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terça-feira, 29 de abril de 2008

186 - Michel Foucault

Antes de tornar o filósofo favorito do pós-esquerdismo, Foucault se dedicava à física e criou o famoso pêndulo que serviu de inspiração para uma das obras de Umberto Eco com mais conteúdo erótico.

O "Pêndulo de Foucault" se trata de uma posição sexual através da qual se prova matematicamente a rotação da Terra. De acordo com uma complexa equação descoberta pelo filósofo francês, tal posição jamais poderia ser feita numa massa planetária imóvel. A outra conclusão a que Foucault forçosamente chegou com seu cálculos foi que essa posição só poderia ser feita por dois homens.

Infelizmente, pelas regras do blogspot, não podemos colocar a imagem da posição sexual no blog. Segue abaixo a equação matemática que explica como os dois corpos devem se comportar durante o ato.



onde ω é a oscilação própria do pênis, g é a aceleração da gravidade e l o comprimento do pênis. A título de exemplo, se no instante t = 0 o pênis passa em O com uma velocidade V0 segundo o eixo Ox, dá a maior merda.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

#179 - Lost Zweig

Um judeu austríaco, que veio morar no Brasil fugido da ditadura nazista, escreveu um livro chamado "Brasil, país do futuro"

Deslumbrado com nosso desbunde, o gringo fez, logo na introdução, a melhor definição do "bom selvagem" que o povo brasileiro poderia receber. Senão, leiam:

"O Brasil foi a única entre as nações ibéricas que jamais conheceu perseguições religiosas sangrentas, nunca viu arder as fogueiras da Inquisição, em nenhum outro país os escravos foram tratados de forma relativamente mais humanitária. Mesmo suas revoltas internas e mudanças de governo se efetuaram praticamente sem derramamento de sangue. O rei e os dois imperadores que a vontade do Brasil de se tornar independente fez deixar o país retiraram-se sem serem importunados, sem ódio. Desde a independência, mesmo os líderes de revoltas e levantes fracassados não tiveram de pagar o preço com a vida. Os governantes deste povo sempre se viram inconscientemente forçados a se adaptar a esse espírito de conciliação.

Não foi acaso o fato de que durante décadas, a única monarquia entre todos os países da América – o Brasil teve como seu imperador o regente mais democrático e mais liberal de todas as cabeças coroadas. E hoje, enquanto ditadura, conhece mais liberdades individuais e contentamento do que a maioria dos nossos países europeus.

Por isso, é sobre a existência do Brasil, cujo único desejo é a construção pacífica, que repousam nossas maiores esperanças de uma civilização futura e de pacificação do nosso mundo devastado pelo ódio e pela loucura. Onde quer que forças éticas estejam trabalhando, é nosso dever fortalecer essa vontade. Ao vislumbrar esperanças de um novo futuro em novas regiões em um mundo transtornado, é nosso dever apontar para este país e para tais possibilidades."

Zweig se suicidou em 1942, em Petropólis, desgostoso com a verve ruim que rolava na Europa naquela época e sem ver o que os deuses preparavam no futuro próximo para Paraíso Tropical.

sábado, 29 de março de 2008

#172 - Mulato inzoneiro

Ary Barroso, apesar de figura pra lá de folclórica, não torcia pro Botafogo.

Flamenguista fanático (não vou usar o consagrado "doente" para evitar o pleonasmo), ficou famoso como um dos fundadores da famigerada "Flaprensa", com suas narrações absolutamente parciais, chegando a abandonar o microfone seis minutos antes de terminar a final do carioca de 44, quando seu time se sagrou tricampeão.

Importante notar, no entanto, que a gaitinha que Ary tocava para assinalar os gols durante suas transmissões foi inaugurada no Clássico Imperial: Vasco 7 x 0 São Cristóvão.

