O Kibe Loco, maior site do Brasil, com mais acessos que Folha e Globo Online juntos, publicou uma coerente piada com a ridícula situação do não menos patético Sport Club Corinthians Paulista.
Eles cometeram apenas um pequeno errinho. Afinal, todos nós sabemos que o Corinthians não cairia se o Vampeta ainda usasse bigode! O Corinthians caiu para a segunda divisão, assim como o bigode do Vampeta caiu pra debaixo da boca.
terça-feira, 4 de dezembro de 2007
Update 3
terça-feira, 21 de agosto de 2007
#94 - O ditador dos ditadores

Emir Saad é considerado por muitos o melhor personagem do melhor cartunista brasileiro do século XXI. Como um legítimo representante do nosso tempo, André Dahmer é lido na internet, bem mais que em páginas de jornal. O site dele, o Malvados, tenho certeza que vocês já conhecem. Assim como o Monstro de Zazanov não deve ser figura anônima para a maioria dos nossos leitores e era muito aguardado. Nos faltava apenas uma efeméride para que essa grande figura bigodesca aparecesse por aqui.
Pois o autor nos brindou, nesta segunda-feira pós-para-pan, com uma crudelíssima seqüência sobre "O Massacre de Ürben Balt". Na definição do próprio autor, Ürben Balt era "uma cidade-presídio em que estavam confinadas dezenas de milhares de pessoas com problemas mentais, todas perseguidas pelo regime".
Pra quem achava que isso não era possível, o Malvado Dahmer conseguiu ir ainda mais longe no seu método impiedoso de fazer com que a gente ache graça do que há de pior no ser humano.
Chargista do Lance, Mario Alberto fez uma assustadora versão gollunesca do Bom Emir. a imagem pode ser vista aí do lado e no blog do Mario, que certamente vale uma visita.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Nascido em Quatro de Julho
domingo, 1 de julho de 2007
#52 - Il Padrino/Marlon Brando
"I'll make an offer he can't refuse."
Don Vito era O Cara. O soberbo mafioso interpretado por Marlon Brando não poderia nunca deixar de ter aquele discreto porém implacável bigode no rosto, um aviso a seus oponentes de que Vito tinha caráter e palavra - além de capangas fortemente armados.
Quando fez o papel de Don Corleone, talvez Brando não suspeitasse do impacto cultural que sua figura como manda-chuva do crime teria na sociedade. Brando fez inúmeros papéis, chegou a ser Jor-El, pai de Kal-El, encarnou os horrores da guerra em seu Colonel Kurtz, mas foi como Vincenzo que sua imagem virou ícone.
Vencedor do Oscar por sua atuação como Don Corleone, "Brando não compareceu à cerimônia de entrega e enviou no seu lugar a [suposta] índia Sacheem Littlefeather, na verdade uma atriz hispânica, para manifestar ao público o descontentamento com a forma como Hollywood tratava os nativos americanos" (Créditos para a Folha Online).
Seu Don Vito era homem de hábitos simples e palavra feroz. Não fosse por ele, talvez Scorsese jamais poderia começar um filme (Goodfellas, 1990) com o monólogo "Since I remember, I always wanted to be a gangster".
"Keep your friends close, and your enemies closer."
domingo, 17 de junho de 2007
#40 - O Leão Nigel Mansell
O Bigode vem para o homem como um poder e, às vezes, tanto poder pode sair de controle e se tornar um pesadelo. Il Leone sabia disso e sofria com isso - que o Bigode exige muito do homem que almeja ostentá-lo.Para quem duvida, o IdB traz hoje a história deste que foi o quarto maior vencedor de GP's de Fórmula-1 (superado apenas por Schumacher, Prost e Senna), um homem que passou por todas as provações que o Bigode impõe e venceu no fim, se tornando um Ídolo de Bigode, mas não sem muita luta. Esse gênio, apesar de todo seu talento e de todo seu bigode, encontrou imensa dificuldade para fazer uma temporada consistente e vencer um campeonato. Foi apenas ao final de sua carreira, calejado e mais maduro, que Nigel Mansell conseguiu controlar toda a plenitude mística do Poder do Bigode e comemorar os títulos da F-1 de 92 e da F-Indy de 93. Antes disso, joguete do destino e vítima da própria força, foram três os vices-campeonatos: 86, 87 e 91.
Em 1986, Mansell é contratado por Frank Williams para ser o segundo piloto do então bi-campeão Piquet. No entanto, com o chefão acidentado longe do comando, acaba caindo nas graças do novo patrão e recebendo tratamento preferencial, o que cria um grande racha na escuderia e dá origem à rivalidade com o brasileiro, que duraria para sempre. Paralelamente, a competição corre quentíssima, sendo disputada por Mansell, Prost, Piquet e Senna até as últimas corridas. Vale lembrar que foi nesse ano que ocorreu a famosa "melhor ultrapassagem do mundo", de Piquet e seu dedo médio à mostra sobre Senna, na Hungria; além da "chegada mais apertada da história", na Espanha, onde Senna superou Mansell na reta final por 14 milésimos de segundo.
Então, após abrir boa vantagem no início do campeonato, logo aparecem os primeiros sinais de desequilíbrio no Bigode. Mansell começa a beijar tudo que era muro e permite a aproximação de Piquet e também do narigudinho Alain Prost, burocrático, que vinha acumulando segundos lugares. Na última corrida, na Austrália, Mansell tinha 70 pontos e os dois rivais, 63. Piquet assume a liderança, o que garantia o título para Mansell, que vinha em segundo, à frente de Prost. No entanto, o pneu do Leão Britânico explode sensacionalmente, lhe rendendo novo encontro com o guard-rail. Para completar a lambança, a Williams, temendo que o mesmo acontecesse com os borrachudos do brasileiro, o chama para os boxes e entrega o título de mão beijada para Prost.
Em 1987, Piquet decide então sabotar o Leão psicologicamente. Esconde o papel higiênico do inglês em meio a uma diarréia e chama sua mulher de feia (numa clara tática Clodoviliana), além de simular resultados ruins nos treinos para evitar que Mansell copiasse o acerto de seu carro nas corridas. Depois de sofrer muitas quebras na temporada, Mansell ainda com chances de virar o jogo mas sendo um aspirante pueril, inexperiente demais na época, evoca de maneira infeliz TODO o Poder do Bigode e, subitamente, logo após marcar a pole position nos treinos classificatórios de Suzuka, eis que um muro japonês, se movendo a mais de 200 quilômetros por hora, se choca contra seu carro. Machucado, fica afastado do resto das corridas do ano, deixando as coisas fáceis para o rival. É nisso que dá brincar com o Bigode. Numa próxima, certamente Ele enviaria o Godzilla.
Anos mais tarde, em 1991, Senna não dá chance para ninguém e leva o campeonato com sobras mas, pior do que amargar o vice novamente, Mansell sofre sua pior derrota - competitiva e psicológica - para Piquet no GP do Canadá. Após quebra de Senna, Mansell, liderando com mais de 20 segundos de vantagem na última volta, já podia sentir o gostinho de cerveja Guiness em seu bigode. Porém, em meio à empolgação, acenando para o público, ele desliga por engano o motor do carro, não consegue tornar a ligá-lo e acaba homenageando justo o "amigo" Piquet, que o ultrapassaria se cagando rir rumo à sua última vitória na F-1. Mais tarde, o pioneiro dos pegas de rua em Brasília declararia "ter tido um orgasmo" nesta corrida.


