
Defender o aborto, a maconha, o casamento gay. Esculachar o Severino Cavalcanti e toda a canalha que toma conta do Congresso Nacional. Ir pra praia de Ipanema de tanguinha de crochê em plena década de 70. Tudo isso dá pra fazer de cara limpa.
Agora, seqüestrar embaixador americano e fazer a Maya, amigo. Só cum bigodão na cara!
domingo, 18 de maio de 2008
#192 - Fernando Gabeira
quarta-feira, 9 de abril de 2008
#176 - Cunhado não é parente!
Brizola, o caudilho-sexy dos pampas. Para certos caras, a gente não bota link pra Wikipedia não. Bota pra Enciclopédia Britânica, parceiro.
Leonel abraça seu cunhado que foi presidente, mas não ficou mais famoso.
E pra quem não sabe o quanto o homem foi fodão, segue abaixo um vídeo que eu não me canso de ver. Brizola ganha direito de resposta no Jornal Nacional, lido por Cid Moreira, que vejam bem, não usa bigode.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
#173 - Chanceler de Ferro
Em relação a certos homens, é melhor não falar nada. Convém deixar que eles mesmos falem:
"O apelo do medo nunca encontra eco em corações germânicos"
"Leis são como salsichas, é melhor não vê-las sendo feitas"
"Nunca acredite em nada em política, até que tenha sido oficialmente negado"
"Política é a arte do possível"
"A política arruina o caráter"
"Importante é fazer história, não escrevê-la"
"O segredo da política? Faça um bom tratado com a Rússia"
"Há algum tipo de providência divina que protege os idiotas, os bêbados, as crianças e os Estados Unidos da América"
Otto von Bismarck
sábado, 29 de março de 2008
#172 - Mulato inzoneiro
Ary Barroso, apesar de figura pra lá de folclórica, não torcia pro Botafogo.
Flamenguista fanático (não vou usar o consagrado "doente" para evitar o pleonasmo), ficou famoso como um dos fundadores da famigerada "Flaprensa", com suas narrações absolutamente parciais, chegando a abandonar o microfone seis minutos antes de terminar a final do carioca de 44, quando seu time se sagrou tricampeão.
Importante notar, no entanto, que a gaitinha que Ary tocava para assinalar os gols durante suas transmissões foi inaugurada no Clássico Imperial: Vasco 7 x 0 São Cristóvão.
Demonstrando a independência em relação à imprensa que marca sua atuação até hoje, a diretoria do Vasco chegou a proibir a entrada de Ary em São Januário, após ser criticada pelo músico. Para transmitir a partida do cruzmaltino contra o Fluminense, Ary subiu num telhado nas vizinhanças e fez a locução usando binóculos.
Como vereador, fez na década de 40 propostas muito à frente do seu tempo, como a coleta seletiva de lixo e a criação de um órgão de defesa civil.
Agora, surpreendente mesmo foi a ocasião da morte deste grande ídolo. O autor de "Aquarela do Brasil" morreu num domingo de carnaval, 9 de fevereiro de 1964, quando na Avenida Presidente Vargas a população carioca aguardava a entrada do Império Serrano, que desfilou com o enredo "Aquarela Brasileira" em sua homenagem.
quinta-feira, 15 de novembro de 2007
#136 - José Sarney

Oligarca, ex-presidente e dono do Maranhão, José Sarney é um grande exemplo de bigode no poder. Sua passagem pelo Planalto foi marcada pela capacidade de mobilizar os brasileiros, sempre às ordens para fiscalizar reajustes de preço.
Coroné e dotô, nasceu José Ribamar Ferreira de Araújo Costa. Sarney era o nome de seu pai, homenagem do avô ao patrão, um inglês chamado de Sir Ney. Nas primeiras aparições políticas, era conhecido como Zé do Sarney.
Ao longo da vida, teve coragem de lançar um livro chamado Marimbondos de Fogo, decretar a moratória da dívida externa e, mais tarde, ir morar no Amapá. Dono de maciço bigode, foi imortalizado pela Academia Brasileira de Letras, numa homenagem dos sábios nativos ao conjunto trapezoidal de pelos que enfeita seu rosto sisudo.
