O único gato animado a merecer o título de vivaldino é o Manda-Chuva, um maroto gato de rua, morador dos becos, conhecedor das marquises, com papo malaco o suficiente para liderar uma trupe de felinos e ainda tirar uma onda com um oficial da lei, o Guarda Belo.
Manda-Chuva segue a filosofia de que "não existe prato de comida ou lambida de gatinha que eu não saiba ganhar". Reza a lenda que o cantor e compositor Francisco Buarque de Hollanda estava passando pelo famoso bloqueio de escritor quando, por obséquio, se deparou com um aparelho televisor mostrando as aventuras do sagaz gato sem botas... não deu outra, ele compôs a Ópera do Malandro inteira numa sentada só!
Malandro é o gato, que já nasce de bigode.
Confira abaixo o fino da bossa que era abertura do desenho animado que deixava a garotada mais sagaz.
quarta-feira, 8 de agosto de 2007
#84 - Manda-Chuva
terça-feira, 7 de agosto de 2007
#83 - Arqueiro
Muitos se enganaram durante a infância, levados pelo preconceito e avaliações errôneas a acreditar que o Arqueiro era viado. Não faltava quem achasse que o bigodudo de hoje gostava mesmo era de sentar no Vassourito.
O maior coração de Etéria, no entanto, era o único homem da Rebelião e lutava bravamente contra Hordak. Além disso, eventualmente, Arqueiro mostrava suas habilidades de ilusionista e disparava truques engraçadinhos em direção às curvilíneas heroínas com quem dividia a cena, à guisa de cantadas. Qualquer acusação de que do repertório de mágicas do rebelde bigodudo constavam o engolimento de espadas e o sumiço do pepino carecem de provas documentais.
Inclusivemente, nosso herói também tinha talentos musicais e usava sua harpa para compor canções em homenagem à Adora, que todos nós também homenageamos na pré-adolescência.
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Recupere sua simpatia pelo Arqueiro assistindo a esse vídeo, em que ele prova ser um legítimo love expeditionary, dono de um verdadeiro bigode festeiro. Ele e três mulheres - duas gatas e uma gordinha simpática (quem não adora uma gordinha simpática?) - gargalham juntos ao serem expostos a um pó mágico que fazia com que todos se sentissem mais soltinhos.
Especialistas garantem que as cenas seguintes à que você verá agora estão perdidas para sempre porque foram exibidas apenas na Bandeirantes da primeira metade dos anos 90, pra lá da meia-noite.
Assista:
segunda-feira, 6 de agosto de 2007
#82 - Edição Extraordinária - Djahjah

No primeiro ano, ele disse que estava cursando geografia na UFF. Faltou duas semanas de aula e ligou para as pessoas alegando estar num congresso de geógrafos na Bahia. Andava de jaleco da Cefet "para entrar de graça na barca", dizia.
Não contente, voltou com mais força no terceiro ano e reuniu - de um dia para o outro - mais de 60 pessoas num boteco para sua "despedida" do Brasil. Na véspera, ele mandara um email dizendo que havia ganho bolsa de estudos na NYU (sim, Nova Iorque) e que ficaria fora por um ano. Todo mundo acreditou. Pessoas cancelaram compromissos. O Rony violou o jejum judaico do Dia do Perdão para ir. Na verdade, Djahjah só ia ficar por um mês. Na verdade, ele ia para o Fórum Social Mundial, em Porto Alegre. Na verdade, ele não foi a lugar nenhum.
O Estado italiano acreditou que esse perigoso sujeito, obviamente de origem turco-otomana, era oriundi e lhe concedeu a cidadania européia. Gilberto Gil teve a coragem de lhe dar um emprego no Ministério da Cultura. Hoje, nesse presente dia, ele diz que está embarcando com a namorada para participar de um intercâmbio na Croácia. CRO-Á-CIA.
sexta-feira, 3 de agosto de 2007
#81 Mentor
Jamais houve mestre-de-armas mais competente do que Mentor, dono de um dos mais respeitáveis bigodes dos desenhos animados. Cientista versátil, excelente mecânico e confiável chefe da guarda real, nosso bigodudo de hoje era um dos poucos habitantes de Etérea a conhecer a verdadeira identidade de He-Man - o alter ego histriônico, violento, bronzeado e envolto em uma tempestade elétrica do príncipe Adam, o filho do patrão.
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Relembre a abertura do desenho:
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ATUALIZAÇÃO: O leitor Sidney Mirandão trouxe à caixa de comentários deste post uma questão que atormentou uma geração inteira: por que diabos o boneco do Mentor não tinha bigode??? A questão é pertinente e bem colocada, meu caro Sidney, e fomos atrás de uma resposta. IdB não deixa o leitor na beiça.
A solução para o enigma só confirma a carga semântica do bigode: os bonecos da Mattel vieram antes do desenho animado que consagrou os personagens - mais ou menos como os Comandos em Ação. Nessa primeira encarnação, Mentor não tinha bigode.

Depois do lançamento do desenho, a Mattel demorou um tempo pra atualizar o boneco e embigodá-lo de vez. Dizem os especialistas (!!!) que a segunda versão do brinquedo não chegou ao Brasil.
quinta-feira, 2 de agosto de 2007
#80 - EDIÇÃO ESPECIAL: Si, se puede!
Diante de certas imagens, o mundo pára.
A foto abaixo, da Vippcom assessoria, foi publicada nesta quinta-feira em diversos sites esportivos, e até mesmo em alguns humorísticos sem o devido crédito.
