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quinta-feira, 12 de junho de 2008

Moustache Update 30 - Blue Is The Color

Felipão será o novo técnico do milionário Chelsea F.C., tradicional clube londrino conhecido pelos milhões de dólares injetados em seu departamento de futebol pelo mafioso russo Roman Abrahmovic, uma espécie de Castor de Andrade do primeiro mundo.

Até aí, nada demais. A questão é que a linguaruda imprensa britânica praticamente estragou a surpresa que o IdB vinha preparando para você, fazendo circular uma comparação entre Big Phil e o homem que nasceu para interpretá-lo em uma cine-biografia.

Malditos!




E aí, será que ainda tem graça?

sexta-feira, 16 de maio de 2008

#193 - Enciclopédia do Futebol


83 anos de Nilton Santos Eterno! Aqui, ele aparece à esquerda da foto, acompanhado pelo também ídolo Nílson, nos gloriosos anos do Alvinegro de General.

Quem quiser conferir a galeria de fotos históricas de Nilton Santos, pode ver na parte de esportes da edição de hoje do globo online.

Abaixo, um compacto de um dos mais difíceis jogos da copa de 62: a partida contra a Espanha. É imortal o lance em que Nílton Santos comete um pênalti, num momento em que a Espanha ganhava de 1 x 0, e inteligentemente dá um passo sutil até a linha da área, fazendo com que o juiz marque falta fora da área:



Parabéns, Nilton!

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

#127 - Viva a família Sardinha

À primeira vista muitos diriam que Pedro Neschling é apenas mais um atorzinho de Malhação. Mas os grandes homens se medem pelas causas que defendem; e Pedro defende a mais nobre das causas: O BIGODE.



Tá aqui o blog do cara. Que não é "só mais um blog" da Globo. E tá aqui a campanha de ordem cidadã (piada interna) que ele lançou. Finalmente estamos alcançando a grande mídia. Agora, meus queridos, o céu é o limite.

Aliás, muitos não sabem mas o embrião do Ídolos de Bigode foi uma campanha lançada em 2006 para que o Ronaldo usasse bigode na final da Copa do Mundo. Na época não conseguimos um apoio sequer. Essa reviravolta só prova o que já era óbvio: Estávamos a frente do nosso tempo. Felizmente fomos compreendidos antes da morte.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

#92 - Big Phil


O IdB presta hoje sua homenagem ao chefe da pentacampeã Família Scolari. Um homem de profundo conhecimento e solidez de caráter, cuja zaga dos sonhos seria formada por Ricardo Rocha e Mentor.

Maior vencedor de jogos consecutivos em Copa, Felipão tem ainda em seu currículo as inigualáveis façanhas de ter mostrado o verdadeiro futebol falcatrua do ineficaz Denílson e de ter recuperado o complexo maître-paraíba Rivaldo a tempo de servir umas bolas deliciosas - umas verdadeiras lasanhas, diria Silvio Luiz - de bandeja para o folclórico centroavante Ronaldo "Garfield" Nazário.

(Fazendo uma breve mas merecida digressão, Rivaldo, a chaga, o stigmata do futebol brasileiro, era um grande jogador com o potencial não-realizado que, de fato, nunca rendeu o que podia por falta de uma bigoda à la Rivellino. O Noronha sabe, o Luís Mendes sabe, os mestres sabem: para ocupar aquela posição de número 1 do Zagallo no meio-campo, tem que ter bigode, seja um de pêlos reais ou um de preconceito. Felipão estava consciente da adversidade mas conseguiu, com a presença de seu próprio bigode, emanar vitalidade suficiente ao craque sorumbático.)


Concentração com Luiz Felipe é coisa séria e profissional. Uma hora para ser explosivo; e uma hora de ser constrito. Uma hora de marcar o adversário; e uma hora de matar o adversário. Nada de chuteirinhas amarelas calçadas por pseudocraques, amarelões da cabeça aos pés, indignos da amarelinha e com a mão amarelada de quem peidou na farofa. Ele é uma rocha; ele é uma ilha. Treino, treino, treino e, para descontrair - como bom gaúcho-cidadão-do-mundo -, um chimarrão dançante ao som dos Bee Gees, ou um chimarrão relax ao som de Simon&Garfunkel. Só toca o fino da Canção Americana no DVD da sala de estar da Família Scolari.

