terça-feira, 3 de julho de 2007

#54 - Júnior, o Maestro


Grandes bigodes vêm com grandes responsabilidades e grandes responsabilidades diminuem de tamanho frente a um bigode de respeito. Foi o que a vida ensinou a Júnior, o segundo na linha sucessória do coração rubro-negro e dono de régio mustache.

Quando garoto, imberbe, foi lateral esquerdo de talento. Um gênio em um time gênios. Era fácil brilhar entre iguais, pelo menos entre iguais como Andrade, Adílio, Leandro e Rei Rei Rei o Zico É Nosso Rei. Nos memoráveis anos 80, Junior abiscoitou uma Libertadores, um Mundial Inteclubes, três dos quatro campeonatos brasileiros conquistados pelo Mengão na década e mais um punhado de Cariocas. Cheio de moral e já dono de um sólido bigode, foi para a Itália.

Mas um dever é um dever é um dever e o Maestro voltou ao Brasil, voltou ao Mengão para seu canto do cisne. Dessa vez, seria mais difícil iluminar corações e mentes com sua categoria: o timaço imbatível dos anos 80 havia sido gradualmente substituído por um escrete de feras feridas do calibre de Wilson Gottardo, Uidemar, Julio Cesar Imperador, Paulo "Sabiá" Nunes, Charles o Guerreiro e que tais. A camisa 6 que fora de Júnior era agora do intrépido Piá, grande batedor de arremessos laterias, pra você ter uma idéia.

Era o Maestro e mais 10.

Difícil? Sim, claro. Mas um bigode é um bigode é um poder.

Se a 6 tinha dono, Leovegildo vestiria a 5. Assim fez e montou sua escrivaninha no meio de campo do Flamengo, de onde despachou durante o ano da graça de 1992, levando o Urubu ao pentacampeonato nacional para em seguida deixar o futebol nos braços da torcida do Mais Querido e entrar para a História e para o futebol de areia.

8 comentários:

Eduardo Rodrigues disse...

Um jogador mediano.

Tiago disse...

você deve estar confundindo o maestro com aquele sósia de FHC que vestiu a 10 do bacalhau nos 80. esse sim era mediano: um dodô piorado.

godo disse...

Leovegildo da Gama é meu Senhor e nada me faltará.

Anônimo disse...

não falou do "voa, canarinho"... não colocou vídeos do capacete nos anos 80...

mas tudo bem.

Eduardo Rodrigues disse...

Falhas graves! Falhas graves!

Mas o post não ajuda...

Defunto Autor disse...

O sempre polêmico anônimo.

Anônimo disse...

esse era eu. esqueci de assinar.

Victor

Sicknsour disse...

esse cara é o maior gênio que vi jogar com o manto sagrado, depois do zico. sendo que só ele me deu a alegria de ver um título nacional, 92.