Snoop Dogg (uma tirada em inglês com o cãozinho Snoopy, que fofo) é o nome artístico de Calvin Broadus Jr., rapper norte-americano. Snoop, que em juventude flertou com a música da igreja batista (o gospel) também logo se viu nas brigas de gangues. Não é por acaso nem merchan que Snoop sempre se destacou pelo seu gangsta rap (a versão ianque do Proibidão).
Snoop, que apareceu para o mundo musical como protegido de Dr. Dre, logo afirmou seu nome próprio - seja gravando hits ou marcando presença em delegacias e inquéritos policiais! Snoop e seu bigode não costumam falar da realidade das ruas do crime e da pilantragem apenas de fachada, nosso ídolo da vez é um entusiasta da cafetinagem, sendo sua presença constante no famoso Player's Ball, um evento tipicamente voltado para o bem-estar do homem norte-americano.
O homem, porém, não se basta. Ele fez de si próprio um personagem único e cativante no star system e Hollywood volta e meia o convoca para trabalhar nas telas, onde Snoop costuma geralmente roubar a cena encarnando tipos como ele: malandros, matreiros e maconheiros. Snoop é como seu mustache, não dá pontos sem nó. E melhor que falar sobre ele, é vê-lo em ação.
Snoop Dogg, em "Sensual Seduction". Oh, behave, baby!
segunda-feira, 12 de maio de 2008
#189 - Tha Doggfather
sábado, 9 de fevereiro de 2008
#163 - Cacildis forévis!
Antônio Carlos Bernardes Gomes foi músico, cantor dos Originais do Samba, mangueirense lendário, cachaceiro convicto e humorista da fina estirpe. Antônio Carlos, sobre todas as coisas, foi Mussum.
Mais que ídolo de bigode, Muça é exemplo pra toda uma geração do poder de um carisma. Convidado a integrar a trupe humorística dos Trapalhões no início dos anos 70, Mussum era o vertente negro do quadrilátero que também contava com um cearense matreiro, um gringo metido a espertalhão e um mineirinho enrustido.
Músico por formação, o Mumu da Mangueira era diretor da ala das baianas de sua escola de samba adorada e gravou um disco de samba em 78 (Água Benta). Sua fama se fez no programa dos Trapalhões onde protagonizou durante duas décadas tiradas muito divertidas. É dele o eterno "Cacildis!" e o imortal "Forévis".
Reza a lenda que seu apelido imortal lhe foi dado por Grande Otelo. Grande Otelo!
Abaixo, um pouco do talento do rapaz para as massas. Mussum eternis!
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
# 159 - Jece Valadão
Já faz mais de um ano, mas, para seus seguidores, ainda é difícil tocar no assunto. Jece Valadão, o cara mais durão do cinema nacional, entrou pelo cano eterno em 27 de novembro de 2006, aos 76 anos, deixando o mundo órfão da encarnação triunfal e fundamental do poder do bigode.
Ele morreu sem saber fazer café, acender um fogão ou arrumar a casa. “Minhas mulheres sempre fizeram isso pra mim”, contava o homem que, com mais de cem filmes e 50 peças de teatro nas costas, ficou marcado pelo estigma de cafajeste. Sexista confesso, chauvinista convicto, foi o irascível paradigma do macho brasileiro.
Começou como radioator em emissoras do interior do Espírito Santo e fez epquenos papéis até se consagrar na pele do malandro Miro em "Rio 40 graus"- catapultado por seu escrotérrimo bigode. Ajudou a fundar o Cinema Novo e lançou as bases do mito do cafajeste, que encarnaria pelo resto da vida.
Daí em diante, atuou em uma porrada de filmes e peças e - honra máxima - foi jurado do programa de calouros do Chacrinha. Pedro de Lara com sex appeal. Também encarou sem reclamar uma boa dezena de pornochanchadas – ou “comédias urbanas eróticas inspiradas na literatura”, como preferia chamá-las.
Nesse período, Jece se casou cinco vezes e teve um belo punhado de aventuras extraconjugais. Vivia num apartamento com a esposa da vez, encontrava em outro a amante oficial e mantinha uma garçonnière de emergência para “atender às aflitas”. Em suas múltiplas e movimentadas alcovas, fez nove filhos, dos quais reconheceu apenas cinco; os demais foram criados por outros homens. Mesmo dos herdeiros que considerava legítimos, Jece foi pai ausente e tornou-se célebre o episódio em que presenteou um filho de 7 anos com um fusca para compensar a falta de carinho.
Ao fim do casamento com a atriz Vera Gimenez - o quarto do currículo - Jece se deu conta de que nunca havia estado plenamente solteiro, apesar da alta rotatividade de amantes. Foi quando decidiu montar a Garçonnière Fundamental num apartamento duplex em Copacabana. Ao entrar no recinto, a moça da vez - "uma por dia" - não deveria ter dúvidas sobre o que aconteceria momentos depois. A porta da frente, ao se abrir, disparava sensores que acionavam uma cama que se desdobrava milagrosamente da parede, a água da piscina térmica do segundo andar começava a esquentar, um armário se transformava em bar e acendia-se uma luz tênue. "Mandei fazer tudo de propósito", dizia, “a menina tinha que entrar e pensar: vou ter que dar”. Na portaria, um leão de chácara impedia que mulheres que carregassem pasta de dente na bolsa entrassem no recinto. "Aí já era mudança. Eu não queria mulher se mudando pra lá", contava Jece, um verdadeiro ídolo de bigode.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
#157 - Cinderelos Baianos

O IdB não poderia deixar passar em branco os seminais bigodes responsáveis pela descoberta e apoteose dos enormes talentos de Carla Perez.
Beto Jamaica e Cumpádi Washington, ainda que a música deles tenha dado mais dor de cabeça do que a Cintra quente que se bebia nos diversos carnavais baianos Brasil afora (com menção-mais-do-que-honrosa para a boa e velha Ouro Preto-MG), conheço muita gente que tem sua cota de agradecimentos a acertar com essa dupla.
Abaixo, para matar saudades de dois dos maiores sucessos do É o Tchan!, uma letra daquelas que, na primeira audição, você já sabe que nunca mais sairá de sua cabeça; e, em seguida, uma apresentação cheia de genuíno axé-roots-brazil.
Pau que nasce torto
Nunca se endireita
Menina que requebra
A mãe pega na cabeça
Pau que nasce torto nunca se endireita
Menina que requebra
A mãe pega na cabeça
Domingo ela não vai
Vai, vai
Domingo ela não vai não
Vai, vai, vai
Segure o tchan
Amarre o tchan
Segure o tchan tchan tchan
Tudo que é perfeito agente pega pelo braço
Joga ela no meio
Mete em cima
Mete em baixo
Depois de nove meses
Você vê o resultado
Depos de nove meses
Você vê o resultado
Segure o tchan...
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
#149 - Tommy Seebach
O Pajé do Rock, o Lemmy da Disco Music, o Cãozinho dos Teclados da Dinamarca...
E VOCÊ, como tentaria definir Tommy Seebach depois de assistir ao vídeo da música Apache, aí abaixo? Do Metal Nórdico, ele herdou a voz de monstro e as risadas horripilantes; do disco music, os tecladinhos; do Brasil, o cenário, as roupas e o swing.
Sem mais delongas, com vocês, o mestre, o único cacique da única tribo indígena de louras gostosas da Dinamarca...