Infelizmente para os brasileiros, Felipão teve que atender a um chamado mais forte do que o patriotismo e foi compelido, pelo poder do Bigode, a treinar o time português. Para seu azar, a Publicidade e a mídia golpista colocaram Cristiano "Patinação Artística" Ronaldo em seu caminho. Mas 2010 vem chegando e esse entrave imberbe não tarda a rodar, ó pá.

terça-feira, 3 de julho de 2007

#54 - Júnior, o Maestro


Grandes bigodes vêm com grandes responsabilidades e grandes responsabilidades diminuem de tamanho frente a um bigode de respeito. Foi o que a vida ensinou a Júnior, o segundo na linha sucessória do coração rubro-negro e dono de régio mustache.

Quando garoto, imberbe, foi lateral esquerdo de talento. Um gênio em um time gênios. Era fácil brilhar entre iguais, pelo menos entre iguais como Andrade, Adílio, Leandro e Rei Rei Rei o Zico É Nosso Rei. Nos memoráveis anos 80, Junior abiscoitou uma Libertadores, um Mundial Inteclubes, três dos quatro campeonatos brasileiros conquistados pelo Mengão na década e mais um punhado de Cariocas. Cheio de moral e já dono de um sólido bigode, foi para a Itália.

Mas um dever é um dever é um dever e o Maestro voltou ao Brasil, voltou ao Mengão para seu canto do cisne. Dessa vez, seria mais difícil iluminar corações e mentes com sua categoria: o timaço imbatível dos anos 80 havia sido gradualmente substituído por um escrete de feras feridas do calibre de Wilson Gottardo, Uidemar, Julio Cesar Imperador, Paulo "Sabiá" Nunes, Charles o Guerreiro e que tais. A camisa 6 que fora de Júnior era agora do intrépido Piá, grande batedor de arremessos laterias, pra você ter uma idéia.

Era o Maestro e mais 10.

Difícil? Sim, claro. Mas um bigode é um bigode é um poder.

Se a 6 tinha dono, Leovegildo vestiria a 5. Assim fez e montou sua escrivaninha no meio de campo do Flamengo, de onde despachou durante o ano da graça de 1992, levando o Urubu ao pentacampeonato nacional para em seguida deixar o futebol nos braços da torcida do Mais Querido e entrar para a História e para o futebol de areia.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

#41 - Dois bigodes em conflito

Rijkaard cospe em Voller, ao passar pelo jogador alemãoEste post homenageia dois grandes ídolos de bigode, que num momento de exaltação se envolveram numa séria querela copamundística. Citado em todas as listas de "melhores momentos totalmente reprováveis" da história do futebol, o fato se deu nas oitavas-de-final da Copa do Mundo de 1990, na Itália.

A Holanda era o melhor time do mundo, e tinha vencido a Eurocopa em 1988. Trazia no selecionado bigodes de relevância indiscutível, como o próprio Rijkaard e o ídolo milanês Gullit. A Alemanha, que se sagraria tricampeã do mundo naquele ano, não tinha entre seus astros principais nenhum mustache, mas também não ia a lugar nenhum sem os gols abigodados de Völler.

Conhecido também por seu temperamento forte, Völler arrumou briga com o goleiro holandês, van Breukelen. Durante a confusão, Rijkaard acertou duas belas cusparadas no adversário. Uma durante a discussão e outra enquanto saíam de campo, os dois expulsos. Como define muito bem essa matéria do Guardian, o segundo tiro acertou com perfeição o mullet de Völler.

Os dois deixam o campo de jogo, após serem expulsos, bigodes espumando de raiva

Obs.: Até pouco tempo atrás tinha o vídeo no YouTube. A Fifa, no entanto, numa atitude antipática e bastante infantil, mandou tirar. Quem achar outro link avisa que eu boto no ar aqui.