Demonstrando a independência em relação à imprensa que marca sua atuação até hoje, a diretoria do Vasco chegou a proibir a entrada de Ary em São Januário, após ser criticada pelo músico. Para transmitir a partida do cruzmaltino contra o Fluminense, Ary subiu num telhado nas vizinhanças e fez a locução usando binóculos.

Como vereador, fez na década de 40 propostas muito à frente do seu tempo, como a coleta seletiva de lixo e a criação de um órgão de defesa civil.

Agora, surpreendente mesmo foi a ocasião da morte deste grande ídolo. O autor de "Aquarela do Brasil" morreu num domingo de carnaval, 9 de fevereiro de 1964, quando na Avenida Presidente Vargas a população carioca aguardava a entrada do Império Serrano, que desfilou com o enredo "Aquarela Brasileira" em sua homenagem.

sábado, 1 de março de 2008

Mustache Update #16

O fotografo americano Tony Stamolis tem, na seção de projetos d seu site, uma série entitulada "IDAHO MUSTACHE RIDE". idaho mustacheConfira!

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

#162 - Marighella


Esse cara passou, durante o Estado Novo, longos períodos preso em Fernando de Noronha e Ilha Grande. Foi preso pela tchurma do Filinto Müller e torturado às pampas. Durante o período demcrático, não se fez de rogado e seguiu na clandestinidade; comunistão*. Depois do golpe de 64 explodiu um monte de milico antes dele próprio ir pro espaço.

O pior da ditadura foi o extermínio de toda uma grande geração de políticos adeptos da ideologia do pau-na-mesa. Se Marighella fosse vivo hoje, seria certamente o Ministro da Defesa de Lula. A crise aérea, por exemplo, seria resolvendo abatendo à bala pilotos que deixassem seus aviões atrasarem.


* O comunistão não é uma ex-república soviética. Mas deveria ser!

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

#154 - Alberto Santos Dumont


Falar do brasileiro Alberto Santos Dumont é falar de um homem que esteve sempre em busca de algo maior que a vida. Só uma coisa esteve sempre a frente dele durante sua existência - seu bigode.

Durante sua existência, o brilhante Albertinho jamais se conformou com fatos corriqueiros. O que o homem comum aceitava como hábitos, Santos Dumont encarava como desafios.

Nascido em Barbacena, interior mineiro, Santos Dumont faturou uma bolada de herança e foi estudar engenharia em Paris. Logo se interessou por experimentos aeronáuticos extremos, sem apelar balões mais leves que o ar!

Em sua busca pela dirigibilidade no ar, Dumont chegou a encarar a morte de frente, mas sempre com dignidade. Veja o impressionante relato de uma de suas tentativas de içar vôo num dirigível de sua própria manufatura que havia dado pau a 400 metros do chão: "“A descida efetuava-se com a velocidade de 4 a 5 m/s. Ter-me-ia sido fatal, se eu não tivesse tido a presença de espírito de dizer aos passantes espontaneamente suspensos ao cabo pendente como um verdadeiro cacho humano, que puxassem o cabo na direção oposta à do vento. Graças a essa manobra, diminuiu a velocidade da queda, evitando assim a maior violência do choque. Variei desse modo o meu divertimento: subi num balão e desci numa pipa.”

Sua primeira façanha nos ares foi a construção e pilotagem duma aeronave capaz de percorrer 11 km em 1/2 hora, contornando a Torre Eiffel. Mas ele não se deixou seduzir pela glória banal de ganhar o reconhecimento do Aeroclube da França, ser considerado o Pelé dos aeronautas e ter inventado o dirigível. Ele continuou suas pesquisas até que no dia 23 de outubro de 1906 o masta-pimp dos céus levantou no ar o 14-Bis, primeira aeronave a sair do chão por seu próprio esforço e ainda por cima sendo mais pesado que o ar!