Não tão sisudo assim na foto que ilustra o post, o bigode de Sarney mostra que mesmo quem entra pro bonde do mal, um dia já foi criança.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
#128 - Jorge Videla
Jorge Videla representa una cepa de hombre que esta para morrir e tieve em Saddam Hussein un de sus últimos representantes: lo tirano de bigod. Jorgito hay subido al poder después de derrubar la presidente María Estela Martínez de Perón, a Isabelita, sucessora de Evita em la alcova de Perón. Governou lo país austral de 1976 a 1981, passando el ruedo em los opositores y mostrando que en Argentina quiem manda é nóis.
Para dejar bien claro que no era buena persona, arrumou un arranca-rabo com el vizinho Chile, por las islas de Picton, Lennox e Nueva. Trés pedaços inutiles de gielo e lo oceano.
En la imagem abajo, Videla posa de Mr Burns
Videla fue tambien el responsable por una de las majores verguenzas desportivas de toda la história. Ele era el presidente durante la Cuepa de 1978, en que Argentina hay ganado robado la taça, apesar de Brasil no haber perdido un juego sequer. Ademas, la finalista Holanda non tinha Johan Cruyff, que recusou-se a ir à Argentina em protesto contra la ditadura de Videla.
Despues de ir preso por los crimes cometidos en la ditadura, fue indultado por Menem e hoy vive em prison residencial, por su edad.
No hay compreendido este post? Pero hoy es Lo Dia Internacional de Hablarse Portuñol, maricón!
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
#126 - Chiquitaaaa
O senador Caxias é muito mais que ídolo, é ícone. Primeiro por ter feito parte de uma novela marcante, épica mesmo: Rei do Gado. Depois, por ter sido uma voz de defesa do povo entre os poderosos. O país parava toda noite para assistir ao senador, com voz embargada e senil, chamar sua musa-doméstica: "Chiquitááââãã".
Mas o senador não era apenas romantismo. Quem não se lembra do discurso que Caxias fez sobre a reforma agrária, para um plenário vazio? Quem não se lembra do realismo-fantástico no velório do senador, com a antológica presença de Eduardo "Blowin' in the Wind" Suplicy e Benedita "Pecado Capital" da Silva?
Um personagem tão marcante que gerou um anti-Caxias no péssimo trailler "Brasília 18%", de Nelson Pereira dos Santos. (Chegaram a lançar o filme? Só vi o trailler...)
Ainda assim, Caxias continua imageticamente ausente da Internet. Falha que precisamos corrigir. Aceitamos ajuda dos nossos leitores, mas continuaremos buscando essa foto.
quarta-feira, 26 de setembro de 2007
#119 - No início, havia o bigode
As imagens são raras. Os registros fotográficos, perdidos. Mas no início da caminhada rumo ao poder do filho pródigo de Caetés, havia lá o impávido e resistente bigode.
Numa época em que as palavras valiam mais que cuecas, que o punho se fechava e erguia-se diante do opressor, que os braços se cruzavam coletivamente, que o Coringão penava mas não freqüentava as páginas policiais, Luis Inácio, torneiro mecânico, líder sindical, homem do diálogo, honrava a brava gente brasileira com seu bigode rebelde!
Porém o tempo é implacável e logo atrás, ao olharmos a história, podemos perceber que para Lula, assim como o bigode jamais seria o bastante, o reconhecimento de seus companheiros de luta também não. Lula quer o mundo, o infinito, o inolvidável. E logo de seu bigode cultivou hirsuta barba.
sexta-feira, 20 de julho de 2007
# EDIÇÃO ESPECIAL: Toninho Malvadeza

Na foto, ACM faz seu discurso de renúncia no Senado, após o episódio da quebra do sigilo das votações.
A única imagem que à cabeça nesse momento é ele como primeiro ministro de Saddam Hussein no inferno. É a sina de todo brasileiro ilustre, ter sua popularidade restrita ao Brasil pela barreira da língua. Se ACM tivesse feito tudo o que fez em inglês, certamente teria sido personagem do South Park, tripudiando ainda mais do Diabo do que o próprio Saddam.
O político do Democratas (SIC), segundo a wikipédia, "É conhecido por "Toninho Malvadeza", por conta de suas constantes ações repressoras contra a oposição durante o regime ditatorial".
Enfim, um detrator dos bigodes.

