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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

#153 - Across the universe

Bono é um chato politicamente correto que viaja o mundo defendendo causas perdidas para aumentar sua popularidade, certo?

Errado! Uma audição até superficial das músicas do U2 mostram que muitas delas são bastante provocativas. O sujeito já compôs com Bob Dylan e tocou com B.B. King e torce pra única seleção que mantém a beleza rústica do futebol, numa era em que se perde tempo com o balé enfadonho de gente como Kaká.

Pois mesmo com uma carreira estabelecida, Bono sabia que algo ainda faltava. E ganhou de presente o melhor papel do excelente Across the Universe.

Certos filmes podiam durar pra sempre. Música pra isso tem.

PS.: Notável também a participação de Joe Cocker.

sábado, 1 de dezembro de 2007

#145 - Earl Hickey, bigodón Californian estaile

Nosso herói Earl Hickey (Jason Lee), da série My Name Is Earl, que passa no FX, é o típico vagabundo gerado nas famílias WASP (white-anglo-saxan-protestant), dos EUA. Exemplar do white trash americano, ele tem um irmão disfuncional, é brigado com o pai e, nenhum cdf, claro, muito menos com disposição para se tornar jornalista, colecionador de gibis ou de discos, virou um ladrãozinho barato de lojinhas de conveniência, postos de gasolina e quetais.

Parêntese - Jason Lee, o ator, era um campeão juvenil de skate que pendeu para o cinemão hollywoodiano. Ele aparece em quase todos os filmes do diretor e quadrinista Kevin Smith. Fecha parêntese.

Apesar de todo o rigor usado na descrição acima, Earl é um cara muito bacana e de bom coração, o típico ladrão de galinhas, metido a esperto. Nos morros do Rio, não passaria de mais um otário ou um papa-bíblia. Mas, o cara curte Rock´n´Roll e nasceu na Califórnia!!! Fã de AC/DC e outras coisas boas da vida, como carros velhos, ostenta seu bigodón em busca de amor sob o sol e a poeira num buraco qualquer perto da fronteira com o México. Prova de sua gana de pegador é que Earl é pai, pelo menos no papel, de dois filhos com a gostosa da Joy (Jaime Pressly).

Um belo dia todo otário se dá bem, já diria alguma frase de algum filme perdido da fase gloriosa do nosso cinema nacional, nos anos 70, e Earl ganha 100 mil doletas na raspadinha. Na comemoração, ele é atropelado e perde o bilhete. Quando ainda estava hospitalizado, o bilhete reaparece e Earl é influenciado pela entrevista de um ex-jogador de futebol (americano!!!) na TV, contando sobre como descobriu o karma (aquele lance que diz todo o mal e todo o bem que você faz volta para você).

Mesmo rico, Earl não abandona o bigode e inicia sua saga, com as mesmas camisas de flanela vagabundas do Wal-Mart... Faz uma lista com todas as coisas más que fez ao longo de seus trinta e poucos anos e tenta remediar cada situação, fazendo as pessoas chiques como nós que temos TV a cabo, dar risadas boas semanalmente há três temporadas.

Mas foi no episódio 20 “Boogeyman” (“Bicho Papão”), que Earl ganhou seu lugar no panteão do Ídolos de Bigode. Um garoto que Earl tenta fazer perder o medo do escuro pergunta: “Earl, como é ter um bigode?”. Nosso herói olha sério para o garoto e dispara: “Vou lhe dar um conselho: quando seu corpo estiver pronto, deixe crescer um”. Nunca um homem poderia dar melhor conselho a um garoto.

Escrito pelo leitor Zoyd, o alter-ego do jornalista MO, que tem o blog de memórias sentimento-musicais http://resenhassemjornal.blogspot.com/ e que, pela graça de Deus, é um paulista flamenguista até morrer.

O charme do bigode maroto de Earl.

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

#109 - Pastor Silas Malafaia


O Missionário RR Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus, ocupa, pregando, mais de 100 horas semanais da programação da televisão brasileira. Ainda assim, aposto, se você não é um aficcionado em tele-evangelistas, não se lembrará das feições plácidas desse homem de Deus.

Era exatamente nisso que o pastor e bacharel em psicologia Silas Malafaia, da rival Assembléia de Deus, estava pensando quando começou a deixar seu divino bigodão crescer. Na disputa audiovisual pelas almas dos espectadores travada por dezenas de caciques protestantes, Malafaia larga na frente porque tem pelo na cara.

Há mais de 25 anos, ele apresenta, impávido e performático, um programa que já se chamou IMPACTO (em maiúsculas mesmo), Renascer e hoje tem o nome de Vitória em Cristo. O show mexe com os brios do crente, a quem Malafaia seduz com sua sólida teologia da prosperidade e as passagens mais sinistras do Velho Testamento.

Com um bigode desses, qualquer fiel de bem abre a carteira. E, se não abrir, tem mais é que dormir abraçadinho com o Maligno mesmo.
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Testemunhe uma performance clássica do enfurecido Silas:

sexta-feira, 20 de julho de 2007

#68 - Ben Johnson

Quem viu a cena não esquece: o rapaz aí da foto larga em disparada na final olímpica dos 100m rasos de Seul '88 e deixa pra trás o grande Carl Lewis e seu recorde olímpico e mundial.

Dias depois, foi obrigado a devolver a medalha. Típico caso do flagrante da mão amarela após o peido no elevador fechado.

Não basta apenas ter o bigode. É preciso cultivá-lo.

terça-feira, 22 de maio de 2007

#13 - Muttley, faça alguma coisa!



O Dick Vigarista é certamente um dos principais responsáveis pela má fama atribuída ao bigode a partir de meados do século XX. Mesmo com suas trapaças, jamais conseguiu vencer uma Corrida Maluca. Na única disputa em que chegou na frente, foi desclassificado dando a vitória para a insossa Penélope Charmosa.

No alvorecer da Era de Ouro do Bigode, no final dos anos 90, Dick alcançaria sua redenção, quando Michael Schumacher (sem bigode) foi apelidado de Dick Vigarista graças à semelhança física e no estilo de dirigir.