Daí em diante, a vida do genial voador entrou numa espiral dramática! Acometido por uma esclerose múltipla, se afastou dos inventos aéreos e da vida social. Os anos trataram de transformar os aeroplanos em máquinas de guerra, o que lhe causava profunda depressão. A visão de aviões bombardeando São Paulo durante a Revolução Constitucionalista de 32 o levou ao suicício.

Mas não foi apenas o avião e o dirigível que foram inventados por Alberto! Ele inventou ainda o relógio de pulso, a homossexualidade brasileira pós-moderna, o Led Zeppelin e o suicídio de resultados! E ainda por cima foi eleito para a Academia Brasileira de Letras! Isso pra não mencionar que Tom Cruise deve muito de sua carreira a nosso inventor!

Com este autêntico ídolo de bigode, seu blog favorito encerra as atividades de 2007. Aos bigodudos e bigodudas, muitas estimas de um feliz natal e um 2008 nietzscheano!

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

#148 - Tony da Gatorra


Esse mito riograndense dedicou sua vida a lapidar um instrumento que pudesse protestar contra a miséria, a impunidade, a indiferença desse país. Não se conformaria com a estética pronta de um hippie e, em lugar da barba desgrenhada, lançou um bigodão no meio do rosto. Sua música é de protesto! E o protesto, é pela PAZ!

(Sugestão: abra o myspace de Tony em outra janela e deixe rolando "Droga Fatal")

Depois de anos vivendo um vida humilde, dividindo seu tempo entre a música e o conserto de eletrodomésticos (Tony é engenheiro eletrônico), o mundo começa a descobri-lo, a partir de sua lendária apresentação num acampamento comuna em Porto Alegre, em 2002. A lembrança de Tony se apresentando debaixo da chuva será para sempre guardada no coração dos 5 fãs cariocas que puderam presenciar o momento.

Recentemente, Tony embarcou numa parceria internacional com o também construtor de instrumentos exóticos e atonais, Gruff Rhys, do Super Furry Animals. Confira uma apresentação da banda deles em Liverpool, tocando a gatôrrica House Full of Mirrors, nesse ano:



De lá para cá, vem experimentando o doce sabor do sucesso. Famoso, Tony agora produz gatorras em série e as vende, o que deve garantir um rendimento maior do que consertar tevês, mas vai saber. Já está na número 10 e, segundo informa seu blog, por apenas R$2,000,00, ela pode ser sua.

Gatorra número 10, à venda pelo
http://www.tonydagatorra.blogspot.com/

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

#135 - Movember

Mick Fanning sagrou-se campeão mundial de surfe no Brasil no final de outubro e logo a seguir decidiu emprestar seu carisma e prestígio à campanha Movember. O rapaz, além de ser craque na prancha, demonstra que não basta surfar, é preciso amar o próximo - e não existe expressão de amor mais profunda que um belo bigode.

Movember é uma campanha que visa combater o câncer na próstata e a depressão através de doações filantrópicas, mas de modo muito melhor que o método convencional. As pessoas são convocadas através do site da campanha a cultivar um bigodão por todo o mês de novembro e se inscreverem como voluntários. Quem simpatizar com o bigode, pode fazer sua doação em nome do bigode escolhido no site.

Fanning cooptou outros amigos surfistas a tomarem parte na campanha e adotarem para si um bigode. Nós do IdB, apoiamos a causa.

Aliás, olha só que legal: "O Movember terminá com uma grande festa onde Tom Selleck e Sacha Baron Cohen, ator que interpreta o personagem Borat, vão disputar o título "Homem de Movember". Tem como não apoiar?

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

#125 - Hulk Hogan - o bigode enquanto marco histórico, geopolítico e cultural


Os anos 80 nos Estados Unidos ficaram erroneamente conhecidos como a Era Reagan mas, na verdade, a figura mais emblemática da década foi mesmo a de Mr. Hogan, um grande homem que aparecia em Rocky III e detinha os direitos de subir no ringue ao som de Eye of the Tiger. A mudança de caráter, ascensão e decadência desse grande bigode - descolorido, ridículo, épico - da luta livre se confunde com os rumos da humanidade e do bigode, nesse período de transição e incerteza global.