Esse fabuloso jogador de futebol não precisa provar mais nada a ninguém. Com ele no time, a torcida do Vasco voltou a sonhar, a ter esperanças de conquistar títulos relevantes e ver o time no seu lugar de direito: o alto das tabelas.
Perdigão é atleta de estilo refinado, futebol cadenciado. Atualmente é o cerébro da equipe; pelos pés dele passam todas as jogadas do Vasco. E, devagar e sempre, Cleilton Eduardo Vicente vai municiando os atacantes vascaínos, que só não vem sendo mais eficientes pela falta de pelagem overbeiçal.
Fica aqui nossa homenagem a esse atleta, e sobretudo grande figura humana que fez a torcida do Vasco voltar a estufar o peito e gritar: "Si, se puede!"
Obs.: Cliquem na figura e vejam Perdigão em toda a sua glória, em gigantesca imagem de alta definição.
#79 - Por Vishanti!
O bigode mais sobrenatural dos quadrinhos atende pelo nome de Stephen Vincent Strange, vulgo Dr. Estranho. Mago supremo do planeta Terra e mestre incontestável nas artes místicas e marciais, Strange dá um toque de macumba ao universo Marvel.
Sua gama de poderes é de cair o queixo. Projeção astral, telepatia, hipnose, teletransporte, transmutação, invasão de almas... O amigo é capaz de praticamente tudo. Pedindo com jeito, ele até traz de volta a pessoa amada.
Strange era um bem-sucedido neurocirurgião, até que teve o uso das mãos comprometido por um acidente. Inconformado, foi até o Himalaia tentar se curar com um feiticeiro que ali vivia. Acabou passando alguns anos aprendendo o ofício e voltou de lá o rei da cocada preta, ou melhor, da magia negra.
Desde então, mora numa mansão descolada no Greenwich Village, em Nova York, de dar inveja a Bruce Wayne. Com a ajuda do fiel escudeiro Wong e de seu prodigioso amuleto, o Olho de Agamotto, Strange sai por aí infernizando a vida de inimigos tão casca-grossa quanto Dormammu, o príncipe das dimensão negra, Mefisto e a própria encarnação da Morte.
De vez em quando, ainda encontra tempo para fazer parte do mais improvável grupo de super-heróis de todos os tempos – os Defensores –, ao lado de Hulk, Namor e o Surfista Prateado.
Estranho é fruto da fértil imaginação de Stan Lee e ganhou vida nos traços de Steve Ditko. Sua primeira aparição se deu em julho de 1963. Nesses 44 anos, os roteiristas da Marvel se tocaram de que estavam lidando com uma figura virtualmente indestrutível.
A seu respeito, o editor da Marvel Joe Quesada disse certa vez (em tradução livre): "Você pode ameaçar o Dr. Estranho, mas ele nunca vai de fato correr muito perigo, porque a qualquer momento ele pode lançar um encanto e se safar. Não há regras para seu universo e do ponto de vista da criação de histórias isso é problemático. Como você mata o Dr. Estranho? Como o machuca?"
Tenho um palpite: será que alguém já arriscou raspar o bigode dele?
Acima, um trecho do telefilme sobre o Dr. Estranho rodado em 1978, piloto de uma série que acabou não vingando. Não encontraram um ator com um bigode à altura do papel, o que talvez justifique o fracasso da série.
Texto enviado pelo leitor Bernardo Esteves
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
#78 - Asterix & Obelix
Esses romanos são loucos! A dupla dinâmica dos quadrinhos franceses marcou gerações de crianças e adultos pelo mundo inteiro distribuindo tabefes nas poderosas Legiões Romanas de César, caçando javalis no braço e afundando navios piratas.
Asterix e Obelix eram os heróis da irredutível aldeia gaulesa que apavorava as guarnições romanas de Petibonum, Aquarium e Laudanun resistindo bravamente ao invasor. Aditivados por uma poção mágica desenvolvida pelo druida Panoramix, os dois eram a linha de frente da grande mãe da Resistência Francesa, sempre disposta a espinafrar o invasor. Apenas Obelix não podia tomar a poção, uma vez que havia caído acidentalmente num caldeirão cheio dela quando ainda era pequeno, de forma que ganhou super-força.
A criação dos cartunistas Albert Uderzo e René Gosciny em 1959 começou a conquistar o mundo em 67, com a publicação do álbum Asterix, o Gaulês. Asterix, seu grande amigo Obelix e o fiel cãozinho Idéiafix são bons gauleses e como tais desfrutam de tremendos bigodes - assim como todos os homens de bem da brava aldeia.
Aventureiros natos, os gauleses não se contentavam apenas em esculachar as tropas romanas ao seu redor, tendo excursionado pela Germânia, Bretanha, Espanha, Penísula nórdica e até o Egito, onde impressionaram a rainha Cleópatra. O grande destaque fica em sua incursão pela ilha da Córsega, terra natal de Napoleão Bonaparte, onde descobrimos a mais roquenrou forma de democracia do mundo ocidental. Os corsos elegiam seus líderes através de votos depositados numa urna, que era jogada ao mar no final da votação e os concorrentes saíam no pau para decidir quem seria o novo líder.
Boatos de origem certamente latina dizem que Asterix e Obelix eram solteirões apenas de fachada, pois mantinham um tórrido romance homossexual às vistas turvas da aldeia. Este blog refuta tamanha falcatrua! Nossos bravos gauleses edificaram seus caráteres à semelhança de seus bigodes - volumosos, rijos e transparentes.