais que cuecas, que o punho se fechava e erguia-se diante do opressor, que os braços se cruzavam coletivamente, que o Coringão penava mas não freqüentava as páginas policiais, Luis Inácio, torneiro mecânico, líder sindical, homem do diálogo, honrava a brava gente brasileira com seu bigode rebelde!
Porém o tempo é implacável e logo atrás, ao olharmos a história, podemos perceber que para Lula, assim como o bigode jamais seria o bastante, o reconhecimento de seus companheiros de luta também não. Lula quer o mundo, o infinito, o inolvidável. E logo de seu bigode cultivou hirsuta barba.