O problema é que Super-Homem, Rocky e outros heróis não tinham bigode
Para entender a carreira de Hogan, é preciso analisar o cenário mundial do momento. A URSS não preocupava tanto, pois Gorbatchev já abrira os trabalhos de dissolução do bloco, regados a vodka e sem hora para acabar, num festão russo batizado "perestroika e glasnost", que seriam as dançarinas de cabaré preferidas do premier. No entanto, surgiam novos pesadelos. Por um lado, o poderio econômico nipônico e, por outro, a instabilidade do Oriente Médio que afetava os suprimentos de petróleo. Esses fatores levariam a uma combinação trágica para os norte-americanos, pois o Japão veio crescendo o olho para cima do esporte e do entretenimento ocidental e comprou Hulk Hogan, a peso de ouro, para lutar em sua liga nacional. Justamente Hogan, que, apesar de impopular por não ser moralmente virtuoso, era o único bigode capaz de enfrentar o impiedoso Iron Sheik, o sunita porradeiro de bigode que assolava a WWF - World Wrestling Federation - e tirava o sono da nação do Norte. Todos sabiam que se o título caísse nas mãos do Sheik, os árabes iam começar a dar as cartas nas negociações de petróleo.


Era preciso forjar urgentemente um ídolo de bigode
Hábil na condução de crises internacionais como um Robert S. McNamara, o novo diretor da WWF, Vince McMahon Jr. - uma espécie de Kleber Leite saxônico - ignorou a "burocracia" de sua própria "federação", convocou e inscreveu Hogan como substituto do finalista que enfrentaria o Sheik pelo cinturão de 83-84. Obviamente, Hulk foi quem entrou no ringue montado no Madison Square Garden lotado para a Luta do Milênio entre os dois bigodes.

A manobra, além de polêmica, era delicada e arriscadíssima, porque exigiu uma mudança na imagem de Hogan e porque gerou a fúria do vingativo dono da AWA - American Wrestling Association - pela qual Hogan havia iniciado sua carreira, como mostra o trecho da wikipedia abaixo:

"Hogan made his return to the WWF at a TV taping in St. Louis, MO on December 27, defeating Bill Dixon. On January 3, 1984, Hogan appeared at a TV taping in Allentown, PA, saving Bob Backlund from a three-on-one assault. Hogan's turn was explained simply by Backlund: "He's changed his ways. He's a great man. He's told me he's not gonna have Blassie around". The storyline shortcut was necessary because less than three weeks later on January 23, Hogan won the WWF Championship, pinning The Iron Sheik in Madison Square Garden. The storyline accompanying the victory was that Hogan was a "last minute" replacement for the Sheik's original opponent, and became the champion by way of being the first man to escape the camel clutch (the Iron Sheik's signature move). He became the first ever Southern-born WWF Champion in history. In Hogan's autobiography, he says that The Iron Sheik told him that Verne Gagne, furious over Hogan's defection from the AWA, had offered the Sheik $100,000 to break Hogan's leg during the title bout, but the Sheik correctly saw the potential for making millions working a feud with Hogan and refused."
Mas, no fim, foi tudo em vão
Com a chegada dos anos 90, as grandes paixões, os grande heróis e os grandes bigodes foram todos sacrificados em prol das posturas politicamente corretas. Apesar de ter libertado o mundo da ameaça árabe representada pelo letal "golpe do camelo" do Sheik, Hogan não teve o reconhecimento merecido. Uma onda de liberalismo-moralista, pregando valores como a não-violência, o não-uso de esteróides e o diálogo em vez do enfrentamento, varreu o sonho de Hogan e, com ele, o status de autenticidade do bigode na era pós-nuclear.

A WWF se reformulou, numa linha de maior preocupação com o meio ambiente, a biodiversidade e o aquecimento global, traiçoeramente aposentou Hulk Hogan e adotou o Panda como seu novo símbolo.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

#110 - We are the champions, my friend

Entre os dias 31 de agosto e 2 setembro, a Terra parou em Brighton. Por quê? Porque tivemos a edição do inolvidável CAMPEONATO MUNDIAL DE BIGODES E BARBAS, o popular World Beard and Moustache Championships! O evento reuniu entusiastas da causa maior do homem viril capitaneados pelo "The Handlebar Club", sediado num pub lodrino chamado Windsor Castle.

O Handlebar Club aceita associados de todo o mundo desde que estes cultivem uma bela bigoda mui hirsuta sobre os lábios que se extenda orgulhosamente pelas pontas. Barbas não serão aceitas como membros! Felizmente, pode-se filiar como parceiro do Handlebar caso você não possua o bigode necessário para ser um dos eleitos.

Membros do Handlebar Club comemorando 50 anos de muita sagacidade.


O Ídolos de Bigode publica abaixo uma amostra dos vencedores de 2007! Caso você queira ver mais grandes homens, clique aqui.

Paul Lewis (Ing), campeão na categoria Bigode Natural.

George Lutz (Ale), campeão na categoria Bigode Inglês.

Karl-Heinz Hille (Ale), campeão na categoria Semi-Barba Imperial.

Max Pankor (Ale), campeão na categoria Bigode Dali.

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

#97 - Marcel Duchamp

Nota editorial:
Já foram citados aqui alguns ídolos que, apesar de não usarem bigode, eram capazes de enfrentar as adversidades com exuberância e brios de um genuíno bigodudo. Bigodes de preconceito, do tipo invisível. Porém, como no IdB temos um rígido critério de seleção, mesmo caras sagazes do calibre de Gérson, Chuck Norris e Rod Stewart não puderam ascender a um post só deles. Eles foram grandiosos mas, lamentavelmente, não nos deixaram alternativas a não ser a mera citação en passant. A regra é clara e não pode ser relativizada: bigode no buço e no coração.

Entretanto, HÁ bigodes além do horizonte e, para conhecê-los, é preciso ver, em vez de apenas olhar, como ensina um papa de auto-ajuda empresarial. Dizia o mestre que o incipiente olho humano só reconhece o que está iluminado, dentro do campo de visão e bem na sua frente. Por isso, se queremos ser líderes na vida, devemos sempre buscar ver, adquirindo em módicas prestações uma tocha primitiva, ou binóculos, ou talvez um raio-x. Só assim, bigodes ocultos como o de hoje serão conhecidos.

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De Marcel Duchamp, pode-se afirmar que realmente usou bigode. Apesar de nunca tê-lo usado sob o nariz, usou a força do bigode para romper o pedestal e o paradigma, revolucionar e renovar as artes, num momento de crise.


Esse é o bigode de Marcel Duchamp. Depois dessa façanha, o que menos definiria sua persona seria seu rosto.

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Abaixo, temos uma reprodução de um de seus mais intrigantes trabalhos, curiosamente entitulado "o urinol".


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ps: para que não pensem que cometemos injustiças, vale lembrar que alguns antibigodes são publicados em repúdio aos desserviços que seus donos prestaram à penugem infra-nasal, para servirem de doloroso exemplo.

sábado, 11 de agosto de 2007

#87 - Ski-Ba-Bop-Ba-Dop-Bop

............__--==ESPECIAL DIA DOS PAIS==--__............


Não, hereges! O título deste post não tem nenhuma relação com o maldito miguxês.

Nos anos 90 um bigode afrontava o senso comum na mediocridade geral da MTV. Scatman John era um talentoso pianista de jazz com um sério problema de fala. Sim, John era completamente gago, mas apesar disso gostava muito de cantar. Para conciliar o defeito com seu sonho, criou o "stuttering jazz", um estilo musical do qual ele é até hoje o único representante.

Como muito bem definiu a leitora Julia Krüger, que nos sugeriu o verbete, Scatman era uma "música muito legal dos anos 90. pena que ele morreu antes de ensinar todo mundo a fazer isso com a boca".



Aí estava o segredo dele, Julia. Bastava ser gago!

Pra quem acha que isso é brincadeira, vai lá na wikipedia e vê que o homem ganhou o prêmio Annie Glenn da American Speech-Language-Hearing Association, por serviços prestados à comunidade dos gagos e foi nomeado para o Hall da Fama da National Stuttering Association.

Morreu de câncer no pulmão em Los Angeles, aos 57 anos. Um bigode que desafiou os cânones estéticos do seu tempo e todas as limitações fonoaudológicas para alcançar um sonho. Para os intelectualóides vazios e para os menores de 20 anos que ainda tem alguma dúvida sobre a importância de Scatman, o compacto de "Scatman (Ski-Ba-Bop-Ba-Dop-Bop)" ocupou as seguintes posições nas paradas de sucesso pelo mundo, em 1994:

#1 Escandinávia
#1 Bélgica
#1 Suíça
#1 Áustria
#1 Itália
#1 Espanha
#1 Turquia
#1 França
#1 Irlanda
#1 Portugal
#2 Alemanha
#2 Holanda
#3 Reino Unido
#4 Brasil
#7 Austrália
#10 EUA Dance Music
#36 Japão
#60 EUA

quarta-feira, 25 de julho de 2007

#73 - Pierre de Frédy

O esporte é univerasl. Por isso, dando seqüência à homenagem feita aos bigodudos das 3 américas que brilharam nos Jogos Pan-Americanos, ampliamos nossos horizontes e invocamos a lendária figura de Monsieur Le Baron de Coubertin, idealizador dos Jogos Olímpicos Modernos e - não surpreendentemente - dono de um dos mais bem cuidados moustaches dos 5 continentes, dos 7 mares e de todas as eras da civilização, soit moderne ou classique.

O pedagogo francês, notório incentivador da inserção do esporte no currículo escolar, se valeu de escavações feitas em Olímpia - que despertaram o interesse mundial pelos Jogos realizados na Antigüidade, na Grécia -, para promover, em 1896, as primeiras Olímpiadas da era moderna, sediadas em Atenas.

(Obs: O Pan-Americano só seria idealizado nos anos 20, a ODEPA estabelecida em 1932 mas a realização do primeiro evento adiada para 1951 por causa da II Guerra.)

Agora, a cereja do bolo: Barão de Coubertin era tão roots, mas tão roots quando o assunto era Olimpíada, que seu corpo foi sepultado em Paris, MAS SEU CORAÇÃO E SEU BIGODE estão enterrados nas ruínas de Olímpia.

(Ok, foi só - acha pouco?!! - o coração mesmo: pt.wikipedia.org/wiki/Pierre_de_Coubertin)

quarta-feira, 23 de maio de 2007

#14 - Without deviation from the norm, 'progress' is not possible


Tava sem saco de escrever. Então copiei da Wikipedia:

Frank Vincent Zappa (21 de Dezembro de 1940, Baltimore, Maryland – 4 de Dezembro de 1993, Laurel Canyon, Los Angeles, Califórnia) foi um dos músicos e compositores mais prolíficos do século XX. A sua obra musical estende-se desde o rock até à música clássica, passando pelo jazz e música de fusão. É também guitarrista de suprema invenção. Para além da obra musical, realizou filmes e escreveu diversos livros. O seu acervo, com milhares de concertos e gravações que foi fazendo ao longo dos seus cerca de trinta anos de actividade permanece ainda parcialmente inédito.


Interviewer: "So Frank, you have long hair. Does that make you a woman?"
FZ: "You have a wooden leg. Does that make you a table?"